Brasil me muito movimento

Me ajudem a escolher um lugar pra me mudar?

2020.12.03 14:05 sugar_sugar_falls Me ajudem a escolher um lugar pra me mudar?

Bom dia. Sou do Rio de Janeiro mas não gosto muito daqui e estou querendo me mudar pra algum lugar diferente. Eu sou basicamente o oposto de campo, gosto de cidade grande, prédios altos, movimento. Gostaria de algum lugar no Brasil que tivesse alta qualidade de vida, perto de comércio, perto de restaurantes bons, de polos tecnológicos e eventos de tecnologia/jogos/animes/startups, de preferência em um condomínio mais bem equipado que pudesse encontrar, com academia grande incluindo instrutores, serviços variados (lavanderia, quarto, etc.). Basicamente eu estou procurando um condomínio que seja quase um hotel com muitas unidades, muita infra interna. Pelo que estou descrevendo, acho que talvez eu gostasse de algum lugar perto do centro de SP, mas eu não conheço muito a cidade. Queria comprar algo de 2 quartos até 1.5 milhões. Sugestões?
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2020.11.27 16:28 Sinachi_Ale Entrevista de Netflix com Emicida

Entrevista de Netflix com Emicida

"A luta e as conquistas do Movimento Negro Unificado são invisibilizadas. Ser ativista no Brasil é desgastante, ingrato e perigoso. Subir e gritar 'obrigado, MNU' é pra q eles saibam q é da luta deles que nasce um sonhador como Emicida."
Quem não cantou: "Permita que eu fale não às minhas cicatrizes” em 2019? Se Emicida já era grande, ficou ainda maior depois de tanta lindeza. E o que foi aquele show no Theatro Municipal de São Paulo? Um marco para o movimento negro e para a cultura nacional. Sabe por que? Quatro décadas antes, em 1978, na escadaria daquele prédio, se formou o Movimento Negro Unificado, em um ato que reinvidicou o protagonismo de artistas negros. Essa explosão de emoções é exaltada no novíssimo documentário AmarElo – É Tudo pra Ontem, que o Emicida estreia no meu catálogo. Conversei com ele sobre esse e outros momentos importantes para a sua carreira e para a arte no Brasil.
https://preview.redd.it/kk9eih2lws161.png?width=1280&format=png&auto=webp&s=59822d866d2db407fa0126c21b645b17f3c5d321
Netflix: Como você descreve o que sentiu quando se viu tomando conta do Theatro Municipal quatro décadas depois da manifestação que deu origem ao MNU? Emicida: Como a gente diz, nossos sonhos são heranças de gente que sonhou intensamente antes de a gente chegar aqui. Eu tenho viajado muito no significado dos números... É interessante pensar que 4 é o número de elementos clássicos da natureza, o número de elementos clássicos do hip-hop. Quatro são os fundamentos do próprio Prisma que elaboramos com o projeto AmarElo. E também são quatro décadas que separam nossa ascensão ao palco do Theatro Municipal do encontro das pessoas do MNU naquelas escadarias. Quatro décadas antes do MNU, a frente negra brasileira também sonhou com isso, considerando o Municipal como lugar de onde os melhores sonhos de futuro para este país poderiam alçar voos mais altos. O KL Jay, DJ dos Racionais, em seu primeiro disco solo, tem uma rima que diz: "talvez eu seja a continuação de alguém que no passado representou perigo também”. É dessa forma que me enxergo, como uma continuação, um passo humilde rumo a um mundo melhor.
Netflix: O que simboliza pra vc e pro movimento negro estar ali?
Emicida: Eu acho interessante pontuar uma coisa: eu não sou ligado a nenhuma agremiação, coletivo ou organização que represente o movimento negro. Essa denominação também precisa ser feita no plural, porque não existe um movimento negro, existem vários. Alguns deles, antagonizam bastante, inclusive. Enfim, pluralidade. Eu sou uma pessoa que, na realidade do Brasil, é lido como pardo e que passa boa parte da sua vida com uma relação conflituosa com a sua africanidade. Através do rap, eu pacifico essa relação e descubro que o rap elabora esse discurso com base nas mobilizações de mtas entidades e intelectuais negros. A minha relação mais profunda com essas agremiações que chamamos de movimentos negros é de gratidão, pois, se não fosse por elas, provavelmente eu não teria a autoestima e confiança que adquiri ali nos meus 20 anos. Por isso, é mágico poder subir no palco do Theatro Municipal e homenagear o MNU. A luta e as conquistas deles são muito invisibilizadas, ser ativista no Brasil é desgastante, ingrato e perigoso. Subir ali e gritar "obrigado, MNU" pro mundo, é pra que eles saibam que é da luta deles que nasce um sonhador como Emicida. Pra mim, o show é um presente e uma homenagem a eles, antes de qualquer outra coisa. Fiquei mto feliz que eles conseguiram estar conosco. E escolhemos o Municipal porque aquele palco abrigou alguns dos mais importantes movimentos da arte do planeta [a Semana de Arte Moderna, de 1922] e acho que caminhamos para ser isso. Netflix: Você disse: "Obrigado, Theatro Municipal. Nos vemos nos livros de história". Aquele momento foi como uma supernova? Nosso doc, AmarElo – É Tudo pra Ontem, registrou a emoção. Mas e nos livros de história, como quer que isso seja lembrado?
Emicida: Existe algo mais bonito do que finalizar um ciclo de vida explodindo em luz e gerando mais vida com isso? Acho as supernovas o fenômeno mais bonito da existência. Tenho refletido muito sobre isso com alguns amigos. Adoro astronomia, foram as estrelas que nos trouxeram até aqui. A cada passo, estamos mais perto do fim. Como ele é uma grande incógnita, precisamos produzir supernovas a cada passo, assim, no momento em que o final chegar, em cada passo nosso, terão vários berçários onde estrelas novas surgiram. Quando eu cheguei aqui, tudo era impossível, qualquer coisa que falávamos era vista como problemática, improvável de se realizar. Hoje não é mais. E quero que lembrem de mim no futuro como alguém que sabia que o impossível era grande, mas não maior que si.
Netflix: Como não esmorecer em 2020 e lembrar todos os dias que "eu não sou as tragédias que me cercam. Sou muito mais do que isso”?
Emicida: Dois mil e vinte não é parâmetro (risos). Esmorecer em algum momento é parte da vida. A tristeza não é doença. Pelo contrário, é natural e pode ser não só uma professora, como também uma porta para reflexões importantes que construam um lugar melhor. Precisamos pensar como nos relacionamos com a destruição do planeta, por exemplo. E, a partir de respostas honestas e responsáveis, vamos conseguir colocar a cabeça no travesseiro à noite e chegar a essa conclusão que você trouxe: uma coisa é a tragédia produzida pela ignorância, o ódio e a frustração, outra sou eu. Bibliografia: https://www.tudumnetflix.com.bnao-as-cicatrizes acessado em 20 / 11 / 2020
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2020.11.22 01:40 fafetico Não aguento mais como cada acontecimento contribui mais e mais com a polarização politica e social. Desabafo sobre o que estou lendo da morte de João no Carrefour

O caso da morte no Carrefour está disparando vários triggers pra mim. É agoniante ver o quanto pessoas conseguem distorcer e se distanciar de tudo o que eu acho que deveria ser realmente discutido.
Como disclaimer: não sou nenhum especialista. Não conheço termos. Não conheço leis. Só estou realmente incomodado com as ações sendo tomadas e discussões tomando direções horríveis.
O cara parecia ser um escroto. Várias acusações de agressão. Relatos de comportamento agressivo com funcionária e vídeo dando soco no segurança.
Então ele foi morto porque era um otário. Não porque era negro. Certo?
Bem... Não acho que é bem assim.
Ao meu ver, existem várias faces do racismo. Algumas pessoas propositalmente agem contra negros (e outras minorias) em algumas situações. Eu vou chamar isso de crime de ódio.
A morte de João foi crime de ódio? Acho muito pouco provável. Duvido muito que algum dos envolvidos tenha propositalmente decidido que iria mata-lo porque ele era negro. Esse tipo de pensamento as vezes vem da análise exagerada da situação. Durante o acontecimento, muito provavelmente as pessoas tomaram mais ações instintivamente do que premeditadamente.
Isso quer dizer então que não tem racismo envolvido? Não necessariamente.
Outra face do racismo, mais sutil e difícil de identificar e provar, é aquela cultural. Esta permeia em absolutamente todos os níveis da sociedade e resulta na distorção da realidade ao redor das pessoas devido a cor da pele delas.
Os envolvidos provavelmente não propositalmente resolveram matar João porque ele era negro, mas duvido que tomariam o mesmo tipo de atitude (bater até a morte) contra alguém branco, bem vestido, com aparência de "classe alta", etc. Dependendo da aparência do sujeito, capaz de chamarem até de "doutor".
Este e vários outros casos contra negros em que a vítima tem sua vida desrespeitada, com ações desproporcionalmente violentas, pra mim são fortes indícios de que esses acontecimentos são resultantes de racismo cultural. Na hora em que as pessoas "não tem tempo" de pensar, o "sangue ferve" e a cultura fala alto, e a cultura é racista.
As ações e iniciativas das manifestações não se baseiam só nesse acontecimento. É esse e vários outros, toda hora, o tempo todo. O racismo sistemático distorce a realidade dos negros trazendo mais violência. É isso que esses casos sugerem. É isso que é errado. E isso é cultural.
Então foi racismo, certo? Possível, mas não é certeza. A principal pergunta nesse ponto é:
Dependendo do caráter dos seguranças, qualquer pessoa seria recebida com o mesmo tratamento. Existe a possibilidade de o fato de João ser negro não ter influenciado absolutamente nada.
Se não foi racismo, é um exemplo de que racismo não existe no Brasil. É.. tem gente que pensa assim. É foda, e completamente desconexo da realidade.
Agora, pensem comigo: se alguém acha que o racismo não é um problema, o que pode ser feito pra abrir os olhos dessa pessoa pra realidade ao redor delas? Acho que uma das últimas coisas que deveria passar pela cabeça é "tacar fogo em alguma coisa".
Então vamos agir contra o Carrefour. Ta certo tacar fogo na loja e boicotar a franquia. É sério isso? Sério que alguém acha que isso vai ajudar a causa defendida? Realmente existem pessoas que não consegue perceber que ações violentas só alimentam ainda mais a impressão errada que parte da população tem, e alimenta ainda mais a cultura racista?
Aceito o ponto de que o Carrefour, e qualquer outra grande empresa, poderia dedicar recursos para prover movimentos de igualdade, dentro e fora de suas lojas, a qualquer momento que quisessem. Mas isso não os torna responsáveis pela morte de João, do cachorro no outro ocorrido, ou de qualquer outro acontecimento por culpa de algum funcionário.
Aceito também que algumas pessoas já estão de saco cheio. E que existe a visão de que "se não for impactante, não faz efeito". Mas pra mim parece que nada importa se as ações só alimentam o ódio contra estão se manifestando.
A culpa é da nossa cultura. O alvo da discussão deve ser nossa cultura, não se foi nessa ou naquela empresa. Não se o cara era ou não era violento na casa dele. Não se o outro falou ou não falou algo racista enquanto espancava o sujeito até a morte. E pra lutar contra cultura, não me parece uma boa idéia agir de forma violenta e despertando reações defensivas em quem deveria estar sendo alcançado.
Pra algumas pessoas, o crime foi obviamente racismo. É um absurdo que alguém não consiga ver isso. E só com medidas drásticas é possível vencer a inércia cultural. Tem que quebrar tudo mesmo.
Pra outros, o crime claramente não teve nada a ver com racismo. Racismo não existe. E esse bando de manifestante violento tá aí atacando quem não tem nada a ver com a história. É desculpa pra vandalismo.
Vários outros estão no meio. Mas cada vez mais parece que você obrigatoriamente tem que estar em um dos dois extremos. Todo acontecimento contribui pra polarização. Não tem nenhuma possibilidade de, se seguirmos nesse caminho, alguma coisa dar certo. É só ladeira abaixo.
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2020.11.21 16:26 danielmedinarj Pergunta honesta sobre a criação de um "museu da escravidão"

Então... Começo dizendo que não sou negro. Sou "branco" (aquele branco brasileiro que tomaria porrada de neonazista alemão), então tenho realmente dúvida sobre isso e não gostaria que fosse interpretado como crítica aos movimentos negros. É uma dúvida honesta mesmo.
Eu escuto sempre dizer que é um absurdo o Brasil, maior país comerciante de escravos, não ter um museu sobre a escravidão. Eu concordo. Acho um absurdo mesmo. E realmente não espero que isso venha do poder público.
Aqui no Rio existem vários espaços dos movimentos negros. Tem até um chamado "museu dos pretos novos", se não me engano, perto do recém descoberto Cais do Valongo, por onde passaram milhares de negros trazidos da África para serem escravizados aqui. Esse museu eu nem sei se continua aberto ou se fechou.
A pergunta é: por que esses movimentos, que possuam espaço físico, não se juntam pra criar um Museu da Escravidão?
Nem que seja, à princípio, formado de gravuras, fotos, textos e depoimentos sobre esse período tão horroroso da nossa história. O museu do holocausto, em Curitiba, não é muito mais que isso. E é bem impactante e educativo.
Podiam fazer um crowdfunding, tentar apoio com marcas que atualmente se aproveitam da causa pra vender, tipo a Natura.
Eu realmente devo ser meio estúpido e não estar considerando algo... Daí a dúvida...
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2020.11.19 20:32 NotIdeas Moreno Jair bolsonaro está tipo:

