Como ser um bom amigo para todos

A lealdade é uma marca para identificar os melhores amigos. Eles enterrarão segredos no fundo da mente e serão sempre um porto seguro para guardar o que lhes for entregue. Copiar Copiado Compartilhar Sinceridade O respeito e a sinceridade vêm em primeiro lugar para pautar qualquer discussão. Mensagens de bom dia para motivar seus amigos. Deixe o dia dos seus amigos mais leve. Envie uma mensagem de bom dia com palavras positivas e vibrantes, para que eles comecem o dia com aquele sorriso no rosto. O Canva é um ótimo aliado para ajudar você a escolher a mensagem ideal. Um amigo talvez seja reconhecido como uma arte da natureza. Copiar Copiado Compartilhar Dica O único jeito de ter amigos, é sendo um. Copiar Copiado Compartilhar Perigo Quando um amigo esta em perigo, não atrapalhe ele perguntando se tem algo que você possa fazer. Pense em algo e faça. Em Como ser amigo - Um livro sobre amizade... Feito pra mim!, a autora Molly Wigand apresenta às crianças os valores que ajudam a construir boas amizades: lealdade, verdade e honestidade. E como as crianças podem se tornar boas amigas umas das outras. Como o poliamor me preparou para ser mãe. ... para mim, só um treino intensivo para o esporte 24/7 e de contato total que é a maternidade. ... Como transformar um conhecido em um bom amigo. Ser amigo. Ser amigo requer relacionamento. Um relacionamento precisa de presença. Presença não se faz apenas fisicamente. Pode ser sua voz como um farol em minhas noites escuras. Pode ser um cartão em forma de carinho em hora propícia. Pode ser seu sorriso, seu olhar, seu ser... falando: “Eu me importo!” quando todos desprezam. A Bíblia diz que ser amigo é amar em todos os momentos (Provérbios 17:17). A característica principal de um bom amigo é o amor. Quem tem amor por seus amigos os tratará da melhor maneira. A amizade é algo que se constrói com tempo e dedicação. E o ponto de partida para ser um bom amigo é o amor. A Bíblia mostra que o amor é a base ... Trate os outros como gostaria de ser tratado. Um melhor amigo não deve ser considerado superior ou inferior, mas igual! Sempre mantenha sua palavra, mas abra exceções para emergências familiares. Um bom amigo entenderá quando você não puder cumprir um combinado por conta de uma emergência. Claro, para tener un buen amigo debes ser uno tu también, y requiere de mucho esfuerzo y cuidado. Para ser un buen amigo, debes establecer una relación de confianza, ser un apoyo para tu amigo durante los momentos difíciles, y profundizar en la amistad para que sea duradera. Si quieres saber cómo ser un buen amigo, solo sigue estos pasos. Como Ser um Bom Amigo. Nem sempre é fácil ser um bom amigo, mas separar um tempo e reforçar uma amizade antiga vale todo o esforço. Cultivar amizades duradouras é uma experiência que enriquece demais a nossa vida, pois tais relacionamentos...