Moreno Jair bolsonaro está tipo: senhoras e senhores governadores, senhoras e senhores senadores e deputados federais. Senhoras e senhores chefes de missões estrangeiras acreditados junto ao governo brasileiro.
Minha querida esposa Michelle, da aqui vizinha Ceilândia. Meus filhos e familiares aqui presentes —a conheci aqui na Câmara 2. [Michelle foi sua assessora de gabinete]
Brasileiros e brasileiras. Primeiro, quero agradecer a Deus por estar vivo. Que, pelas mãos de profissionais da Santa Casa de Juiz de Fora, operou um verdadeiro milagre. Obrigado, meu Deus! 3 [Esfaqueado em Juiz de Fora em 6 de setembro, foi operado por médicos da Santa Casa da cidade mineira]
Com humildade, volto a esta Casa, onde, por 28 anos, me empenhei em servir à nação brasileira, travei grandes embates e acumulei experiências e aprendizados que me deram a oportunidade de crescer e amadurecer.
Volto a esta Casa, não mais como deputado, mas como Presidente da República Federativa do Brasil, mandato a mim confiado pela vontade soberana do povo brasileiro.
Hoje, aqui estou, fortalecido, emocionado e profundamente agradecido a Deus, pela minha vida, e aos brasileiros, que confiaram a mim a honrosa missão de governar o Brasil neste período de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de enorme esperança. Governar com vocês.
Aproveito este momento solene e convoco cada um dos congressistas para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa pátria 4 [Aceno ao Congresso para aprovar reformas], libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica 5 [Algumas das principais promessas de campanha de Bolsonaro].
Temos, diante de nós, uma oportunidade única de reconstruir o nosso país e de resgatar a esperança dos nossos compatriotas.
Estou certo de que enfrentaremos enormes desafios, mas, se tivermos a sabedoria de ouvir a voz do povo, alcançaremos êxito em nossos objetivos, e, pelo exemplo e pelo trabalho, levaremos as futuras gerações a nos seguir nesta tarefa gloriosa.
Vamos unir o povo, valorizar a família 6 [Referência à base conservadora], respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã 7 [Menção a Israel e evangélicos], combater a ideologia de gênero 8 [Outro ponto central da campanha], conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre das amarras ideológicas.
Pretendo partilhar o poder, de forma progressiva, responsável e consciente, de Brasília para o Brasil 9 [Mote da campanha menos Brasília, mais Brasil]; do poder Central para estados e municípios.
Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos 10 [Slogan da campanha].
Por isso, quando os inimigos da pátria, da ordem e da liberdade tentaram pôr fim à minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas 11 [Reações populares nos dias seguintes ao atentado em Juiz de Fora].
Uma campanha eleitoral transformou-se em um movimento cívico, cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontânea, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui.
Nada aconteceria sem o esforço e o engajamento de cada um dos brasileiros que tomaram as ruas para preservar a nossa liberdade e a democracia.
Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão 12 [Rebate acusações de que vai perseguir minorias].
Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros que querem boas escolas, capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política 13 [Referência ao Escola Sem Partido]; que sonham com a liberdade de ir e vir, sem serem vitimados pelo crime; que desejam conquistar, pelo mérito, bons empregos e sustentar com dignidade suas famílias; que exigem saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico, em respeito aos direitos e garantias fundamentais da nossa Constituição.
O Pavilhão Nacional nos remete à “Ordem e ao Progresso”. Nenhuma sociedade se desenvolve sem respeitar esses preceitos.
O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou, nas urnas, pelo direito à legítima defesa 14 [Referência à facilitação para posse e porte de armas].
Vamos honrar e valorizar aqueles que sacrificam suas vidas em nome de nossa segurança e da segurança dos nossos familiares.
Contamos com o apoio do Congresso Nacional para dar o respaldo jurídico para os policiais realizarem seu trabalho 15 [Menção à defesa do excludente de ilicitude].
Eles merecem e devem ser respeitados!
Nossas Forças Armadas terão as condições necessárias para cumprir sua missão constitucional de defesa da soberania, do território nacional e das instituições democráticas, mantendo suas capacidades dissuasórias para resguardar nossa soberania e proteger nossas fronteiras 16 [Elogio às Forças Armadas, seu grupo de origem].
Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou o Estado ineficiente e corrupto 17 [Mudança na forma de compor o ministério].
Vamos valorizar o Parlamento, resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional. Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência 18 [Pauta liberal de Paulo Guedes].
Confiança no cumprimento de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitados.
Realizaremos reformas estruturantes 19 [Possível referência à reforma da Previdência], que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades.
Precisamos criar um ciclo virtuoso para a economia que traga a confiança necessária para permitir abrir nossos mercados para o comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia, sem o viés ideológico.
Nesse processo de recuperação do crescimento, o setor agropecuário seguirá desempenhando um papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente 20 [Aceno à bancada ruralista, que o apoiou].
Dessa forma, todo setor produtivo terá um aumento da eficiência, com menos regulamentação e burocracia.
Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na busca de novos caminhos para um novo Brasil.
Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira, trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira, com o respeito ao Estado Democrático 21 [Resposta às críticas de que seu governo poderia ter tom autoritário].
A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer a ruptura com práticas que se mostram nefastas para todos nós, maculando a classe política e atrasando o progresso.
A irresponsabilidade nos conduziu à maior crise ética, moral e econômica de nossa história 22 [Referência aos mandatos do PT].
Hoje começamos um trabalho árduo para que o Brasil inicie um novo capítulo de sua história.
Um capítulo no qual o Brasil será visto como um país forte, pujante, confiante e ousado.
A política externa retomará o seu papel na defesa da soberania, na construção da grandeza e no fomento ao desenvolvimento do Brasil.
Senhoras e senhores Congressistas.
Deixo esta casa, rumo ao Palácio do Planalto, com a missão de representar o povo brasileiro.
Com a bênção de Deus, o apoio da minha família e a força do povo brasileiro, trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino e se torne a grande nação que todos queremos. Muito obrigado a todos vocês.
Brasil acima de tudo!
Deus acima de todos!
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2020.11.19 11:38 Excelente24h Heloisa Jorge interpreta Njinga Nbandi

Heloisa Jorge interpreta Njinga Nbandi

Heloisa Jorge interpreta Njinga Mbandi

A actriz angolana dá voz à Rainha do Reino do Ndongo e da Matamba no especial ‘Falas Negras’ da Globo
Independentemente da época, a trajetória de luta contra o racismo e em favor da justiça e da liberdade coloca na mesma página a rainha Nzinga Mbandi (Heloisa Jorge), ex-escravizados como Baquaqua (Reinaldo Junior) e Harriet Tubman (Olivia Araujo) e o lutador Muhammad Ali (Babu Santana). Os quatro dão alguns dos 22 depoimentos históricos que o público vai conferir em ‘Falas Negras’, especial idealizado por Manuela Dias e dirigido por Lázaro Ramos que exibe na sexta-feira, dia 27 de novembro, às 22 horas, no Globo HD. Em entrevista abaixo, Heloisa Jorge fala sobre a experiência de participar do especial na pele de uma das mais emblemáticas personagens da resistência contra o colonialismo português em Angola. Reinaldo Junior, Olivia Araujo e Babu Santana também falam sobre os seus personagens.

Heloisa Jorge é Nzinga Mbandi – A rainha do Reino do Ndongo e Matamba nasceu em Angola e viveu entre 1583 a 1663, e simboliza a resistência africana à colonização e a comercialização de escravos. Foi uma rainha combatente, destemida, chefiou pessoalmente o exército até os 73 anos de idade.
Como foi interpretar Nzinga Mbandi?
Foi mágico e desafiador ao mesmo tempo, porque a Rainha Nzinga Mbandi é uma referência muito valiosa para a construção da nossa história e identidade em Angola. Quando eu falo da Nzinga, me lembro da minha infância no meu país, me traz a sensação bonita do pertencimento, lembro com saudade do bairro da Maianga em Luanda onde eu estudei, dos primeiros livros de história que contavam que a Njinga foi a mulher destemida e astuta que lutou até quase os 72 anos de idade contra a coroa portuguesa. A Nzinga é um dos mais importantes símbolos nacionais que nós temos lá. Essa mulher lutou muito para defender o reino do Ndongo e da Matamba, comandou um exército naquele tempo, uma estrategista nata que negociava em pé de igualdade com os portugueses. Foi muito emocionante dizer as palavras que ela mesma escreveu na carta para o governador português da época, me senti orgulhosa por ser filha daquele país e muito feliz em poder honrar o lugar de onde eu vim partilhando um pouco do que a Rainha Nzinga representa não só para Angola, mas para todo o continente africano.
Acredita que o programa vai tocar o espectador?
Espero que a partir dos relatos históricos as pessoas se interessem em refletir sobre o Brasil e o mundo que nós temos hoje. Acredito que será mais uma óptima oportunidade para se abrir a escuta e conhecer um pouco mais sobre a nossa história.
Olivia Araujo é Harriet Tubman - Ex-escravizada, tem data de nascimento imprecisa, tida como 1820 ou 22, e viveu até 1913. Ela se alistou como cozinheira e enfermeira durante a Guerra Civil Americana para espionar e captar informações, e ali ajudou na fuga de centenas de escravizados dos territórios dominados das fazendas do sul dos Estados Unidos rumo ao norte do país, onde não havia escravidão, e ao Canadá.
Como foi viver Harriet Tubman?
Fiquei muito feliz e emocionada de ser a voz dela. Uma história linda dessa mulher que pensou e fez pelo colectivo, libertou pelo menos 300 pessoas escravizadas, foi enfermeira, foi para a frente de batalha e participou do movimento feminista. Uma mulher incrível que merece ser reconhecida e respeitada.
O que 20 de novembro significa para você?
Essa data marca o reconhecimento por todos os que fizeram o caminho da liberdade, da humanização, e resgate da dignidade do povo preto. Lembra daqueles que se mantiveram vivos mesmo com toda a adversidade e crueldade para que hoje nós possamos estar aqui e seguir em frente com muito mais possibilidades.
Reinaldo Junior é Mahommah G. Baquaqua - Ex-escravizado, viveu entre 1820 e 1857, nasceu na África Ocidental, no actual Benin, veio em um navio negreiro que aportou em Pernambuco. Mas o trabalho em um navio mercante, que o levou para Nova York, mudou a sua vida completamente. Naquela época, os estados do Norte dos Estados Unidos já tinham abolido a escravidão, e Baquaqua conseguiu fugir. Em Detroit, publicou a sua biografia, que é um dos poucos registos da época contados nas palavras de um negro escravizado no Brasil, e que descreve em detalhes os hediondos castigos cometidos contra os escravizados no país.
Você se emocionou ao interpretar Baquaqua?
Ele nos deixa um legado de levante e rebeldia através da sua inteligência e a não aceitação da condição imposta como “escravo”. Impossível não se emocionar com um sentimento que nos atravessa há pelo menos 300 anos, que é o sentimento de “eu prefiro morrer do que viver como escravo”. Acredito que seja o grito engasgado da maioria de pretos trabalhadores que vivem em condições subalternas.
Qual o maior mérito do especial para você?
O de termos 22 vozes e relatos históricos, reais, para milhões de brasileiros que se reconhecem nesses corpos, falas e vivências! Identificação directa!
Babu Santana é Muhammad Ali - Maior pugilista da História, eleito "O Desportista do Século", nasceu nos Estados Unidos, viveu entre 1942 a 2016. Ali nasceu Cassius Clay e a vitória no pugilismo veio junto com a sua conversão ao islão e a mudança de nome. Ele passaria então a se chamar Muhammad Ali. Convocado, recusou-se a ir à guerra do Vietnam e desafiou o governo americano. A atitude rendeu a cassação de seu título de pesos pesados e o deixou por três anos longe dos ringues até que a Suprema Corte decidisse a seu favor.
Como foi viver Muhammad Ali?
Foi demais porque Muhammad é um exemplo, ícone, ídolo a ser seguido. Quando eu era mais jovem, sonhava me tornar lutador e ele era um dos maiores lutadores do mundo. Quando o vi falando, foi a primeira vez que eu vi um lutador falar daquele jeito. Eu me emocionei pelas condições em que ele se encontrava, as condições da luta dele foram muito traumáticas.

Idealizado e organizado por Manuela Dias, ‘Falas Negras’ é dirigido por Lázaro Ramos, conta com Thaís Fragozo na pesquisa e Aline Maia como consultora e pesquisadora. Integram o elenco do especial Fabricio Boliveira, Babu Santana, Guilherme Silva, Ivy Souza, Naruna Costa, Tais Araujo, Heloisa Jorge, Barbara Reis, Mariana Nunes, Izak Dahora, Silvio Guindane, Olivia Araujo, Reinaldo Junior, Aline Deluna, Flávio Bauraqui, Bukassa, Angelo Flavio, Samuel Melo, Aílton Graça, Tulanih Pereira, Valdineia Soriano e Tatiana Tibúrcio.
Pode sempre aceder aos conteúdos Globo em Angola através dos canais Globo HD e Globo ON, posições 10 e 72 da ZAP.
Foto: Globo / Victor Pollak
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2020.11.17 04:53 JuanChaleco Pesquisa da América Latina (Brasil)

Amigos brasileiros. Eu sou um chileno (lamento o meu português) fazendo uma pesquisa sobre questões nacionais para cada país da América Latina do México ao sul.
Este é o endereço da pesquisa https://forms.gle/uVj9ZYWtLtoVVJ1c7
A página ainda está recebendo respostas, mas posso adiantar alguns dados sobre a região.
WhatsApp é rei (99% usam) Religião foi para uma merda (80% dizem que não são religiosos na América Latina), embora 87% digam que foram criados em uma religião). Há um movimento na esfera social à esquerda (cerca de 20% declaram ter se movido nessa direção nos últimos 5 anos) e à direita na Segurança e Controle (16% aproximadamente nos últimos 5 anos).
Essas são as coisas que estão em alta no momento, e embora eu tenha alguns participantes do Brasil que vieram de asklatinamerica, eles são muito poucos (por favor, preencha e compartilhe), estou notavelmente baixa na participação de mulheres também e gostaria de não ter apenas opiniões cheiro de bolas, então eu queria pedir a eles que me ajudassem.
Espero que você possa responder e compartilhar a pesquisa, ela está em inglês, mas é bem simples de entender. Tente torná-lo o mais divertido possível sem torná-lo terrivelmente pesado. Falar sobre política, corrupção, tecnologia e sociedade ... deveria durar cerca de 15 minutos.
Quando terminar, prepararei um Data Studio com as informações divididas por país e tendências locais em um relatório sobre r / asklatinamerica. No post da pesquisa.
A partir de agora agradeço aqueles que ajudaram respondendo e compartilhando
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2020.11.15 00:36 luperinoes Procurando dicas para morar em bairro noturno, cultural, seguro em SP

Olá, nunca fiz um post desse tipo de pergunta, então perdão se não sou muito conciso. Eu também fiz esse post no r\brasil, então perdão se por acaso você está vendo repitido.
Eu morei em São Paulo minha vida toda, 21 anos, sempre na Zona Norte, pela região de Santana. Há 1 ano entrei em um relacionamento a distância e passei um bom tempo na cidade de minha namorada, Tubarão - SC. Há alguns meses ela se mudou temporariamente para Porto Alegre - RS, e estamos agora planejando morar juntos em SP.
Digo os locais que passamos tempo juntos, pois isso influencia de certa forma na nossa decisão do que gostamos. As características que gostamos de ter perto da onde ficamos são relacionadas a ter um certo movimento noturno, como bares e coisas do tipo, pois gostamos de poder sair a noite sem muito problema de segurança; Proximidade considerável ao metro, no maximo uns 25 minutos andando; E disponibilidade de atividades culturais por perto, não necessariamente atividades culturais chiques, mas somos do tipo esquerdista de classe media (kk), eu gosto muito de cinema por estudar na área e nós dois gostamos muito de musica, somos meio que músicos amadores.
Também é de nossa preferencia a presença de praças e parques e uma certa arborização.
Algumas das opções que estavamos avaliando eram: Uma amiga nossa que morou em SP recomendou o bairro Republica, nós gostamos do fato de ser arborizado e ter bastante moradores jovens. Perto da República também consideramos a Santa Cecília, mas não sabemos muito ainda sobre essa região. O bairro Vila Mariana parece bem do tipo que gostamos, mas financeiramente parece bem longe do que podemos pagar. Eu particularmente gosto da região meio que perto da Paulista, gosto das instituicoes culturais que tem por lá e estar a umas 3-5 estaçoes de distancia da Paulista seria bem massa. Outro bairro que considerei foi Aclimação, mas também não sei muito sobre - sei que tem alguns parques bons por lá, que é um outro critério muito essencial pra gente, a presença de parques e praças.
(( Não sei se estou me expondo muito, mas nossa idéia realista é morar em um quitinete de aluguel que tivesse valor total de uns 2000 reais. ))
Estas são as informações que tenho pra ajudar a entender mais ou menos o que gosto, e queria saber se alguém que conheça São Paulo e o que fazer nos locais consegue nos ajudar a recomendar um lugar bom para morar, principalmente por que sempre fui um paulistano que saía de casa muito pouco, então não conheço as regiões da cidade a fundo longe da Zona Norte.
Talvez esse post seja pedir demais, mas se alguém tiver umas dicas, agradeço.
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2020.11.11 19:58 ExperiencedSmoker Playbook de Roger Machado: compreensão da liderança, pluralidade de ideias e a hierarquia no futebol