Me sinto "superior" aos outros

2020.10.19 04:03 Livan_130 Me sinto "superior" aos outros

Entre aspas. Sempre fui uma pessoa sarcástica, e muitos me consideram alguém muito inteligente e com um potencial avançado, mas não me entendam errado — eu meio que não me sinto muito bem com isso.
Eu diria que mudei muito como ser humano aos 15 anos. Até os 14, eu era (e ainda sou) alguém mais reservado, não gosto da ideia de "ficar", não gosto da maioria das coisas que os adolescentes de hoje em dia gostam de fazer, e meu comportamento é sempre muito elogiado por todos. Os idosos até se surpreendem quando meus pais fofocam minhas atitudes "muito velhas pra minha idade"...
(Aliás, desculpem se a linha do tempo dos fatos ficar muito bagunçada kk eu não costumo escrever sobre mim mesmo e não sou muito bom em explicar as coisas de forma assertiva)
Eu não gostava de ir ao playground quando era criança, e meu pai insistia muito que eu fosse, mas eu achava perda de tempo. O que eu gostava de verdade era resolver problemas de lógica no computador da minha vó por horas, brincar de Lego e coisas assim. A propósito, meus pais são... Digamos que minha mãe seja 50% conservadora e meu pai o contrário. Acho que eles são simplesmente o motivo de eu ser tão "estranho" assim...
Eu nunca tive muitos amigos. Na verdade, acho que geralmente eu sempre tinha 1 ou 3, então eu não saía e nem saio muito de casa, o que eu acredito que me deu uma tendência de sempre sair apenas quando tiver um objetivo em mente (ir ao cinema, por exemplo).
Mas enfim (e finalmente), direto ao ponto do que eu queria falar: minha vida após os 15 anos. Eu sempre tive sérias crises existenciais (não do tipo que adolescentes brincam, eu realmente sentia essas coisas e pesquisava sobre), paranóia, e um sentimento de vazio dentro de mim.
Porém, certo dia, uma coisa "maravilhosa" aconteceu. Eu sempre fui fascinado por psicologia (nunca soube disso até esse dia) e pesquisava muito sobre isso, até que um dia, eu fui ler os artigos que aparecem naquela barrinha de notícias do Google e vi um assunto que me despertou interesse: "Você pode ter a personalidade mais rara do mundo".
Pra falar a verdade, eu estava meio "seco" naquele dia, então só cliquei naquilo por impulso pra ver até onde eu chegava ou coisa parecida, por mais que fosse bobo. Mas aí eu comecei a ler os fatores que a suposta "personalidade mais rara do mundo têm", e fiquei bem intrigado. Aí cliquei num link para fazer o teste, e assim, determinar minha personalidade.
Era um teste de MBTI. Enfim, direto ao ponto, descobri que eu era INFJ, e tive a maior epifania da minha vida. Até pesquisei o que epifania significava, porque eu lembro da palavra ter aparecido de repente na minha cabeça enquanto meu cérebro latejava de tanto processar o que havia acabado de acontecer. "Uau, eu tenho a personalidade mais rara do mundo!"...
E eu fiquei feliz. Muito feliz. Falei pros meus pais, pro meu melhor amigo (que ficou muito irritado (de forma amigável kkk)) e os dias foram passando, enquanto eu ficava mais e mais obcecado por isso. Até que um dia, durante esse tempo todo, comecei a ficar meio narcisista com o meu entorno. Eu não percebia isso, e foi difícil largar esse estilo de vida porque eu realmente gostava de pesquisar sobre narcisismo e ver que eu era melhor do que os outros narcisistas pois eu não me "entregava", justamente, ao narcisismo e mantia o controle das minhas atitudes.
1 ano se passou, e conheci o que o MBTI diria que é um INTJ em um aplicativo de chats públicos. Ele era um cara bem sério, e tinha muitos argumentos produtivos, tanto que até convidou pessoas para participarem de um grupo de debate, o qual eu gostei bastante. Mas... as coisas saíram do controle em certo ponto — ele queria literalmente dominar o mundo com o conhecimento que ele tinha. Ele era bem mais inteligente que eu, isso é fato. Mas eu não sei kk, achei aquilo muito bobo, e gradualmente parei de conversar com ele. E então eu me liguei como EU MESMO era bobo e como eu precisava de mudança.
Aos 16 - 17 anos, comecei a amadurecer de verdade. Geralmente eu tenho uma autoestima do tamanho de um arranha-céu, mas infelizmente, eu posso dizer que tive uma certa época de depressão. Me sentia muito, muito vazio por dentro, deixei meu cabelo crescer à vontade, andava lentamente, meus olhos sempre ficavam meio fechados, e eu não gostava de me relacionar tanto com as pessoas. Só restava o tal aplicativo de chats públicos pra me fazer uma certa ilusão de companhia.
Certo dia, uma luz se abre na minha vida. Por acaso, eu conheci uma garota muito legal por acaso em um dos chats, e então não paramos mais de conversar. Toda aquela energia negativa que eu tinha se foi, e eu sinceramente duvido que volte. Hoje, estamos comemorando 1 ano e 4 meses, e eu espero que dure para sempre, mas...
Já tenho 18 anos, e no fundo eu sei que ainda sinto esse ar de superioridade acima de todos os seres humanos, e quero largar isso. Não quero que afete minha vida e muito menos a vida dos outros. Meu planejamento é buscar um psicólogo, não importa quantos, não importa quanto custe, eu só quero me sentir realmente uma pessoa excelente, mas de forma boa.
Kkk enfim, desculpem por escrever um livro, mas foi um desabafo que não chega nem perto de tudo o que eu sinto... E senti que devia escrever...
Eu acho que todos nós humanos queremos que tudo tenha significado...
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2020.10.19 00:16 vicenzzod Menino Mimado