Um maluco do Footure (site que recomendo bastante) realizou uma entrevista mais afunda com o Roger Machado, com parte 1 e parte 2. Achei legal e resolvi compartilhar aqui. Ele fala sobre treinamento, metodologia, sistema de jogo, conceitos, trabalho comportamental (não só tático), tecnologia, gestão de grupo, fala até mal do Cartola kkk, enfim, uma pá de coisas. Algumas coisas me lembraram muito o Tite (sobretudo quando ele fala de meritocracia, no começo da parte 2) e outras o Domenec (na parte 2, quando ele fala de estilo de tecnico). Destaquei alguns trechos, mas vale ler na íntegra. Vão desculpando a formatação de bosta.
Os conceitos de jogo, por vezes, são mostrados com um grau de complexidade. Por ser um ex-atleta e, agora, estando na posição de treinador, como avalia o desenvolvimento cognitivo dos atletas?
Do ponto de vista da teoria, parece complexo. Mas, quando é materializado no treinamento, é muito simples de compreender. O jogador é sinestésico. Ou seja, aprende através do movimento, uma vez que possui memória muscular. Peço frequentemente para o jogador não realizar algo no treino que não deseje reproduzir no jogo.
Dentro desse tema, percebo que muito se fala a frase “o jogo é dos jogadores”. Mas essa frase, no sentido puro, nos levar a crer que é uma coisa anárquica. Não seria totalmente ao contrário, já que existe uma ideia por trás?
Para mim, é o seguinte: está vendo essa tela aqui? A pintura, as cores e os traços que o jogador vai utilizar, aqui dentro, não interfiro. Mas é preciso que se respeite a delimitação da moldura. O modelo é a moldura. Dentro desse espaço, o artista vai utilizar o que julgar necessário. O desejo é sempre de potencializar as características e o talento individual do jogador. Muito se fala que a tática engessa o jogador, e é o contrário. A tática liberta, uma vez que o jogador terá a compreensão da função que irá executar e ter liberdade para atuar.
Você é um técnico que se adequa ao contexto e aos atletas, ou que tenta implantar o modelo e moldar a característica do atleta?
No futebol, de modo geral, é muito difícil conseguir partir do zero e contratar 30 jogadores. Talvez se consiga ter as características dos atletas mais consolidadas ao modelo de jogo dentro de um ciclo de 3 ou 4 temporadas. O Brasil é uma grande escola para os treinadores brasileiros, pois, invariavelmente, ao chegar em um determinado clube, se faz necessário entender as características do grupo e, sobretudo, as da individualidade e qual modelo de jogo irá melhor se adequar ao elenco.
...
O ambiente externo, por vezes, não entende que há muita ciência envolvida dentro do jogo. Dá para fazer de qualquer forma? Dá! Mas a garantia de que não irá ocorrer problemas é baixa. Na minha ótica, é preciso estar sempre em alinhamento com os diversos setores do clube, tais quais os departamentos de fisiologia e fisioterapia, para minimizar perdas. O futebol é um esporte que tem a aleatoriedade muito aflorada, mas tem algumas situações que podemos controlar. E são essas questões que não podemos abrir mão, já que podem ser cruciais para ter ou não um jogador durante toda a temporada.
...
Com relação ao adversário, trabalho 30% do tempo em cima de suas características. Porque, ao jogar, alguns treinadores trabalhavam em sua totalidade em cima das características do adversário. Só que quando o oponente mudava do 4-4-2 para o 3-5-2, a semana inteira de trabalho era jogada fora, já que partia-se do imaginário de que a equipe viria de tal forma.
...
O futebol é um jogo de conquista de território. Pode ser considerado, do ponto de vista do simbolismo, uma batalha de campo. Existem os ataques terrestres e os aéreos, e o objetivo é colocar a bola dentro da meta do adversário. Esse objetivo pode ser alcançado através de um ataque rápido, de um jogo apoiado ou contra-ataque. Mas, sobretudo, entendendo o que o elenco pode oferecer.
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Dentro das métricas que utilizo bastante está a velocidade da bola. Citando um exemplo do período em que estava no Grêmio, poucas equipes passavam a bola abaixo dos 3 segundos por jogador. Naquela época, o Corinthians do Tite era a única equipe que tocava abaixo desse parâmetro, com 2,9 segundos por jogador. A partir das métricas da Kin Analytics, desenvolvemos trabalhos específicos e baixamos em 3 segundos a circulação da bola por jogador.
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Sabe quando os mais antigos falavam algumas vezes que tal equipe perdeu o meio? Esse empirismo tem uma relação verossímil quando olhamos os dados. Por isso, busquei desenvolver, em conjunto com o Andreas e o Kin Analytics, o indicador de controle de meio-campo. Ao dividir o campo em três partes e analisar as métricas geradas pelo Kin Analytics, tendo como parâmetro as competições no Brasil, América do Sul e Europa, percebeu-se que o maior controle era do Manchester City, que apresentava um índice de 350%. Ou seja, a cada bola que a equipe perdia no meio-campo, recuperava 3,5 vezes bolas nessa faixa de campo específica. E isso aumenta as chances de vencer os jogos. As equipes que se sagraram campeãs da Copa Libertadores tinham um controle de meio-campo na faixa de 170%. Isto é, a cada bola perdida, recuperava-se 1,7 vezes a bola no setor.
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Outra variável importante é a da posse de bola, mas é preciso lembrar que a posse é meio, e não fim, já que é possível ter o controle do jogo a partir do espaço. Tanto que tem equipe jogando com 30% da posse de bola e vencendo. No Bahia, a gente amadureceu as variáveis para que atendessem as minhas necessidades.
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“A hierarquia é um processo meritocrático. Não posso ter falta de coragem para colocar um jovem no jogo, pois fui lançado aos 18 anos. E também não posso ter preconceito com um atleta por ser mais velho, pois joguei com 34 anos. Penso bastante como jogador, e o processo meritocrático me diz o seguinte: ‘Professor, joguei 30 partidas e te ajudei a ganhar muitos pontos. E tem 3 jogos que estou mal. E o moleque com justiça está entrando bem. Mas você vai me sacar e não me proporcionará a chance de me recuperar em campo?'”, explanou o treinador.
E continuou: “E se o garoto entrar e não conseguir suportar a pressão? Assim, o jogador vai pensar que estou colocando-o novamente como titular, pois ele não conseguiu sustentar, e preciso da ajuda dele para sanar os meus problemas. É claro que quem joga bem tem o direito de permanecer jogando. Mas também é assim com aquele que passa um mau momento. Quanto tempo é? Qual momento? Não sei, é a sensibilidade”, ponderou.
“O que costumo ter como parâmetro é que, ao observar que a instabilidade é individual, posso optar por dar continuidade por um período maior de tempo. Mas, ao perceber que a instabilidade individual está tendo uma repercussão sistêmica, nesse momento interfiro e preservo o atleta por um, dois ou quantos jogos forem necessários para que se recupere. Se como técnico retiro o jogador a cada partida que o desempenho não é bom, não irá existir uma equipe. Além disso, causará muita instabilidade no processo, pois retiro o direito do jogador de oscilar”, concluiu Roger.
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O futebol brasileiro sempre flertou com o modelo militar. Sobretudo, nas suas conquistas. Não à toa, houve uma militarização do futebol na preparação física, na hierarquização, na forma de liderar dos técnicos e no aspecto disciplinar. E, por vezes, faz com que as pessoas almejem esse tipo de gestão.
É algo que também é assimilado por outros setores que trabalham com futebol. Um exemplo simples é que, ao estar fazendo um primeiro tempo equilibrado ou ruim, a equipe voltou melhor no segundo tempo e venceu. Na coletiva, sou perguntado sobre o tipo de cobrança feita no intervalo da partida, quando, na verdade, o que houve foi a transmissão da informação aos atletas para superar as dificuldades impostas pelo adversário. Nunca parto do pressuposto que os jogadores não se esforçaram em campo.
....
Uma vez, um companheiro de time chegou a mim dizendo que não devia ser amigo de treinador. Quando o técnico pensar em sacar alguém do time titular, o primeiro seria eu, por ter a proximidade e acreditar que aceitaria melhor a ida ao banco de reservas. Falei para ele que não concordava. Certo dia, trabalhando como auxiliar, o técnico chegou a mim e disse para não me aproximar muito dos jogadores, pois, no primeiro momento de dificuldade, o jogador podia me sacanear.
Percebendo essa dicotomia de pensamentos, comecei a observar que existia algo errado no processo, porque os dois lados apenas coexistiam. Trazendo o ambiente do quartel, penso que as relações de grupo de jogadores devem ser similares por construir amizades capazes de perdurar por toda a vida. Esses laços afetivos, quando transportados para dentro de campo, são uma química perfeita.
Além disso,, na beira do campo, há um estereótipo de que o treinador precisa estar gritando, pulando e gesticulando a todo instante. E não sou animador de auditório. Preciso estar centrado para passar as melhores informações, e para que os jogadores tomem melhores decisões dentro do campo. A agitação na área técnica vai ocorrer quando percebo que o atleta não está reproduzindo comportamentos que são treinados.
Pegando gancho nessa resposta tratando de gerações, gostaria de saber a sua impressão no que tange ao comportamento da geração Z. Existe uma diferença grande na forma de lidar?
Eles são muito folgados (risos). O Lucas Fonseca e o Douglas me chamavam de professor, e o Saldanha e o Edson me chamavam de Roger (risos). Mas não me importo, é algo da geração. E gosto bastante dessa relação, e, embora sendo próxima, o respeito ao comando e à forma de liderança permanece intacta. Uma noite dessas, em casa, recebo um vídeo do Saldanha perguntando: ‘Professor, o que aconteceu aqui?’. Fui abrir o vídeo rapidamente, e me deparei com o Adriano [Imperador] me desmontando com uma trombada no jogo entre São Paulo e Fluminense (risos). Aí mandei para ele: ‘Você não quer jogar? Pega o telefone do treinador para tirar onda’. E ele pediu desculpa (risos). VÍDEO
Muito se fala do trabalho de desenvolvimento individual de jogadores realizado por Jorge Sampaoli e Rogério Ceni. Você acredita que falam pouco do seu trabalho nesse aspecto? E como procura desenvolver os atletas?
Não posso ser injusto. Acredito que a repercussão seja satisfatória sobre a minha capacidade de melhorar os atletas. Trabalhar com jogadores jovens e em desenvolvimento é uma das grandes virtudes que tenho, pois apresento a paciência e a didática necessária para que sejam desenvolvidos.
Roger, você passou por Juventude, Novo Hamburgo, Grêmio, Atlético-MG, Palmeiras e Bahia. Ao longo da sua trajetória como técnico, o que tem observado de evolução no processo de contratação? Há algo que precisa ser melhorado?
De forma geral, percebo uma evolução e um encaminhamento para buscar informações acerca das ideias de jogo, e também do modelo de gestão para conduzir o processo em um clube de futebol. Por exemplo, ao participar de um processo de contratação de técnicos no Chile, tenho que enviar informações acerca dos modelos de jogo, os conceitos treinados, a forma de desenvolver o treino, liderança, etc. Mas, sobretudo no Brasil, os gestores continuam contratando não pelas capacidades técnicas do profissional, mas sim pelo momento. Então, se o treinador der sorte de estar na curva ascendente quando foi demitido pelo último clube, automaticamente será lembrado quando houver vaga em aberto em algum clube. E o mesmo acontece no sentido oposto. Se o técnico estiver no momento descendente, não será lembrado no momento que o mercado estiver aquecido. Soma-se a isso uma peça fundamental nesse quebra-cabeça: as redes sociais. Afinal, elas detêm um poder de influência na tomada de decisão muito grande. Por vezes, lançam um nome para saber se será bem recebido. Quem está na ponta do processo não quer contratar um treinador que vai chegar com rejeição no clube. Não querem comprar essa briga.Brinco que vai chegar o dia no qual existirá um aplicativo em que o sócio gold irá eleger os 11 jogadores que entrarão em campo. E, como técnico, vou ficar restrito a realizar treinos.
O Cartola FC é algo bem próximo dessa realidade citada por você…
Sim. E, volta e meia, as pessoas invadem o meu WhatsApp para enviar mensagens com xingamentos por ter mudado a escalação da equipe. Não sei onde a sociedade vai chegar. Esse ambiente externo, que tem exercido grande influência no jogo, tem deteriorado a minha relação com o futebol. E a balança está começando a inclinar para encerrar a carreira de técnico e iniciar uma nova etapa da minha vida. Mas, por hora, sigo o planejamento de seguir como treinador por mais cinco temporadas.
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2020.11.06 22:01 Agnusl Absoluto repúdio à fake news irresponsável e perigosa do Intercept do Caso Mariana

A essa altura do campeonato, todo mundo provavelmente já sabe do que se trata. Ainda assim, aqui vai um resumo do caso:
Breve Resumo do Caso
Há a contar deste post (dia 03/11/2020), o Intercept divulgou uma noticia acerca da sentença de um processo penal onde o réu foi denunciado pelo crime de estupro de vulnerável. Supostamente, em uma festa, a ré teria sido dopada com alguma substância e, em um banheiro, o réu teria tido relação sexual com ela sem que ela pudesse consentir devido ao estado dela no momento.
https://theintercept.com/2020/11/03/influencer-mariana-ferrer-estupro-culposo/
A Notícia
A notícia apresenta dois pontos que revoltaram praticamente qualquer pessoa que entrou em contato com ela:
Pois bem.
Como bacharel em direito, eu fiquei incrédulo ao ler o termo "estupro culposo". Qualquer pessoa totalmente leiga em direito consegue ao menos ter uma noção do absurdo que isso é. Mesmo sabendo de muita, muita coisa que acontece no judiciário brasileiro digna de parecer história do Sencacionalista, eu não consegui ter outra reação senão ceticismo aqui. Não que eu achasse impossível um juiz dar uma sentença absurda, mas pelamor, o nível de absurdo aqui é tão grande que levanta suspeita.
Eventualmente, a sentença ficou pública. Deixo aqui um link onde é possível baixa-la em PDF.
https://revistaforum.com.bnoticias/veja-a-integra-da-sentenca-que-inocentou-empresario-acusado-de-estuprar-mariana-ferre
Aos profissionais e estudantes de direito, é uma leitura interessante. Para aqueles sem aprofundado conhecimento jurídico, mas curiosos sobre o caso, acredito que a leitura da última página esclarece o motivo do réu ter sido absolvido.
As Manipulações
Em nenhum momento ninguém alegou a possibilidade de "estupro culposo". Em todas as 51 páginas da sentença, esse termo só aparece uma vez, em um parafraseamento de doutrina (leia-se: de livros de estudo de direito) justamente mencionando que isso é uma impossibilidade jurídica. O motivo do réu ter sido absolvido foi por insuficiência de provas condenatórias.
Isso por si só já é um erro grotesco, terrível, do Intercept, pois dá a entender que a absolvição foi devido à total incompetência do Juiz com uma desculpa esdruxula, o que, novamente, não foi o caso. Ao ser confrontado com essa invenção, o Intercept, ao invés de se corrigir, se desculpar, se retratar, se limitou a apenas botar uma discreta nota de rodapé na notícia:
> A expressão ‘estupro culposo’ foi usada pelo Intercept para resumir o caso e explicá-lo para o público leigo. O artíficio é usual ao jornalismo. Em nenhum momento o Intercept declarou que a expressão foi usada no processo.
Mais, ainda refere-se ao réu como "o estuprador de Mariana" mesmo após ele ter sido absolvido.
Mas essa não foi a única manipulação dos fatos que o Intercept fez.
Nessa mesma notícia, eles apresentam um vídeo de cerca de 2 minutos, onde o advogado faz uma rajada de ataques contínuos a Mariana, a ponto de faze-la desabar em lágrimas, enquanto ninguém ali, nem o juiz (que deve presidir a audiência e evitar esse tipo de abuso), nem promotor, nenhuma alma viva, faz nada se não olhar em silêncio.
O ministério público pediu a quebra do sigilo da audiência, e esta foi divulgada em sua integralidade. Deixo abaixo o link do vídeo pelo canal do Estadão, no Youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=P0s9cEAPysY
A parte editada começa aos 18 minutos. Mariana encerra seu testemunho lá pelos 30 minutos do vídeo.
Vendo a integra, é possível ver que, embora o advogado tenha se alterado naquele momento, a narrativa de ataque desenfreado em busca de humilhar Mariana é uma manipulação ferrenha do Intercept, sem qualquer razão senão gerar uma revolta em massa das pessoas (eu incluso).
O sensacionalismo foi tanto, mas com uma suposta causa tão nobre por trás, que gerou um grande movimento não só das pessoas como um todo, mas dos órgãos jurídicos e influentes juristas, inclusive de um Ministro do STF.
https://epoca.globo.com/brasil/gilmar-mendes-diz-que-influencer-mariana-ferrer-foi-vitima-de-tortura-humilhacao-em-audiencia-sobre-estupro-24726523

Um breve resumo sobre a absolvição
A absolvição do réu se deu por insuficiência de provas que comprovassem que havia tido um crime de estupro. A narrativa da vítima contraria diversas provas testemunhais (testemunho das próprias amigas, das pessoas que tiveram contato com ela na noite do ocorrido, etc.), periciais (a exemplo do exame toxicológico, que deu negativo para qualquer substância) e audiovisuais (imagens e a própria narrativa demonstram capacidade motora intacta). Várias das alegações dela são estranhas e carecem de provas que ela não tem. (Um dos exemplos mais estranhos é o de um vestido cheio de sangue que ela diz que usou durante o ocorrido, mas ao invés de submeter à investigação, enviou para fora do país por "segurança, por orientação de alguém".
Há vários pontos estranhos no caso, principalmente se levar em conta a narrativa da vítima, mas vou me ater aos pontos acima. O juiz agiu certo e em conformidade com a lei ao inocentar o réu: não há provas de que um estupro teria ocorrido.
Aos que gostariam de saber mais, convido-os a ler a sentença caso queiram a totalidade dela. Também sintam-se à vontade para fazerem perguntas. Se eu souber responder, respondo; Se não souber, talvez outra pessoa saiba.
Problemas dessa Mentira
Constatando que a narrativa do Intercept é falsa, ela é *EXTREMAMENTE* problemática por vários pontos:
  1. Ela basicamente gerou incrível revolta popular contra todos presentes na audiência, gerando consequencias judiciais injustas para os envolvidos e vários perigos, inclusive, potencialmente de vida para os mesmos, em especial o réu do processo.
  2. O tribunal da mídia condena com uma pena maior do que qualquer sistema judiciário. As consequencias para o réu absolvido podem levar, basicamente, ao fim da sua vida social, profissional e até mesmo da sua vida propriamente dita, principalmente por se tratar de um caso de um crime tão hediondo.
  3. Demonstra a facilidade das pessoas de caírem em um conto mal contado por desejarem com todas as forças justiça para o que parece ser a parte mais fraca do conflito, injustiçada por gigantes;
  4. Demonstra que nem as autoridades do Judiciário estão isentos de serem enganados por uma noticia falsa do assunto sobre o qual deveriam dominar;
  5. Demonstram que um site grande de mídia tem um poder manipulador muito grande sobre a sociedade, principalmente ao usar o artificio de Fake News;
  6. Dependendo de como ficar a história, pode demonstrar que não estamos prontos pra combater esse tipo de situação, nem seus efeitos. Talvez demonstre que não estaremos aptos a isso por um bom tempo.

Conclusão:
A sentença do juiz, tecnicamente falando, está correta. Eu entendo a raiva das pessoas direcionado ao réu (eu também senti, mas consegui não ser enganado pela história do estupro culposo e não "condenei pessoalmente ele"). Eu entendo a raiva das pessoas direcionada ao advogado, ao juiz e aos demais na audiência (essa eu também senti e muito maior. Nessa narrativa falsa, eu infelizmente também caí). E eu entendo se ainda houver resistência em aceitar os fatos, pois "uma mulher afirma em lagrimas que foi estuprada e que a justiça absolveu seu estuprador".
Mas precisamos nos ater aos fatos nessas horas: não há provas de que houve um estupro, Mariana está, (in)felizmente, muito provavelmente, mentindo sobre o caso (provas materiais, físicas, contrariam o que ela diz e as provas que ela mesmo facilmente poderia ter produzido), e a sentença foi certeira. O advogado em um momento singular se alterou, mas foi imediatamente advertido pelo juiz para abster-se de fazer aquilo, e assim o fez. No momento em que Mariana começou a chorar (quando o advogado pediu para que ela apresentasse as provas do que afirmava com tanta certeza), o juiz pausou a audiência para que ela se recompusesse.
Ainda assim, não vou afirmar com toda a certeza do mundo que ela (não) foi estuprada ou que ela (não) está mentindo, pois só temos acesso à sentença, e não ao processo inteiro. Vejamos o que os recursos dirão. De qualquer forma, não é esse o foco do post.
No fim, toda a narrativa do Intercept é uma fake news monstruosa e potencialmente letal, que deve ser abominada e condenada veemente. Pra mim, o site perdeu toda e qualquer credibilidade possível. Deixo meu repúdio total aqui ao site e peço para que, quando esclarecidos, façam o mesmo se dividirem esse sentimento comigo.
ODEIO ter meu senso de justiça atiçado e manipulado completamente, e não perdoarei o Intercept por isso.
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2020.11.06 21:19 Agnusl Absoluto repúdio à fake news irresponsável e perigosa do Intercept do Caso Mariana

A essa altura do campeonato, todo mundo provavelmente já sabe do que se trata. Ainda assim, aqui vai um resumo do caso:
Breve Resumo do Caso
Há a contar deste post (dia 03/11/2020), o Intercept divulgou uma noticia acerca da sentença de um processo penal onde o réu foi denunciado pelo crime de estupro de vulnerável. Supostamente, em uma festa, a ré teria sido dopada com alguma substância e, em um banheiro, o réu teria tido relação sexual com ela sem que ela pudesse consentir devido ao estado dela no momento.
https://theintercept.com/2020/11/03/influencer-mariana-ferrer-estupro-culposo/
A Notícia
A notícia apresenta dois pontos que revoltaram praticamente qualquer pessoa que entrou em contato com ela:
Pois bem.
Como bacharel em direito, eu fiquei incrédulo ao ler o termo "estupro culposo". Qualquer pessoa totalmente leiga em direito consegue ao menos ter uma noção do absurdo que isso é. Mesmo sabendo de muita, muita coisa que acontece no judiciário brasileiro digna de parecer história do Sencacionalista, eu não consegui ter outra reação senão ceticismo aqui. Não que eu achasse impossível um juiz dar uma sentença absurda, mas pelamor, o nível de absurdo aqui é tão grande que levanta suspeita.
Eventualmente, a sentença ficou pública. Deixo aqui um link onde é possível baixa-la em PDF.
https://revistaforum.com.bnoticias/veja-a-integra-da-sentenca-que-inocentou-empresario-acusado-de-estuprar-mariana-ferre
Aos profissionais e estudantes de direito, é uma leitura interessante. Para aqueles sem aprofundado conhecimento jurídico, mas curiosos sobre o caso, acredito que a leitura da última página esclarece o motivo do réu ter sido absolvido.
As Manipulações
Em nenhum momento ninguém alegou a possibilidade de "estupro culposo". Em todas as 51 páginas da sentença, esse termo só aparece uma vez, em um parafraseamento de doutrina (leia-se: de livros de estudo de direito) justamente mencionando que isso é uma impossibilidade jurídica. O motivo do réu ter sido absolvido foi por insuficiência de provas condenatórias.
Isso por si só já é um erro grotesco, terrível, do Intercept, pois dá a entender que a absolvição foi devido à total incompetência do Juiz com uma desculpa esdruxula, o que, novamente, não foi o caso. Ao ser confrontado com essa invenção, o Intercept, ao invés de se corrigir, se desculpar, se retratar, se limitou a apenas botar uma discreta nota de rodapé na notícia:
> A expressão ‘estupro culposo’ foi usada pelo Intercept para resumir o caso e explicá-lo para o público leigo. O artíficio é usual ao jornalismo. Em nenhum momento o Intercept declarou que a expressão foi usada no processo.
Mais, ainda refere-se ao réu como "o estuprador de Mariana" mesmo após ele ter sido absolvido.
Mas essa não foi a única manipulação dos fatos que o Intercept fez.
Nessa mesma notícia, eles apresentam um vídeo de cerca de 2 minutos, onde o advogado faz uma rajada de ataques contínuos a Mariana, a ponto de faze-la desabar em lágrimas, enquanto ninguém ali, nem o juiz (que deve presidir a audiência e evitar esse tipo de abuso), nem promotor, nenhuma alma viva, faz nada se não olhar em silêncio.
O ministério público pediu a quebra do sigilo da audiência, e esta foi divulgada em sua integralidade. Deixo abaixo o link do vídeo pelo canal do Estadão, no Youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=P0s9cEAPysY
A parte editada começa aos 18 minutos. Mariana encerra seu testemunho lá pelos 30 minutos do vídeo.
Vendo a integra, é possível ver que, embora o advogado tenha se alterado naquele momento, a narrativa de ataque desenfreado em busca de humilhar Mariana é uma manipulação ferrenha do Intercept, sem qualquer razão senão gerar uma revolta em massa das pessoas (eu incluso).
O sensacionalismo foi tanto, mas com uma suposta causa tão nobre por trás, que gerou um grande movimento não só das pessoas como um todo, mas dos órgãos jurídicos e influentes juristas, inclusive de um Ministro do STF.
https://epoca.globo.com/brasil/gilmar-mendes-diz-que-influencer-mariana-ferrer-foi-vitima-de-tortura-humilhacao-em-audiencia-sobre-estupro-24726523

Um breve resumo sobre a absolvição
A absolvição do réu se deu por insuficiência de provas que comprovassem que havia tido um crime de estupro. A narrativa da vítima contraria diversas provas testemunhais (testemunho das próprias amigas, das pessoas que tiveram contato com ela na noite do ocorrido, etc.), periciais (a exemplo do exame toxicológico, que deu negativo para qualquer substância) e audiovisuais (imagens e a própria narrativa demonstram capacidade motora intacta). Várias das alegações dela são estranhas e carecem de provas que ela não tem. (Um dos exemplos mais estranhos é o de um vestido cheio de sangue que ela diz que usou durante o ocorrido, mas ao invés de submeter à investigação, enviou para fora do país por "segurança, por orientação de alguém".
Há vários pontos estranhos no caso, principalmente se levar em conta a narrativa da vítima, mas vou me ater aos pontos acima. O juiz agiu certo e em conformidade com a lei ao inocentar o réu: não há provas de que um estupro teria ocorrido.
Aos que gostariam de saber mais, convido-os a ler a sentença caso queiram a totalidade dela. Também sintam-se à vontade para fazerem perguntas. Se eu souber responder, respondo; Se não souber, talvez outra pessoa saiba.
Problemas dessa Mentira
Constatando que a narrativa do Intercept é falsa, ela é *EXTREMAMENTE* problemática por vários pontos:
  1. Ela basicamente gerou incrível revolta popular contra todos presentes na audiência, gerando consequencias judiciais injustas para os envolvidos e vários perigos, inclusive, potencialmente de vida para os mesmos, em especial o réu do processo.
  2. O tribunal da mídia condena com uma pena maior do que qualquer sistema judiciário. As consequencias para o réu absolvido podem levar, basicamente, ao fim da sua vida social, profissional e até mesmo da sua vida propriamente dita, principalmente por se tratar de um caso de um crime tão hediondo.
  3. Demonstra a facilidade das pessoas de caírem em um conto mal contado por desejarem com todas as forças justiça para o que parece ser a parte mais fraca do conflito, injustiçada por gigantes;
  4. Demonstra que nem as autoridades do Judiciário estão isentos de serem enganados por uma noticia falsa do assunto sobre o qual deveriam dominar;
  5. Demonstram que um site grande de mídia tem um poder manipulador muito grande sobre a sociedade, principalmente ao usar o artificio de Fake News;
  6. Dependendo de como ficar a história, pode demonstrar que não estamos prontos pra combater esse tipo de situação, nem seus efeitos. Talvez demonstre que não estaremos aptos a isso por um bom tempo.

Conclusão:
A sentença do juiz, tecnicamente falando, está correta. Eu entendo a raiva das pessoas direcionado ao réu (eu também senti, mas consegui não ser enganado pela história do estupro culposo e não "condenei pessoalmente ele"). Eu entendo a raiva das pessoas direcionada ao advogado, ao juiz e aos demais na audiência (essa eu também senti e muito maior. Nessa narrativa falsa, eu infelizmente também caí). E eu entendo se ainda houver resistência em aceitar os fatos, pois "uma mulher afirma em lagrimas que foi estuprada e que a justiça absolveu seu estuprador".
Mas precisamos nos ater aos fatos nessas horas: não há provas de que houve um estupro, Mariana está, (in)felizmente, muito provavelmente, mentindo sobre o caso (provas materiais, físicas, contrariam o que ela diz e as provas que ela mesmo facilmente poderia ter produzido), e a sentença foi certeira. O advogado em um momento singular se alterou, mas foi imediatamente advertido pelo juiz para abster-se de fazer aquilo, e assim o fez. No momento em que Mariana começou a chorar (quando o advogado pediu para que ela apresentasse as provas do que afirmava com tanta certeza), o juiz pausou a audiência para que ela se recompusesse.
Ainda assim, não vou afirmar com toda a certeza do mundo que ela (não) foi estuprada ou que ela (não) está mentindo, pois só temos acesso à sentença, e não ao processo inteiro. Vejamos o que os recursos dirão. De qualquer forma, não é esse o foco do post.
No fim, toda a narrativa do Intercept é uma fake news monstruosa e potencialmente letal, que deve ser abominada e condenada veemente. Pra mim, o site perdeu toda e qualquer credibilidade possível. Deixo meu repúdio total aqui ao site e peço para que, quando esclarecidos, façam o mesmo se dividirem esse sentimento comigo.
ODEIO ter meu senso de justiça atiçado e manipulado completamente, e não perdoarei o Intercept por isso.
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2020.11.06 14:41 HuelandThrowaway Análise da eleição municipal de São José dos Campos, São Paulo

O post abaixo foi escrito por mim. Apesar de conter informações que podem revelar a minha identidade, só umas 10 pessoas poderiam saber quem escreveu com as informações dadas. Ele tem como objetivo informar as pessoas da cidade, então se conhecer alguém de SJC por favor compartilhe com essa pessoa. O meu posicionamento político vai ficar bem claro mais ao final do texto, mas sem spoilers.

Resumão de candidatos à prefeitura de São José dos Campos
By Eu.