Meu nome é Vicenzzo e hoje quero contar um caso de nice guy que aconteceu lá no meio do ano de 2019.
Eu tinha um amigo, o nome dele é Vinícius que se achava, sabe aqueles garotos que pensam que as pessoas são inferiores a ele? Então, era esse tipo.
Bom, o que aconteceu aqui foi um típico caso de nice guy, mas assim, começar do início vai ser complicado, mas vamos lá:
No meio do ano de 2019, eu estava indo pra meu centro espírita (sim, sou espírita e ele também era), e quando eu cheguei lá, o Vinícius me disse que tinha entrado em um grupo de whatsapp, e me disse que nesse grupo, tinha uma garota de outro estado que ele gostava, e disse que a tal garota também gostava dele, logicamente, se isso fosse verdade, não estaria aqui contando essa história para vocês, enfim.
Passado uma semana, eu volto para mais uma mocidade, e ele me fala que deu tudo errado com a garota, que ela xingou ele, que ele não fez nada demais, e eu, não sabendo de nada, disse:
-Passa o número dela que eu quero xingar essa mina.
Sei, você pode achar que eu sou um babaca por defender ele, mas saiba, eu não sabia de nada do que tinha acontecido de verdade, só sabia o que ele me contava, então, garota que inspirou esse post, continua lendo antes de me xingar no whatsapp.
O Vinícius disse que não ia me passar o número dela porque ele ainda gostava muito dela e que se eu xingasse ela isso iria acabar com as “chances” dele, enfim, eu fiquei mais ou menos uma semana atrás daquele número.
Passado mais uma semana, um amigo em comum meu e do Vinícius, cujo nome é Carlos, me envia um convite pro grupo, e fala pra eu não mencionar nada ao Vinícius, pensei: Enfim a chance de xingar ela, porém, assim que entro no grupo e conheço a tal garota, eu vou descobrindo o que realmente aconteceu.
A verdade era que o Vinícius foi um tremendo escroto, ele conheceu a garota e com menos de uma semana soltou um eu te amo pra ela, e quando ela disse que não era recíproco, ele simplesmente se transformou no ser humano mais babaca que o mundo poderia ter, ele começou a tratar o grupo e os integrantes como se fosse uma seita ou uma agência de espionagem, como se todos estivessem contra ele, enfim, ele começou a ficar paranoico, simplesmente difamou a garota e todos do grupo, INCLUSIVE A MIM, ele me acusou de “roubar” a garota dele, ele tava fora de si, foi insano, passado uns meses, os contatos que estudavam com ele disseram que ele xingava a gente, ele me culpava pela solidão e pela depressão inexistente dele.
Depois de um tempo nessa mesma coisa, dele falando mal da gente e a gente sabendo disso, eu volto a conversar com ele, ele me pediu perdão, pediu perdão pra garota, voltou pro grupo, mas dava pra perceber que ele tava diferente, ele tinha guardado rancor da gente, ele tocava nesse assunto quase todo dia, o que era chato, e de vez em quando, ele ainda dava umas explosões e começava a me xingar, até que um momento, eu disse que ele tava paranoico, e que a gente não tinha feito nada pra ele, mandei a real pro moleque, e ele soltou uma frase que praticamente destruiu uma amizade de 10 anos:
-Você nunca foi meu amigo de verdade, você falava comigo só por interesse.
Depois dessa mensagem dele eu simplesmente o mandei a merda e continuei a vida.
Passado mais uns meses (saiba, essa parte de agora, não tem mais a ver com a garota, essa parte agora é a de como ele virou um stalker, tem mais a ver comigo do que com ela agora), eu saí do trabalho e fui levar a minha sobrinha pra casa, pra isso, eu tive que passar na frente da escola dele, tava em tempo de pandemia, NÃO TINHA NINGUÉM NA ESCOLA DELE e ele morava do outro lado da cidade, quando eu chego em casa, eu recebo a seguinte mensagem dele:
-O que você estava fazendo na frente da minha escola hoje?
Isso tinha sido muito estranho, porque quando eu passei naquela hora, eu estava de carro, e não tinha ficado mais do que 10 minutos na frente do colégio dele esperando o meu irmão, enfim, após esse acontecimento, eu não recebi mais notícias impactantes sobre ele, mas a partir do momento que eu receber novas atualizações sobre ele, eu atualizo esse post no grupo, obrigado por ler até aqui e boa noite a todos.
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2020.10.18 16:59 ItsTimeToFinishThis Uma coisa que me incomoda nas discussões sobre o experimento mental do teletransporte.

Estou lendo discussões no reddit sobre experimento mental do teletransporte, como este:

https://www.reddit.com/philosophy/comments/3mix3g/consciousness_and_teleportation/

O que o OP propõe é que mesmo que haja uma cópia absolutamente perfeita de uma pessoa, a consciência dessa nova pessoa é diferente da pessoa original pois a consciência da pessoa original não pode estar presente em dois momentos ao mesmo tempo. MAS PARECE QUE TEM MUITAS PESSOAS QUE NÃO ENTENDEM O QUE ISSO QUER DIZER. Em todas discussões como essa, alguns falam que a cópia É a pessoa copiada porque ninguém poderia distinguir os dois. Isso é um absurdo. Pois o que é visto em terceira pessoa é irrelevante. O experimento mental fala de PRIMEIRA PESSOA. A consciência, qualia, entendeu? Esses proponentes parecem acreditar que a existência em primeira pessoa da original seria recriada, mas parecem não entender a natureza da consciência. A consciência é uma experiência existencial subjetiva, em primeira pessoa. O fato de ter outra em outro lugar que tem os mesmos estados mentais que você não significa que ela compartilha a mesma percepção existencial, pois se assim fosse, você teria quatro olhos e simultaneamente se sentiria em dois lugares ao mesmo tempo, em sincronia.

Agora, para ser o mais claro possível em meu ponto, vou propor meu experimento mental. Vamos começar com uma visão objetiva onisciente de você:


Suponha que você dormiu. E enquanto você dormia, uma cópia absolutamente perfeita de você foi feita sem que, antes de dormir, você sequer soubesse que isso seria feito, e a cópia não sabe que ela própria foi gerada, ela simplesmente continua do dia-a-dia acordando 30 minutos depois do ponto que você foi dormir. Então você dormiu por 30 dias. Então você acorda, e ao ver seus amigos (que não sabiam que você tinha dormido), eles relatam ter interagido com você nos últimos 30 dias. Você acha estranho e faz várias perguntas sutis para tentar ver se elas acharam algo estranho no comportamento do "você" que interagiu com eles. E você vê que não; eles realmente acreditam que era você. Mas para você, a última coisa que você se lembra foi quando você foi dormir.

Então, você encontra sua cópia, e fica em choque. Sua cópia também fica em choque., pois, por ser igual a você no tempo da cópia, ela também pensa que foi dormir e acordou. Então quem criou esta cópia, mostra um vídeo para ela do momento em que ela surgiu, e a convence de que ela não é o original. Mesmo que ela seja exatamente igual ao você original, ela não pode saber o que você está fazendo se não está te vendo, exatamente como é com qualquer outra pessoa. E se você voltar a dormir, quando acordar novamente, só vai se lembrar dos seus possíveis sonhos, ou da última vez que foi dormir. A existência desta cópia não faz sua consciência existencial se manter ativa quando a cópia está acordada. Se você morrer, já era, a existência da cópia não fará que sua consciência seja mantida. E é aí que está o ponto fundamental dessa discussão, e o porquê eu acho que os dois não são fundamentalmente a mesma pessoa. Isso é tão óbvio pra mim que eu acho um absurdo como que alguém pode acreditar in the contrário. É como acreditar em mágica. Existem outros experimentos mentais feitos por filósofos que defendem a mesma ideia que eu. O swampman é um bom exemplo.