Nessa eleição, temos 11 candidatos a prefeito. Como ninguém tem tempo para ver o que cada um propõe, estou fazendo esse resumo a quem quiser ler.
A análise a seguir foi feita por mim, baseada em conhecimentos prévios e nas entrevistas de cada candidato encontradas aqui: https://www.meon.com.bnoticias/rmvale/eleicoes-2020-confira-as-entrevistas-em-video-com-os-candidatos-a-prefeitura-de-sao-jose-dos-campos

Coronel Nikoluk, Partido Liberal (22)
Parece uma candidata decente. Direita tradicional focada em família, valores, gerar emprego e segurança pública.
Ela promete foco em saúde preventiva como um jeito de aumentar a eficiência da saúde pública.

Dr. Cury, Partido Socialista Brasileiro (40)
Ele promete zerar a fila de atendimento dos hospitais, mas não fala em como. A impressão que dá é que ele acha que "é só cobrar mais que acontece", mas também fala em dar vouchers a quem não for atendido em até 14 dias. Caralho mano, eu vivi pra ver partido socialista querer privatizar serviço público. De saúde ainda por cima. Hora de reiniciar a simulação porque já começou a bugar.
Na educação ele quer escola integral para todo mundo, para ensinar "tudo", seja lá o que isso for. Me cheira a mais gastos para pouco ganho, e a certeza de doutrinação. Talvez não no mandato do Cury, até porque não quero acusar ninguém, mas eventualmente será usado pra isso. Eu não confio no prefeito de 2024, até porque não sei quem vai ser.

Felício Ramuth, PSDB (45)
O atual prefeito.
Proposta de saúde: jogar dinheiro no problema. A primeira coisa de que ele se gaba é ter aumentado a verba, ao invés de falar em melhoria de resultados. Isso me faz pensar que não houve melhoria, e que o dinheiro foi jogado fora. Afinal, se houvesse melhoria é disso que ele estaria se gabando.
A ideia dele de gerar emprego também é torrar dinheiro. Dar dinheiro pra empresas que contratarem pessoas, e fazer a prefeitura contratar jovens de 16-19 anos desempregados.
Não é à toa que esse foi o prefeito que triplicou a dívida do município em um mandato só.
Também é o cara que criou a ponte mais inútil da história. Toda vez que eu passo perto tem entre zero e um carro na ponte, enquanto as outras faixas continuam tendo o trânsito de sempre. Foi um ano de construção de ponte, de faixas sendo interditadas para estacionar concreto, de semáforo mudando de lugar, tudo pra uma ponte que até o Felício está com vergonha de ter feito e nem mostra no horário eleitoral dele. E o mais importante: a ponte foi feita por uma empresa que está proibida de fazer obras para o governo federal devido a envolvimento em esquemas de corrupção.

João Bosco, Partido Comunista do Brasil (65)
Outro que acha que emprego = jogar o seu dinheiro na mão de todo mundo. Além disso ele quer atrair grandes empresas, o oposto do que os outros candidatos tem proposto de gerar emprego através de micro e pequenas empresas.

Luiz Carlos, Partido Trabalhista Cristão (36)
Fala em gastar "somente em obras necessárias" e define saúde e educação como prioridades.
Gostei quando ele falou em terminar obras paradas "porque a obra parada é a obra mais cara que existe". Falou certo, e diga-se de passagem que essa também tem sido uma das bandeiras do Bolsonaro a nível federal. Além disso ele quer que todas as obras tenham um seguro de término de obra, algo que até onde eu sei já é obrigatório em vários países desenvolvidos.
Ele quer a construção civil como carro-chefe da criação de empregos. Por um lado parece um bom plano já que esse é um setor que gera muitos empregos. Por outro, lembro de uma vez que eu conversei com um empresário do ramo e ele disse que "quando a economia vai mal a construção é o primeiro que sente e o último que se recupera", já que é preciso muito dinheiro e uma boa perspectiva de futuro para se construir algo. Nada pior que gastar centenas de milhares, ou milhões, em um prédio e ele ficar vazio pagando IPTU.
O candidato Luiz Carlos também quer investimentos em rede de esgoto e mobilidade urbana. Esgoto é uma questão clássica que ninguém quer investir porque não dá visibilidade ou voto. Mobilidade urbana é um chavão conhecido, mas eu gostei da proposta do candidato de fazer pesquisas para ver onde há mais demanda (algo que não é feito atualmente) para adequar a oferta de transporte público. Típico investimento barato que faz resultados perceptíveis.
No geral parece um candidato bom. Não ter nenhuma proposta absurda já é um diferencial, e ideias focadas em custo-eficiência são sempre bem vindas.

Marina Sassi, PSOL (50)
Inspirada pela morte da Marielle e pelo #Elenão, a Marina veio para acabar com as grandes empresas que controlam essa cidade. Parece sátira, mas não é.
Ela quer abrir novos concursos para 300 médicos e enfermeiros, sem explicar por que eles são necessários.
Também quer mais concurso para professores, para que os professores que são grupos de risco de covid não precisem dar aulas. Além disso ela quer diminuir o número de alunos por sala. Como? Contratando ainda mais professores. Antes tu tinha um professor com 40 alunos, agora vai ter o professor afastado (ainda recebendo é claro) e dois novos pras turmas de 20 alunos. Promoção da educação: Pague 3 leve 1!
"A iniciativa privada não tem como responder à demanda da maioria da população (por empregos)". Mano. Pensa numa cidade que todo mundo fica pendurado nas tetas do governo. Esse imposto vai vir de onde?
Além disso ela quer uma "renda básica solidária" com "só 1% do orçamento", ou seja, uns 30 milhões por ano. Para "acabar com a miséria de 17 mil pessoas". Ou seja, 147 reais por mês por miserável. Sem juízo de valor aqui, estou só fazendo a conta. Deixo a cada um que decida se isso é muito ou pouco.

Professor Agliberto, NOVO (30)
O criador do Parque Tecnológico e do Banco do Empreendedor, o Agliberto pretende cortar cargos de confiança, economizando cerca de 50 milhões por ano. Só essa medida, em só um mandato, corta uns 20-25% da dívida do município.
Além disso, ele quer criar o "cartão saúde" e o "cartão educação". Basicamente ao invés de ir pra rede pública tu se trata ou estuda na rede privada e joga a conta pra prefeitura. Também conhecido como terceirização, especialização ou programa de voucher, é uma ideia liberal antiga que sempre deu certo onde foi utilizada. A prefeitura vai gastar menos pra dar um atendimento melhor.

Raquel de Paula, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (16)
A vice-presidente do sindicato dos correios.
"Chega da burguesia decidir o rumo da vida daqueles que constróem a riqueza"
A candidata está triste que existe saúde privada, e ela quer estatizar a saúde e o transporte público. Não, não é sátira. Ela também quer acabar com a terceirização no serviço público.
Caralho. É a única candidata até agora que não quer um papel da iniciativa privada, por mais secundário que seja, na retomada dos empregos. Vou dar uma dica aqui: TODOS os empregos, 100% deles, vem da iniciativa privada. Ou por serem empregos privados, ou por serem funcionários públicos mantidos por impostos da iniciativa privada. Quem não entende isso não merece nem o voto da própria mãe.

Renata Paiva, Partido Social Democrata (55)
Outra candidata que promete zerar a fila do atendimento na saúde, porém com a estratégia de contratar mais médicos e fazer mutirões. Ela quer um hospital para velhos, um para mulheres, um para jovens, um para deficientes, etc. E além disso quer especialistas mais próximos da população, ou seja, tacar um oncologista em cada bairro mesmo se não houver demanda. Haja vontade de contratar um monte de médico pra não fazer nada.
A proposta boa da candidata é focar no ensino técnico acoplado ao ensino médio, pois realmente faltam cursos técnicos no Brasil

Senna, PSL (17)
Propostas: reduzir gastos, reduzir cargos comissionados e secretarias, criar colégios públicos militares, o "médico na praça" (projeto para mandar carretas com médicos e equipamentos a locais públicos para desafogar os hospitais), auditar todos os contratos da saúde, e abrir o mercado de transporte para a concorrência.
Todas são propostas boas. Só tem um probleminha: é o Senna.
Senta que lá vem a história. Estava lá eu, membro fundador do Vem Pra Rua de São José dos Campos, em uma manifestação do Vem Pra Rua, quando vejo um homem e uma mulher com cara de políticos gravando uma live no nosso evento. Até aí nada de errado, todos são bem vindos. Por pura curiosidade chamei o homem de lado para perguntar quem eram, e ele ficou agressivo. Começou com aquela "por quê, a gente não pode? É ou não é pra vir pra rua?", colocando palavras na minha boca para tentar arrumar briga. Depois de desescalar a situação, eu perguntei para outra fundadora do VPR quem era "aquela mulher com o segurança agressivo", e ela riu. "Aquele 'segurança' lá é o Senna, ele só gruda na Letícia Aguiar porque quer ser prefeito. Ignora e só não deixa eles subirem no carro de som."
Na semana seguinte houve uma manifestação, se não me engano do Movimento Conservador, e lá estava uma faixa "Chupa Senna", bem alto no carro de som. Perguntei para um dos organizadores o motivo da faixa, e imaginem a minha (falta de) surpresa quando falaram que o Senna havia se juntado abertamente à ala antiBolsonaro do PSL.
E agora o ser tenta juntar a sua imagem à do Bolsonaro para virar prefeito.
As propostas do candidato são boas? São. Mas o candidato em si é apenas um aproveitador, que se junta a quem estiver por cima conforme a conveniência. O tipo de pessoa que puxa briga com aliados naturais só para chamar atenção não serve para a carreira política.
Se o Senna implementar qualquer proposta, se é que vai tentar, será mal feita para se adequar a demandas da oposição, ou largada pela metade quando não for mais conveniente. Senna prefeito trará nada além de uma má fama a ideias boas, e aí ficaremos décadas sem elas.
Eu, que em 2013 já gritava "Bolsonaro presidente 2014", e fiz parte de três movimentos liberais antes
de vir para o Vem Pra Rua, voto no PT antes de votar no Senna.

Wagner Balieiro, PT (13)
Promete: retomar o crescimento, até aí normal. Reduzir a tarifa do tranporte público, o que é estranho já que o último prefeito do PT a aumentou na primeira semana. E criar uma "moeda comunitária", ou seja, sair dando dinheiro de graça.
Ah, e a parte de reduzir tarifa de transporte? Ele que fazer isso na base do subsídio. Ou seja, você não vai pagar 5 reais de passagem. Vai pagar 3 de passagem e 2 de imposto. Muito melhor né?

Ranking final:
1º lugar Agliberto (30). O melhor candidato, de longe. Agliberto traz ideias novas por aqui porém que já funcionam ao redor do mundo, vai cortar gastos desnecessários, e tem respeito pelo seu dinheiro.
2º lugar Coronel Nikoluk (22). Candidata conservadora clássica, com foco nas funções essenciais do Estado e sem querer inventar moda.
3º lugar Luiz Carlos (36). Outra opção sólida, que fala sem enrolar e quer fazer o que precisa ser feito, nada mais e nada menos.
4º lugar Dr. Cury (40). Vivi pra ver socialista defender privatização da saúde. Só isso. Mas a escola integral ele pode enfiar no cu.
5º lugar Voto Nulo (69). Todo mundo sabe que o voto nulo é infinitamente superior ao voto em branco, mesmo depois que a urna eletrônica nos privou dos melhores candidatos do partido nulo.
6º lugar Voto Em Branco. É tipo o voto nulo, mas com menos criatividade e mais racismo.
7º lugar João Bosco (65). Um torrador de dinheiro sem nenhum diferencial notável.
8º lugar Renata Paiva (55). A candidata de quem acha que a prefeitura tem dinheiro infinito e só não resolve os problemas porque não quer.
9º lugar Felício Ramuth (45). Se ele não tivesse triplicado a dívida do município estaria bem mais alto na lista, mas tendo visto um governo dele ninguém quer um segundo.
10º lugar Marina Sassi (50). Típico caso de pessoa que quer acabar com a pobreza sem criar riqueza. A história mostra que isso não dá certo, muito menos para os pobres que ela afirma defender.
11º lugar Wagner Balieiro (13). Petista fazendo petisse, vai jogar o custo das coisas de você pra você mesmo e tentar se pintar de bonzinho durante o processo. E todo mundo se lembra do último prefeito do PT, aquele que foi impeachado.
12º lugar Raquel de Paula (16). Acha que a iniciativa privada não serve pra nada, todo mundo é incompetente menos a prefeita que se acha deusa.
13º lugar Meteoro Esmagador Destruindo a Terra. Por que às vezes a destruição mundial é o menor de dois males.
14º lugar Senna (17). O 14º colocado entre os 11 candidatos, merecidamente. Se um esquerdista faz merda a culpa é da esquerda, e se um oportunista fantasiado de direita liberal fizer merda vai sobrar pro resto da direita e dos liberais.

Quanto a vereadores, honestamente não importa muito. Tem todo um método do cálculo eleitoral, e no fim das contas a única coisa que importa é a legenda na qual você votou. Então mete o número do partido que você quer, ou escolhe um candidato que você gosta um pouco mais que os outros.
Pessoalmente vou votar no Bruno Wallace (30111), que se Deus quiser vai ser o vereador mais novo da história de SJC. O garoto tem 18 anos, faz parte do NOVO e do Vem Pra Rua, e o mais importante: tem as ideias certas de como levar a cidade pra frente.
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2020.10.21 17:28 supreme_lord_of_all Opções de países para imigrar?

Eu finalmente estou realmente começando a cogitar seriamente em sair do país.
Acho até que demorei demais para fazer isso, eu já via pensando nisso já faz uns anos, mas nunca seriamente, pesava muitos fatores como família e amigos, o fato de nunca ter saído do país, medo de não me adaptar à uma nova cultura, enfim... mas acho q estou finalmente pronto para estudar essa opção seriamente...
Mas, como mencionei anteriormente, eu nunca saí do país... gostaria da ajuda de vcs para me dar algumas opções de países...
Eu sei que nenhum país é perfeito, que muitos dos problemas daqui tbm existem em outros lugares mas eu sinceramente já perdi completamente a fé no Brasil... eu estaria mais ok com nossos problemas se eu visse que há um movimento de tentar resolver esses problemas... mas o negacionismo está muito grande e só vejo ódio e retrocesso diariamente...
Enfim... Não tenho preferência por nenhum país ou continente... as únicas coisas que procuro em um país é que seja mais progressista, com pouca polarização e pouco negacionismo... claro, qnt melhor a qualidade de vida e estabilidade na economia melhor... mas como eu disse, eu não me importo q o país tenha problemas, desde que esteja mobilizado em tentar resolvê-los...
O que vcs me sugerem?
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2020.10.07 23:33 ItoshikiNozomuu Burguês safado é a sua cavidade anal

A algum tempo atrás eu ficaria mal demais pra falar disso, mas hoje é algo superado e só me resta o quanto eu fico puto.
Eu sou estudante de universidade federal, moro com meus pais que são donos de uma pequena pousada de onde tiram nosso sustento. Sempre tive tudo que precisei, boa comida, roupas, moradia, dinheiro pra me locomover e me divertir de vez em quando. Não era taaanto assim mas nunca tive do que reclamar. Até o momento que eu entrei em depressão. A partir de então, isso se tornou minha maldição.
Eu sempre ouvi meus amigos me chamarem de rico e, nos últimos anos, burguês. Burguês safado. "AH OP, CALA A BOCA QUE TU É BURGUÊS". Quando eu era saudável isso nunca me afetou, mas logo senti na pele aquele senso comum de "Como que pode ser triste tendo isso tudo?". Sempre ouvi tanto esse tipo de coisa que eu NUNCA tive coragem de conversar com nenhum amigo meu sobre o que eu sentia, na minha cabeça tudo seria menosprezado e me falariam de todos os problemas de origem material que as pessoas tem. Eu senti que eu não tinha o DIREITO de ficar triste. Eu sentia que estava totalmente errado em estar triste e isso me fez negar a minha depressão por muito tempo e não fazer qualquer tratamento até o momento em que tentei um suicídio. pensava "Eles tem razão. Como posso estar triste se não tô passando dificuldade assim? Tenho o que comer, tenho teto pra morar, etc." Isso só fez tudo ir ladeira abaixo cada vez mais.
E meu amigo, as coisas só pioraram. Junto à depressão que eu tive, o movimento na pousada caiu drasticamente. Passei a ver meus pais gastando cada segundo de suas vidas em stress constante sem saber como pagar as contas, chegamos a vender várias coisas que tínhamos para conseguir pagar os funcionários porque meus pais não queriam deixar ninguém desamparado. E mesmo que quiséssem demitir alguém, não havia dinheiro para pagar o auxílio. E no meio disso tudo, abro o status do meu melhor amigo e vejo "Queimem todos os burgueses na fogueira". E me lembro de todas as vezes que ouvi coisas semelhantes, que vi ódio sendo dirigido à minha família simplesmente por causa da forma de sustento que escolheram. Tudo isso pode parecer besteira, mas, no estado que eu estava, era impossível suportar a tristeza de ver tudo dando errado, pessoas dando o melhor de si por outras, e ainda assim serem apedrejadas sem qualquer motivo. E não apedrejadas por qualquer pessoa, mas por pessoas que eu confiei, amei, gastei anos ao lado.
A mensagem que eu quero deixar é que ódio radical gratuito é terrível. Eu sei que nosso sistema é uma merda, eu sei o que é marxismo, o conceito de mais-valia, eu sei a merda enorme que isso tudo é e eu sei que há exploração de muitos, mas meus amigos, ódio não vai resolver absolutamente nada. Você não ganha nada fazendo isso e está sendo injusto com muitos, é só checar o número de micro e pequenas empresas no Brasil. Te garanto que a maioria não tem vida fácil como vocês imaginam, e mesmo que tenham, ninguém tem culpa de ficar triste e nem tristeza tem relação com bens materiais. Então direi o que eu sempre quis dizer para meus amigos: Burguês safado é o buraco do seu cu, e vai se foder por gentileza.
TL;DR : Pessoas que distribuíam ódio gratuito me fizeram achar que eu não tinha o direito de estar triste o que me fez não tratar a minha depressão e quase morrer no processo.
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2020.10.05 00:55 S4dBear Fake news como propaganda.

Fake news como propaganda.
Então, eu estava tranquilamente vendo um vídeo no Youtube quando de repente vejo uma "propaganda" estranha (sim eu não uso ad block, me julguem) chamada "Os Donos da Verdade". Nessa propaganda eles se dizem ser um movimento apartidário lutando pela "liberdade de expressão", mas é claro que para o bom navegante da internet é muito fácil perceber a manipulação da verdade e as prováveis intenções por de trás, até porque é uma propaganda paga com $$$ coincidentemente em época de eleição que faz críticas ao uso de termos com gênero neutro, tentando criar um clima de medo em relação esse tema.
Não nego que vivemos em tempo estranhos em relação a censura e que de certa forma nossa liberdade de expressão está realmente ameaçada, mas certamente não é do jeito que a "propaganda" indica. Vivemos o medo da censura pois muitos profissionais que lidam com informações e divulgações de dados estão sendo pressionado a omitir a verdade, vivemos o medo da censura pois o atual Presidente da República flerta com o Fascismo e tem muita proximidade com os militares que até pouco tempo foram responsáveis por muitas censuras aqui no Brasil, vivemos o medo da censura pois temas como afetividade homossexual e tudo que foge da "Tradicional família brasileira" é tratado como se fosse errado ou bizarro.
A engenharia social pode ser usada para conseguir dados pessoais de um determinado indivíduo, mas este não é o seu único uso. A engenharia social pode ser usada também para conquistar a confiança de alguém na intenção de convencer ela de certa visão da realidade, e assim lucrar com o comportamento desses indivíduos. Um bom exemplo de engenharia social usado nesse sentido são aqueles cursos de coach que prometem ensinar você a ser um "mestre do mercado de investimentos", e assim direcionar o seu dinheiro para onde eles querem e lucrarem com isso sem ao menos usarem nenhuma informação pessoal sua. Sem contar é claro que o individuo enganado compra um curso por um valor alto apenas para ser feito de trouxa.
Então, pesquisando mais sobre essa propaganda a má fé fica mais evidente ao entrar no site indicados por eles e perceber que o "documentário" que eles divulgam foi produzido pelo "brasilparalelo" (link no Wikipédia explicando o contexto da empresa). a empresa em questão é conhecida por "ciberativismo" da nova direita brasileira, ou seja é um dos instrumentos da maquina de fake news se trata de uma visão radical do mundo que pode prejudicar todos nós.
Não pretendo aqui postar o link deles até porque não quero ajudar a divulgar esse tipo de manipulação. Vou deixar apenas esse print recortado que tirei da própria página do Youtube.
https://preview.redd.it/x0mhij84d5r51.png?width=421&format=png&auto=webp&s=d30c693cbb998590c40f781fcd07e7d03a43908e
Então meus caros colegas usuários do Reddit, gostaria de saber a opinião de vocês em relação a tamanha cara de pau desses crentinos esses indivíduos responsáveis pela produção desse tipo de conteúdo e o que nós podemos fazer na posição de simples navegantes da web para evitar um cenário similar a da eleição presidencial passada que foi fortemente influenciado por este tipo de manipulação barata. Qual a opinião de vocês?
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2020.10.01 04:02 Happy__Boy Feministas, de forma saudável e respeitosa, gostaria de conversar com vocês sobre uns dados interessantes (não simplesmente ignorem isso).

Bom dia/ tarde / noite pra quem estiver lendo, seja apoiador(a) ou não do movimento feminista. Queria um debate saudável, sem a intenção de tentar mudar a ideologia do outro, apenas voltado para tentar entender o porquê do outro pensar de tal maneira. Segue-se a questão abaixo:
Sempre vi vários posts falando que a mulher é grande vítima de violência, de todas as formas. E é realmente desanimador ver como as coisas andam. Mas em números brutos, os homens são mortos cerca de 13 vezes mais que as mulheres!
Normalmente as feministas falam que essas mortes são causadas por outros homens. Mas gostaria de lhes apresentar alguns dados. Em dado período de tempo, quase 50 mil homens foram mortos, 14% vítimas de violência doméstica (ou seja, mortos por mulheres). Em contrapartida, nesse mesmo período de tempo, cerca de 4 mil mulheres foram mortas, sendo mais de 40% vítimas de violência doméstica.
A primeira vista, pode parecer que as mulheres morrem muito mais por violência doméstica. Mas com um cálculo básico de ensino fundamental você descobre que 14% de quase 50 mil são mais de 7 mil, enquanto 40% de 4 mil não chega nem a 2 mil mortes. Ou seja, homens não só morrem mais, como também são mais vítima de violência de doméstica (mortos por mulheres).
Gostaria de deixar claro que os números que utilizei acima são arredondados para facilitar o entendimento, mas usando os números exatos das pesquisas você tem um resultado ainda maior do número de mortes de homens.
Longe de mim dizer que as mortes dessas mulheres devem ser ignoradas, muito pelo contrário. Mas vocês não acham que o número brutal de mortes de homens também devia ser levado em consideração pela sociedade? O que vejo é uma completa ignorância e falta de conhecimento desses dados pela grande maioria das pessoas, como se preferissem fingir que eles não existem.
Enfim, vou deixar os links das pesquisas aqui em baixo. Por favor, me falem suas opiniões sinceras e seus argumentos. Não é uma competição pra saber quem possui a razão, mas sim um debate para entendermos melhor como o outro pensa. Obrigado a quem leu até aqui, vejo vocês nos comentários :)
Link para a pesquisa
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2020.09.29 16:21 Vedovati_Pisos Novas tendências de exercícios invadem as academias

A Zumba inspirada em ritmos latinos como salsa, merengue, mambo e lambada promete queimar até mil calorias em uma aula. A modalidade criada pelo colombiano Beto Perez, tem um publico que não procura apenas o cuidado estético e com a saúde, mas que quer se divertir. A quantidade de praticantes só aumenta. São mais de 15 milhões de adeptos em 180 países. A Zumba se adapta e traz novidades para continuar atraindo o público no mercado.
Apesar de não substituir, é uma opção para quem não consegue se dedicar à musculação. “A maioria procura porque não tem paciência, porque não gosta, porque é parado, porque não gosta de ficar puxando ferro. Acho a musculação muito importante, mas defendo que a pessoa tem que fazer o que ela gosta”, disse a instrutora de Zumba Greici Silveira Rosa e proprietária de um estúdio feminino.
As aulas são predominadas pelos ritmos latinos internacionais. Outros estilos podem ser mesclados, como o axé, mas sem perder a essência internacional. Dentro da Zumba existem outras dez opções de aulas personalizadas que podem ser feitas com equipamentos e até dentro da água. Alguns estúdios já oferecem a modalidade especialmente para crianças e idosos.
No estúdio, a iluminação principal é apagada e são jogadas luzes coloridas para deixar o ambiente com cara de uma festa. A base é a diversão e o aluno não precisa se preocupar em dançar corretamente. O emagrecimento acaba sendo uma consequência da atividade. “Eu acredito que está no auge de público. Sempre surgem novas modalidades, mas com essa alegria e o clima de festa, só a Zumba proporciona”, disse Greice.
Para motivar as alunas de Greici, foi criado um grupo no Whatsapp, em que as mulheres compartilham as dietas que funcionaram com cada uma e contam cada quilo que perdem. A turma troca informações e mostra o que estão comendo. A instrutora passa algumas dicas, mas enfatiza que não prescreve dietas, pois cada uma deve seguir uma dieta feita por um nutricionista para adaptar ao seu organismo e objetivos. “Toda história que elas contam, a superação delas, a vontade é o que me faz bem”, contou Greici.
Superação e foco na balança
A professora de Educação Infantil, Juliana Rodrigues Gonzales, conheceu a modalidade há um ano por indicação de uma amiga e nesse período perdeu 15 quilos. Antes de se mudar para Joinville já tentou fazer caminhadas e musculação algumas vezes, mas não conseguia continuar. “Nunca persistia muito tempo, não era algo que eu gostava. Eu gostava muito de dançar, mas não achava nada que se encaixasse. Quando uma amiga indicou e apresentou a Zumba, que eu ainda não conhecia, eu amei. Desde quando comecei a primeira aula eu não parei mais”, contou Juliana. Também começou a praticar Zumba Toning, que utiliza Toning Sticks, halteres da própria marca Zumba. Nas coreografias, os movimentos são mais localizados para promover a tonificação muscular.
A alimentação de Juliana foi mudando gradativamente. Há seis meses não come mais frituras e não perde o foco nem nos finais de semana. “A própria alimentação você vai se adequando, se acostumando. No começo é bem difícil, nos primeiros vinte dias é bem sacrificante”, comentou. Aos poucos foi cortando alguns itens e substituindo por outros mais saudáveis. Quando sai com o marido, ele fica até preocupado de comer algo diferente dela achando que isso vai desestimulá-la. “Mas já estou acostumada, para mim não é mais algo que me faz falta.”, completou a professora.
Quem convive com Juliana e seus parentes, notaram diferença nela não apenas pelo emagrecimento. No final do ano, viajou para o Mato Grosso do Sul e seus familiares perceberam melhoras na postura, na maneira de andar, na coordenação, no estilo de vida e que estava comendo melhor.

Novas modalidades ganham espaço no mercado e conquistam o público
Ao pisar dentro da academia, o praticante é recepcionado com um aviso estampado no tapete: “Ao entrar esteja disposto a dar o máximo em todos os treinos”. É nesse clima que a aula de Crossfit começa preparando os praticantes para o WOD, Workout of the Day (treino do dia).
O Crossfit surgiu nos Estados Unidos e está ganhando espaço dentro das academias. A modalidade trabalha com movimentos variados de alta intensidade e funcionais, principalmente da ginástica, corrida e remo. Os materiais utilizados são diversificados como cordas, barras, anilhas, canos de PVC e podem ser adaptados para movimentos do cotidiano. A aula tem duração de uma hora, sendo que até 20 minutos são reservados para o momento de mais intensidade do treino.
A modalidade trabalha a resistência cardiovascular e respiratória, resistência muscular, força, flexibilidade, potência, velocidade, coordenação, agilidade, equilíbrio e precisão. Na musculação o trabalho é mais focado para partes mais específicas do corpo.
Segundo a instrutora e proprietária do Crossfit Joinville, Carla de Oliveira Martins, os mais jovens são o publico que mais procuram, já que a atividade é uma nova tendência, mas qualquer pessoa, independente da idade, pode praticar. A busca também é pela perda de peso. “A maioria quer emagrecer. O que o Crossfit faz é aumentar a qualidade de massa muscular, e aí, com o aumento dessa massa, a gente consegue ter uma grande perda de peso, de massa gorda e acelera bastante o metabolismo.”, explicou Carla.
Alguns alunos relatam que com um mês já conseguem perceber diferença na sua disposição física. Na modalidade, não há níveis separando os atletas, os mais novos treinam junto com os alunos mais experientes. “E é até ideal fazer isso para incentivar o aluno novo. O Crossfit é isso, poder integrar vários tipos de pessoas, de diferentes condicionamentos e idade”, contou Carla.
Os instrutores são treinados por profissionais americanos da própria marca Crossfit. Quando a equipe vem ao Brasil, oferecem treinamentos e provas para formar profissionais habilitados que vão trabalhar com a modalidade no país.
Durante a aula, a instrutora auxilia os alunos em como adaptar um movimento ensinado no treino para alguma atividade do dia a dia. Os exercícios podem ser feitos até em casa. “Tem alunos que treinam na praia e nos mandam o resultado para colocarmos no nosso quadro.”
Ladies Camp: Treinamento de guerra
Outra alternativa de treino funcional é o Ladies Camp. Oferecida exclusivamente pela academia Team Nogueira, a modalidade foi desenvolvida para o público feminino e é baseada em técnicas de circuito e movimentos funcionais do treinamento militar americano.
As atividades não envolvem o contato físico, o que evita lesões causadas e também incentiva a atividade em grupo. A filial joinvilense está há dois anos na cidade e encontra dificuldades para contratar profissionais que tenham um conceito diferente de treino, que quer ensinar valores de caráter e respeito com os adversários junto com o desenvolvimento das habilidades físicas, por isso investe trazendo profissionais do Rio de Janeiro e em formar novos instrutores. Segundo o diretor de marketing Diego Barbosa de Oliveira, o Ladies Camp é uma atividade que promove a amizade, o companheirismo e o trabalho em equipe. “É totalmente motivacional. Uma menina que está vendo outra fazer o exercício fica a motivando. É um trabalho de superação.”, disse Diego.
No fun, no gain!
Há modalidades que viram febre e conseguem manter um público ativo mesmo com o surgimento de novas opções no mercado. Atividades que usam a diversão como base do exercício físico, fugindo do tradicional “no pain, no gain” das academias de musculação. Como é o caso da RPM, da Nova Zelândia, Les Mills, uma atividade realizada em bicicletas que melhora o condicionamento cardiovascular. Uma aula de 45min queima até 900 kcal e pode ser feita quantas vezes na semana que o aluno preferir.
A RPM presente desde a abertura da The Best Academy no Shopping Mueller continua sendo a aula coletiva mais procurada, mesmo depois de 20 anos. É o treino que tem a maior queima calórica oferecida pela academia. De acordo com o coordenador do centro, Patrich Souza, tanto mulheres quanto homens podem praticar e é recomendada até por médicos.
Outras das modalidades muito procuradas também proporcionam grande gasto calórico. Dentro elas estão o Power Jump, Kangoo Jumps, TRX e Body Pump com queima de até 800 kcal por aula.
Patrich afirma que a procura pela musculação é maior quando a temperatura começa subir e as pessoas começam a utilizar menos roupas e se incomodar com detalhes do corpo. Mas, Segundo o coordenador, a concepção de academia está mudando tanto por indicação médica como por ser um assunto cada vez mais falado e divulgado. “Com a modernidade, nós acabamos ficando intactos. O trabalho é mais parado, mais sentado. Cada vez mais, estamos nos movimentando menos. A comodidade está aí, mas, em contrapartida, acaba gerando muitos problemas.”, explicou Patrich.
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2020.09.28 22:22 Des777soc O stalinismo nunca apoiou nenhuma revolução; as boicotou (II)