Ps 1: a cópia não ser você não significa que ela é um P-zombie.

Ps 2: se ainda sim, tiver gente que acha que os dois são a mesma pessoa, então nós temos um problema linguístico, e precisaremos de uma descrição mais técnica para saber diferenciar as coisas.

Ps 3: a série Westworld na segunda temporada tem cópias mentais digitais de humanos que querem ser imortais. Na época que a série estava no ar, todo mundo era unânime de que esse método de "imortalidade" é falso e ridículo, pois a pessoa real de carne morreria do mesmo jeito, concordo com eles plenamente.Uma coisa que me incomoda nas discussões sobre o experimento mental do teletransporte.

Edit: o Pain do Naruto é um bom exemplo de consciência compartilhada. Nagato controla os seis Pains e literalmente possui a consciência de todos eles ao mesmo tempo.
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2020.10.18 05:00 PetterGold776 3 Anos vivendo com um amigo tóxico

Eu sou um cara bem novo, que nunca teve muitas amizades e passou por tudo isso despercebido, Eu fiquei por 3 anos sendo amigo de uma pessoa tóxica.
Gostaria de informar aqui depois de escrever tudo, que o texto é extremamente longo e algumas partes podem ser demoradas e chatas, não te culpo caso queira pular para o TL;DR do final aonde é uma versão mais resumida.
Eu gosto de ser elogiado e quero que outras pessoas sintam o mesmo, portanto eu elogio um amigo meu quando ele faz algo que ele considere importante e gosto de sentir que ele está feliz por causa do meu elogio, só que por 3 anos eu conversava e me importava com esse tal amigo (vamo chamar ele de V) que nunca se importou de verdade comigo ou coisa do tipo, eu só servia para fazer ele rir e um saco de pancadas emocional, não importava o que, se eu perdia em algo ele praticamente ria de mim, se eu vencia em algo eu nunca ganhava o mínimo de reconhecimento, e se eu era melhor que ele ficava irritado e me chingava, e se eu o elogiava ele só ficava se exibindo mais e mais como uma forma de ganhar atenção, ele praticamente me fazia me sentir errado em tudo.
Por que eu não larguei ele ou eu percebi que ele era um escroto comigo? Porque eu não sabia de mais ninguém que eu conseguisse fazer rir tão facilmente, eu por ser uma pessoa que basicamente se importava mais com a felicidade momentânea dos outros mais do que a minha própria felicidade, e por não saber o que era uma amizade normal ou o que era uma amizade tóxica eu achava que eu tava vivendo no paraíso. Eu sempre via outras pessoas como youtubers com amizades perfeitas, mas na minha cabeça eu não dava muita bola e pensava que eles também sofriam da mesma coisa, eu ignorava quando esse pensamento via a tona.
Por 3 anos, praticamente todo o dia era o mesmo, era tentar fazer ele rir e no final do dia sair estressado por causa de briga, coisa que ele conseguia ignorar em 4 segundos, por que esse era o objetivo dele, era me fazer ficar estressado! Eu por me preucupar demais com a felicidade dos outros, acabava que eu fico extremamente ansioso e estressado quando eu ferro com alguma coisa ou faço com que alguém fique irritado. Eu cheguei a ter que falar comigo mesmo por uns 3 ou 5 mêses durante uma depressão, porque eu era a única pessoa que eu conseguia falar sem me estressar e rir sem peso na consiência. Essa depressão ocorreu por causa que eu ferrei com a oportunidade de sair com uma menina que eu gostava, que também gostava de mim, e não somente ela saiu com um cara umas 3 ou 4 semanas depois, como eu não podia contar pra esse meu amigo por que ele iria rir da minha cara, e depois de 1 ou 2 anos, quando eu finalmente contei sobre essa história pra ele adivinha o que aconteceu? Pois é.