Stálin trabalhou para impedir as revoluções na França, Itália e Grécia, bem como para tomar o controle das revoluções no Leste Europeu, pactuando com o imperialismo
Por: Eduardo Vasco
Recentemente, o jornalista Breno Altman comentou:
“Segundo Trotsky, Stalin seria um ‘organizador de derrotas’. Mas as várias revoluções pós-1945 foram comandadas por partidos aliados à URSS ou ao movimento comunista se integraram. Nenhuma vitória teve liderança trotsquista ou de outras linhagens dissidentes. Não é curioso?”
Bom, se é curioso, então vamos tentar matar essa curiosidade, ao menos parcialmente, neste artigo.
Comecemos pela segunda parte de seu comentário. Por que será que nenhuma revolução vitoriosa foi liderada por trotskistas? Será porque o próprio Stálin mandou executar todos os trotskistas que havia na URSS e o próprio Leon Trótski? Será porque os partidos comunistas da maior parte do mundo, marionetes de Moscou, realizaram uma verdadeira repressão contra os militantes trotskistas dentro e fora de suas organizações? Será porque o inimigo central de toda a política stalinista era justamente o “trotskismo”, do qual eram acusados todos aqueles que não se ajoelhavam aos pés de Stálin?
Na primeira parte deste artigo citei a revolução espanhola de 1936. A organização mais esclarecida e avançada no movimento da esquerda espanhola dentro da revolução era o POUM, que contava com muitos simpatizantes de Trótski, embora não fosse um partido trotskista. Mas, por não seguir os ditames do Crêmlin, foi duramente perseguido por seus “aliados” do partido comunista e das Brigadas Internacionais nas regiões dominadas pelo PCE. A mando da URSS, seus membros foram presos, obrigados a deixarem o partido, suas milícias foram dissolvidas, o partido colocado na ilegalidade e seus dirigentes, como o secretário-geral Andrés Nín, foram sequestrados, torturados e, finalmente, executados. O esmagamento do POUM pelos stalinistas foi fundamental para a posterior derrota da esquerda para o fascismo na Guerra Civil, com a vitória da contrarrevolução que levou a Espanha a amargar quase 40 anos de terror franquista.
Altman afirma, também, que as revoluções pós-1945 foram lideradas por partidos stalinistas. Isto é, a burocracia soviética teria sido responsável, em última instância, por essas revoluções. Nada mais longe da realidade.
Exemplo disso é a própria libertação dos países do leste europeu do jugo nazista no final da II Guerra Mundial.
A expansão da Alemanha para o leste fez com que as tropas de Hitler ocupassem todos os países da Europa Oriental, incluindo partes da União Soviética. Nesses países, os nazistas implantaram governos fantoches, estabelecendo uma violenta repressão contra a classe operária. Na Polônia, por exemplo (cuja parte ocidental foi entregue a Hitler por Stálin), ocorreram algumas das mais tenebrosas atrocidades já vistas contra a raça humana.
Mas como toda grande guerra é um fator revolucionário, no leste europeu não foi diferente. Embora extremamente abatida pela repressão dos ocupantes, a classe operária desses países manteve-se resistente à medida que os regimes fantoches apodreciam, sem qualquer apoio real em nenhuma parte expressiva da população.
Nesses países, os alemães haviam tomado conta de toda a economia. As fábricas, indústrias e bancos pertenciam ao III Reich e suas economias tinham a única finalidade de abastecer a Alemanha. Eram países colonizados. As usinas, metalúrgicas, minas, fábricas de munições e equipamentos, tudo operava em função da máquina de guerra nazista.
Com o intenso desgaste alemão, motivado por uma guerra em duas frentes de batalha e com o domínio colonial corroído pela resistência armada, os alemães tiveram de abandonar suas propriedades industriais e fugir. A população, cada vez mais organizada em variadas milícias armadas, ergueu-se em um verdadeiro movimento revolucionário para retomar o país, sem os capitalistas, expropriando a propriedade privada. Explodem insurreições por todas as partes.
Aí é que entra o stalinismo, reorganizando os “partidos aliados à URSS” – como diz Altman, na verdade partidos absolutamente controlados por Moscou. Muitos deles cujos burocratas estavam fora de seus países e que, com a chegada do Exército Vermelho, que marchava para o oeste ao expulsar a Wehrmacht e seus aliados romenos, húngaros, búlgaros etc, caíram de paraquedas, tornando-se prepostos da URSS justamente para conter o desenvolvimento socialista da revolução para uma tomada do poder diretamente pela classe operária.
Mais do que isso: Stálin boicotou a tomada do poder pelos partisans em diversos países. Já em 1943, os correligionários de Tito elaboram um programa de socialização da propriedade privada para uma Iugoslávia liberta. Stálin não gosta e manda Dimitri Manuilski, um de seus funcionários para o estrangeiro, avisar Tito que isso não seria tolerado. “O patrão está muito descontente; diz que é uma punhalada pelas costas contra a União Soviética e uma manobra contra a Conferência de Teerã”, escreveu Manuilski, como relata o historiador Jean-Jacques Marie em sua biografia de Stálin.
De fato, o líder soviético já vinha esboçando a partilha da Europa com Churchill e Roosevelt após a vitória iminente dos Aliados contra Hitler. Pouco depois, o destino do continente foi traçado: a Europa Ocidental ficaria na órbita de EUA e Inglaterra, enquanto a Oriental ficaria sob a influência soviética. A Grécia deveria ser controlada pelos britânicos e a Alemanha dividida em quatro, com uma parte para os franceses.
Mas foi ainda pior: após os povos do leste europeu expulsarem os nazistas, não foram apenas os fantoches da burocracia stalinista que tomaram o poder, fazendo uma revolução “por cima” – na verdade, aproveitando-se da revolução para afastar a classe operária efetivamente do poder. Em todos os países (Polônia, Bulgária, Romênia, Hungria, Tchecoslováquia) foram estabelecidos governos de coalizão com os partidos do imperialismo. Eram, em última análise, governos de frente ampla, uma vez que congregavam tanto os partidos comunistas stalinistas como liberais, católicos e “social-democratas”. Nasciam, assim, as chamadas “democracias populares” – que foram levadas ao status de democracia perfeita pela propaganda stalinista no mundo todo, inclusive sendo extremamente elogiadas pelos dirigentes e intelectuais do PCB no Brasil.
O stalinista húngaro Martin Horvat chamou esses regimes de “a forma mais progressista da democracia burguesa, ou mais exatamente como a única forma progressista”. Na Bulgária, onde o Partido Comunista procurava tomar o poder sozinho, Stálin criticou a “pressa” dos dirigentes, bem como mostrou preocupação com a saída do Partido Agrário da coalizão governamental com os comunistas, impondo inclusive que o próprio Partido Comunista se transformasse em uma frente ampla.
Dois países não seguiram esses moldes: Iugoslávia e Albânia. O primeiro, como citado acima, enfrentou os boicotes de Stálin e levou os partisans comandados por Tito ao poder. Isso fez com que a burocracia soviética se enraivecesse e iniciasse, principalmente após 1948, um processo de constante agressão contra os iugoslavos, inclusive acusando Tito de ser um “trotskista”, apenas porque os iugoslavos optaram por ser livres do controle stalinista. Os albaneses conquistaram a libertação da mesma maneira, com os partisans liderados por Enver Hoxha tomando o poder. Em uma característica que lhe assemelha a Mao Tsé-Tung, o líder albanês acabou por defender Stálin publicamente, fruto de sua posição política notoriamente sectária e confusa, embora nunca tenha sido controlado pela burocracia stalinista e tenha rompido todas as relações com ela a partir dos anos 50.
Nos países que ficariam sob a influência de EUA e Inglaterra, a situação não foi diferente. Também foram criados governos de frente ampla, com a incorporação dos partidos comunistas teleguiados por Moscou ao Estado burguês. Na França e na Itália, por exemplo, o PCF e o PCI, sob ordem direta da URSS, desarmaram suas milícias e toda a classe operária, abrindo mão da revolução para constituir um governo de unidade nacional com a direita e inclusive com remanescentes do fascismo. É conhecido o caso italiano, no qual o famoso líder do PCI, Palmiro Togliatti, tornou-se vice-primeiro-ministro e depois ministro da Justiça, anistiando uma série de magistrados que, durante a ditadura de Mussolini, foram responsáveis pela condenação de milhares de militantes comunistas, e mantendo intacta a estrutura judiciária da Itália, que até hoje tem uma Justiça marcadamente fascistóide.
Na Grécia, os comunistas lideravam o movimento de resistência antifascista que apresentava uma ascensão revolucionária e Churchill apoiou a brutal repressão do governo monárquico, resquício do domínio fascista. Stálin respeitou os acordos feitos antes e depois da Conferência de Ialta, lavando as mãos diante do banho de sangue. “Não tenho a intenção de julgar as atuações britânicas na Grécia”, disse Stálin a Churchill (Jean-Jacques Marie. Stalin, p. 757). O primeiro-ministro britânico agradeceu, pouco depois: “Reconheço as atenções que me demonstrou quando nos vimos obrigados a intervir com consideráveis forças armadas para barrar o ataque do EAM-ELAS [braço armado do Partido Comunista Grego] contra a sede do governo em Atenas” (Idem). Em realidade, durante toda a guerra civil, Stálin atuou contra qualquer tipo de ajuda aos comunistas gregos.
Esse cenário se desenhou até 1948, quando o imperialismo, por necessidade, rompeu a aliança com a União Soviética, expulsando os stalinistas dos governos de França e Itália e iniciando a chamada “Guerra Fria”. Isso fez com que as frente amplas se desmanchassem. Stálin, assim, se viu obrigado a tomar o poder nos países do leste europeu, fazendo com que os partidos comunistas engolissem os demais partidos das coalizões. O que, no entanto, significou a consolidação da integração dos elementos direitistas e burgueses ao regime, e não seu esmagamento. Tal fato foi um fator de direitização ainda maior desses regimes e supressão final das aspirações populares, apesar de ser mantida a propriedade estatal dos meios de produção.
Assim, se na Europa do Leste o stalinismo impediu o desenvolvimento independente das massas trabalhadoras para a tomada do poder e completo esmagamento da burguesia e de seus representantes, entregando o governo para burocratas fantoches que nada tinham a ver com a revolução operária, na Europa do Oeste o stalinismo simplesmente traiu a revolução ao desarmar o povo e ordenar que seus partidos integrassem os regimes burgueses, sendo cada vez mais meros coadjuvantes na cena política ao longo das décadas seguintes.
A URSS de Stálin, portanto, não comandou nenhuma revolução. As roubou para si e para seus burocratas subordinados, no caso do leste europeu, e as traiu de maneira criminosa, na Europa Ocidental.
Por outro lado, pode até ser verdade que nenhuma revolução vitoriosa tenha levado um partido trotskista ao poder, como afirma Altman. Entretanto, será mesmo que o trotskismo não influenciou essas revoluções? E, ainda, não teriam algumas dessas mesmas revoluções sido provas da teoria trotskista da revolução permanente? Analisaremos essas questões posteriormente.

https://www.causaoperaria.org.bo-stalinismo-nunca-apoiou-nenhuma-revolucao-as-boicotou-ii/
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2020.09.28 20:11 Victorh151 Quero conhecer melhor o país!

TL;DR: Brasileiro recém naturalizado português com interesse em indicações de vídeos, podcast, música, filmes e livros portugueses que sejam nacionais ou contem a história de Portugal.
Olá pessoal, me chamo Victor Hugo Marques e recentemente adquiri cidadania portuguesa através do meu pai (português que nunca morou em Portugal, filho do meu avô, que é de Estarreja).
Já estive em Portugal duas vezes para visitar família e conhecer melhor o país e um pouco de sua história, mas agora tenho muito interesse (e também o dever, acho) de conhecer um pouco mais a fundo a história do país e do continente, da sociedade portuguesa, da sua relação com a Europa, política, costumes, etc. Para ser honesto, as reuniões de família deram conta da culinária!
Moro no Brasil e não tenho liberdade financeira para uma eventual mudança, mas, caso ocorra, quero estar de certa forma integrado. Pra ser sincero, também fico com medo da recepção, já que alguns brasileiros fazem questão de serem os mais incomodos dos prédios. Aqui no Brasil estudamos maçantemente as datas dos eventos, então materiais que foquem nas razões e em coisas mais sutis (como tradições) serão muito apreciados! Vale de tudo: filme, podcast, música, livros de história, histórias em livros, artes e artistas portugueses.
De antemão, obrigado!
Edit: conheço locais turísticos e eventos grandes (formação do Estado nacional, navegações e movimentos literários), estou buscando mais conteúdos sobre costumes e sociedade. Also: formatação.
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2020.09.17 01:09 N0Rdestino Como acontece o Delay no Fifa ?

Como acontece o Delay no Fifa ?
Joguei Fifa por 2 anos e percebi que game não era o mesmo online, jogava 3 partidas normais e outras 20 pesadas em média, descobri que o jogo tem delay incomum na maioria dos games, então me empenhei por quase 1 ano a mapear , com base dos conhecimentos que tenho de redes de computadores e ajuda de quem é especialista na área. E hoje construir uma base teórica de como delay acontece no jogo e como prejudica o mesmo e venho compartilhar com vcs.
Tipos de Delay
No Fifa acontece algo incomum devido a má programação da Frosbite que é ter dois tipos de delay: comando e de Inteligência Artificial (IA)
Em games de esporte coletivo, a IA do npc é fundamental para o jogo pois vc não consegue controlar os 11 jogadores ao mesmo tempo (no máximo 4 jogadores controláveis) na qual também determina como os jogadores se comporta diante do seu adversário de acordo com a dinâmica do game e como ela ajuda a vc executar tarefas como de pique , chute e toque ; principalmente no Fifa em que as assistências são fundamentais para se jogar o game , se a engine não trabalha bem isso, pode se tornar um enorme problema especialmente online; ter delay de IA chegar ser “absurdo” ou “mito”, mas faz total sentido se tratando de Fifa.
Contexto da conexão do Fifa
Para se entender como acontece, é interessante contextualizar a conexão online do game e da nossa internet.
A nossa internet segue rotas para se comunicar com o ip desejado e trocar informações, isso obviamente tambem funciona nos games. O Fifa faz a mesma coisa, mas infelizmente a Frosbite tem erros de programação na qual faz com que engine não seja confiável no online ; e EA não tem mecanismos que facilite a conexão entre sua internet,game e servidor.
Um exemplo básico de conexão de game: Vc dá um comando de toque no jogo , a Frosbite vai mandar em pacote esse comando pela sua internet ate o determinado ip do servidor do game, esse pacote vai passar por determinadas rotas de trafego para que se chegue a informação do comando no servidor; assim que chega, o pacote que se comunica com o IP do server e volta pela mesma rota de trafego , esse pacote volta até seu game em forma de tradução de imagem com o comando de toque que vc deu e com o comando que seu adversário fez em jogo , tudo isso em quase centenas de milésimos de segundo.
Porém os problemas que aparecem para que esse pacote chegue no tempo certo da partida é alta ocupação do server ( por conta da má gestão de distribuição de players no server) , a suspeita que a engine manda esses pacotes de maneira quebrada e, PRINCIPALMENTE, a dificuldade para o game junto com a sua internet achar melhores rotas possíveis para esses pacotes chegarem no tempo certo. Resultado: Delay
No Brasil a datacenter é terceirizado da Amazon e vamos usar como contexto de exemplo.
Como acontece o Delay
Delay de comando
Esse delay acontece com algumas variáveis. A distancia de sua a casa até o servidor é que mais influencia para acontecer esse problema. No Fifa pode se torna um problema quando a latencia da sua internet até o server for 95ms para cima, podendo tornar o game injogavel. Outra variável são rotas: se sua internet demora para entregar o pacote especifico até o server, vai demorar mais tempo para comando voltar para seu game em forma de imagem. Problemas com servidor da EA também ocasiona delay de comando , esse em especifico é causado pelo chamado “speed lag” que resulta a perda de frames e congelamento de imagem na partida, isso acontece quando o pacote está congestionado no server por conta de problemas da mesma e demora para voltar até sua casa, até que volte esse pacote a sua imagem é paralisado até que chegue pacote que traduza a imagem da partida.
Delay de IA
O pior dos delay, talvez só exista no Fifa esse problema em especifico. Tão especifico que varias pessoas não sabem que existe e outras negam sua existência. Porém, sim acontece. Quando seu adversário chuta uma bola em direção ao gol mas a linha de chute está no seu zagueiro, o mesmo deverá bloquear o chute , de acordo com programação da IA que Frosbite dá, porem se vc estiver com esse delay , seu zagueiro não vai executar tal tarefa pois o pacote com essa informação da programação da IA ainda vai está chegando na sua conexão dentro da partida para executar o movimento. A suspeita é que a Frosbite manda pacotes diferentes para a sua conexão, ou seja, a engine manda um pacote de comando do seu joystick e outro pacote a parte da IA dos 11 jogadores do seu time ao mesmo tempo, por exemplo. A principal anomalia que faz causar esse problema são as rotas que sua conexão faz: se sua internet pegar varias e varias rotas para entregar esse pacote em especifico, vc ficará com delay de IA em relação ao seu adversário; isso significa que se mesmo que vc more bem perto do server da datacenter (3ms de latencia por exemplo) mas se sua internet pegar várias rotas desnecessárias para entregar esse pacote da IA, vc pode ter delay, ou seja, independe de distância de servers para acontecer o problema. Isso também quer dizer que mesmo que vc ter uma internet com uma ótima velocidade, não vai ser determinante para que ela não tenha delay , pois não adiantara de nada se sua conexão pega varias e varias rotas. Exemplo simples: se sua em conexão a rota do pacote enviado vai em 18 pontos de ip's até chegar o server, e se seu adversário só vai bater em 7 pontos de ip, evidentemente vc estará com delay.

https://preview.redd.it/xgsoz80bdln51.png?width=735&format=png&auto=webp&s=32b779bbeef4114240de0e6698e16da02a1392c1
rotas do ip da amazon da minha casa , observe a porcentagem de perda de pacotes.
Exemplos de como identificar o Delay de IA
- Velocidade da partida: se vc dá o comando de pique no seu cursor (ou jogador selecionado está conduzindo a bola) e vc tem a a impressão de que seu cursor está pesado, como se estivesse correndo tijolos presos a sua pena, é um sinal de atraso, pois como a IA está atrasada o npc vai demorar para “pensar” e executar o seu comportamento que lhe foi atarefado. Outros exemplos é vc ligar a pressão e perceber o time não está chegando perto do seu adversário como deveria; correr atrás do seu adversário nas laterais e perceber que não consegue chegar perto do seu adversário mesmo com pace igual ou superior ao do jogador do adversário.
- chutes e passes fracos: a mesma regra se aplica a esse aspecto, pode se confundir com delay de comando mas normalmente com IA atrasada o jogadores demoram para pensar em executar a tarefa que foi dada; normalmente vc percebe esse problema em especifico depois que vc joga uma partida “lisa” e vai para outra com delay. O chute fica variando em toda partida chutando fraco na maioria da vezes no 90 mim mesmo o comando de chute sendo relativamente forte.
Mitos e perguntas
delay de IA não existe , são bugs e manipulação de handcamp rotineiros do Fifa que existe a tempos”
O raciocínio está correto, realmente esses bugs existem no FIFA. A diferença é que com delay de IA isso acontece com muito mais frequência ao invés de ser ocasional. Numa partida normal acontece 5% a 10% em todo 90 mim, numa partida com delay acontece 80% a 95% em todo 90 mim.
“Existe delay no meio da partida, no segundo tempo por exemplo?”
Sim, pode acontecer, por conta de variações de rota que sua internet que pode ocorrer, existe um mito que tenha Lag compensasion imposta da EA para igualar a conexão com seu adversário, não duvido que tenha mas não conseguir mapear isso bem.
diminuir a conexão me faz jogar liso?”
Pode funcionar algumas partidas, mas não são todas, o mito da compensação de lag pode existir aqui pois algumas configurações surtem efeito por um tempo e depois não pegam mais; ainda não se sabe se é sua conexão ou é EA de alguma forma manipulando a mesma.
“Vc pode está sem delay de comandos mas com delay de IA na partida ou virse-versa?”
Sim. Um exemplo é uma partida que eu participei em que minha conexão estava “lisa” mas o server começou a apresentar pequenas quedas de fps por conta do server pesado, os comandos do joystick estavam demorando para ser executados por conta disso, porem os 11 jogadores da minha equipe estava com velocidade rapida e IA normal. Isso até reforça a tese que a Frosbite manda pacotes diferentes de informações da partida ao server, e que informações de pacote de IA da sua equipe demore a chegar por ser muito mais “pesada” e mal codificado, mesmo indo pela mesma rota que trafega o pacote de comandos do joystick.
“delay não existe em outros modos de jogo, só na Weeknd League e Division Rivals”

https://preview.redd.it/1utzbi49dln51.png?width=1875&format=png&auto=webp&s=7f8b926ec0811139acbe60b6a6f9ce3f2f5048ac
ip mapeado do Division Rivals
Não, Draft e amistosos também rodam no mesmo server e com mesmo IP’s que Amazon disponibiliza, pelo menos é que acontece no Brasil , ou seja esses modos estão sujeitos aos problemas.Como eu jogo fifa no PC conseguir capturar os ips que minha conexão conversa quando estou em alguma partida, e cair no mesmo IP do server nos 4 modos de jogos diferentes dentro do UT.
IP’s da Amazon que conseguir mapear foram esses (“batam” ping para testar) :
18.230.46.98
18.230.46.96
18.239.46.140
18.230.46.104
18.230.46.95
18.229.20.140
18.229.104.225
Adendo:
1- Squad Battles também está sujeito a delay , porque esse modo de jogo roda diretamente no server da datacenter, a diferença é que vc joga contra a CPU ao invés de uma pessoa (modo semi-online).
2- o Menu do UT roda no server do EUA , então nunca teste o ip da EA como parâmetro de conexão de partidas.
“Há solução para esse problema por parte da EA ? temos como solucionar por contra própria o delay?
Sim, a EA pode solucionar o problema através des programas no servers que serviriam para filtrar ao usuários Ip’s já ocupados e os colocar em IP’s disponíveis para esses usu[arios (sistema que o Fortnite emprega hoje); muitas vezes você ate pega rotas boas mas pode acontecer muito congestionamento de trafego de usuários de fifa, isso acontece porque o jogo não seleciona os ips que estão livres para ser acessado e colocam milhares de usuários em mesma rede de IP’s , o que congestiona o trafego, exemplo um range de ips 18.229.104.0 pode chegar mais de milhares de usuarios ao mesmo tempo requisitando esses ip's do servidor sem nenhum tipo de filtro; inclusive isso explica o DC no meio da partida, nada mais é a EA lhe desconectando para que outro usuário possa jogar uma partida. Abrir novos datacenters ajuda também, mas com esse artificio de filtro pode-se resolver e muito os problemas de delay.
Infelizmente ainda não se tem métodos fáceis para resolução por conta propria, o que se tem de solução hoje é contratação de um link de internet dedicado na qual a operadora der suporte para configurações especificas conexão , editar e traçar rotas alternativas para sua internet trafegar limpa. Porem é muito caro por ser um serviço especifico. Eu tentei de tudo , de diminuição de velocidade da internet até o uso de VPN’s , o que deu certo foi uso de VPN especifico pago , mas já testei em outras residências e não funcionou em 80% dos lugares testados , ou seja , também varia de lugar e de internet.
Todo mapeamento que fiz, do que pode ser o maior problema do game hoje, demorou muito com inúmeros testes feitos, o delay ainda é algo que não é facil detectar e até vendo videos na internet sobre assunto tem que ter olhos clinicos vendo algum criador de conteudo tendo esse problema; e sim hoje em dia eu posso jogar liso e no delay na hora que eu quiser por conta das minhas configurações que eu descobrir e fiz para isso; e por conta dessa condições conseguir mapear o delay e formular algumas teses sobre isso, mas é uma pena que a comunidade ainda pouco se interesse pelo assunto e que a EA não esta interessada em solucionar o problema.
Att.
Rafael “n0r_destino”
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2020.09.11 18:55 tgaXd Só tenho amigos "lacradores"

Bem, a maioria dos meus "amigos" se consideram de algum "movimento" político/ideológico extremo. a maioria das Garotas na minha sala se consideram Feministas/Ativistas e ficam irritadas com qualquer coisa que eu e meus colegas falem. A (maioria) dos Garotos, não tem opnião e só concordam com o que essas Garotas falam. Não tenho nada contra o viés ideológico dos mesmos, mais eles só falam disso e em um debate (por exemplo na aula de filosofia/história) já começam a falar da "sociedade patriarcal" e o "preconceito" que temos no Brasil. Nem todos são assim, mais a grande maioria é. As vezes até me "excluem" do debate/ciclo social deles por falar uma opnião oposta a deles. Me irrita muito escutar o mesmo tipo de coisa (quase) todo dia, e já perdi a esperança de conversar com eles. Novamente, não tenho nada contra o viés ideológico/político, mais acho um saco ficar tendo que escutar isso sempre. O que posso fazer?
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2020.08.17 20:03 Wanderer_Dreamer A opinião que você não pediu e provavelmente nem queria ouvir hoje.

Tendo em vista os recentes acontecimentos políticos do nosso querido Bananil, tenho visto alguns posts nesse sub relacionados ao tema manifestação. Sobre isso, eu gostaria de contar uma história (trilha sonora de flashback).
Eu fui em 2014 numa das primeiras manifestações daquele ano, antes do "gigante acordou" e tal. Isso foi antes do impitima da Dullma. Eu e uns amigos fizemos uns cartazes e combinamos de nos encontrarmos no dia da manifestação, na praça pública da cidade.
Chegando no recinto o forró já tava brabo lá, um pessoal com máscara do V de Vingança foram tirando os cartazes da nossa mão e distribuindo cartazes impressos dos Anonymous, com hashtag e frase de impacto (e links pras redes sociais dos caríssimos organizadores, é claro), pra gente e pra outras pessoas também. "Pega esse que tá mais bonito", diziam os nossos amigos mascarados.
Percebi também 3 pessoas com megafones em lugares diferentes da praça. Um num grupo com faixas dos gerônimous, um com cara pintada de verde e amarelo, o outro com camisa customizada com nome de página de facebook. Quem ia chegando era pescado pra um dos grupos, e quando a praça encheu os organizadores se reuniram e decidiram se separar: cada grupo pegaria um caminho pra fazer o seu protesto e no fim todo mundo se encontraria na frente da prefeitura. No problemo, entre página de facebook e os caras que queriam roubar os nossos cartazes, eu e os bróder fomos com os caras pintadas.
A maior parte de quem tava lá tava de boa, o protesto foi pacífico e tal. Saímos da praça da cidade e fomos em direção à prefeitura, onde todo mundo subiu no gramado e cantamos o hino nacional. Rolou várias selfies de cara pintada com bandeira do Brasil e tal, mas calhou de cair um caralho d'água e no fim o pessoal se dispersou. Na volta pulamos as catracas do terminal de ônibus e fomos embora. Tudo na boa, dava pra ver que o povo tava ali meio perdido mas com boas intenções. Só me preocupou o clima geral de festa, que na época eu atribuí à excitação de quem nunca tinha visto um movimento "independente" tão forte.
Todavia, do pessoal dos anômalous eu vi nego mascarado chutando orelhão, atirando pedra em vidraça de ponto de ônibus, gritando coisas sem sentido e correndo entre as pessoas, só tentando começar baderna mesmo. Isso foi antes dos black blocs se popularizarem. O pior é que algumas pessoas entravam na onda e teve muita depredação de propriedade pública e privada. Os ônibus mesmo amanheceram cheios de pichação.
Depois daquela bagunça (e das que se seguiram à ela), a minha opinião é que manifestação sem agenda política é muito difícil de acontecer. Mesmo se começar só por causa da revolta do povo, sempre vai ter um malandro pra se aproveitar da situação e tentar oferecer o seu "apoio" pra depois chamar o movimento de seu (como os caríssimos líderes políticos da cidade tentaram fazer naquele dia). Claro que com o tempo a desconfiança do povo só aumentou. Eu lembro que essa manifestação contou com perto de 20000 pessoas no primeiro dia, mas as próximas não chegaram nem perto disso.
Nessa altura do campeonato eu já falei mais do que queria falar. O ponto do post é que o Brasil tá longe de ter uma população ativa politicamente de verdade. A expressão "massa de manobra" continua sendo verdade pra maioria, considerando que o povo ainda não pára pra pensar nas intenções de quem organiza qualquer movimento político e se deixa manipular na emoção do momento. Nesse sub principalmente rola uma romantização muito grande da rebeldia contra o status quo: tanto faz o motivo, o importante é ser do contra. Vejo isso nos posts pró e contra o bolodemilho ou pró e contra petê.
Enfim, só queria desabafar mesmo. A verdade é que metade de quem grita "abaixo (insira pessoa/governo/ideologia/pêra/uva/maçã/salada mista)" não faz ideia do que tá falando, e a outra metade só quer ver o parquinho pegando fogo. Escolham com cuidado quem vocês vão seguir, abram os óleos, blábláblá.
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