Uma das piores coisas é que eu tinha um outro amigo (chamar ele de C) que também era envolvido com esse V, e que eu infelizmente descontava uma parte do estresse nele, já que não tinha outra válvula de escape pra mim. Eu óbviamente não estava certo e é uma coisa que vai me marcar (não no bom sentido) por um bom tempo, mais pra frente eu me toquei do que eu fazia depois de zoar e muito com a cara dele, chegava ao ponto em que eu não conseguia ter uma hora de paz só de lembrar do que eu tinha feito. Hoje em dia eu faço de tudo pra tentar me desculpar de alguma forma, mesmo ele falando que não se importa.
Um rápido resumão aqui por que já ta ficando muito longo, ele me apresentou um outro cara (vamos chamar de G, relaxa eu ainda vou usar esses nomes) que realmente me tratava como um ser humano e não como um senhor de engenho pra um de seus escravos. E que pra mim foi algo muito diferente, como assim alguém que tem conversa com outra pessoa e ouve ela, sem o puro objetivo de ignorar o que ela tem pra falar só pra reduzir ela e esperar um elogio??
Logo toda aquela gritaria e pressão foi demais e eu resolvi parar de jogar com eles, pois eu me sentia entediado de tudo, não somente por que jogavamos o mesmo jogo todo o dia, mas porque do que adianta fazer algo sendo que eu sempre vou ser um lixo?
Tudo isso foi exclarecido quando a gente jogava um RPG, uma exessão que eu fazia entre os jogos que nós jogavamos, pois ainda não tinha toda a graça removida 100% por causa do V. Esse RPG tinha mais outras duas pessoas que eu não conhecia muito bem, e uma delas falou brevemente sobre um RPG que o Cellbit tava fazendo. Eu na época sem mais nada pra fazer resolvi ver, e comecei a me questionar mais e mais sobre "...eu realmente tenho um amigo, ou uma pessoa que me quer morto?", eu entendi finalmente, que todas aquelas pessoas a minha volta, por mais chato que eu seja, gostavam dos meus elogios, e me elogiavam quando elas podiam, TODAS menos o V, esse ai aqueria era que eu fracassasse mais e mais só pra rir de mim.
Mesmo que ninguèm ali se importava ou me conhecia muito bem, eu sentia querido de alguma forma e quis mudar pra melhor, to tentando ao máximo fazer cada um deles uma pessoa especial e estou tentando agradecer o máximo que eu consigo.
No dia do meu aniversário, eu quis aproveitar e jogar com o G e somente o G. Um tempão depois do jogo, tipo 1 ou 2 horas, o V começou a me chingar só que dessa vez ELE era o estressado, perguntei pro G o que ouve e por que do V estar me chingando tão frenéticamente do nada, e G me explicou que era por que eu tinha jogado sozinho com G, e dai quando o G estava falando sobre isso para o V, o V questionou sobre o por que G ou eu não convidar ele e a resposta do G foi "hora, porque você é chato.", e SOMENTE ESTAS PALAVRAS foram o suficente para o V ficar de birra e tentar me confrontar. Ele falava algo como "O PoRqUE VocÊ nÃo me ConVIDa ParA aLgO Que vOCê SaBE que eu GoStO?!", eu usei o argumento de "então porque vocês não me convidam e falam em call por privado?", e ele me respondeu com um "PorQUe VoCÊ é ChaTO !".
Por mais que eu achasse errado, eu me sentia feliz por finalmente conseguir pelo menos fazer ele sentir uma pequena doze de todo o estresse que ele tacou na minhas costas por 3 anos sem erguer um dedo sequer na direção dele, mesmo eu sabendo que estava correto não quis continuar, por que era capaz de ele espalhar coisa destorcida para as outras pessoas que REALMENTE importam, então eu só falei um "desculpa", pra ele pelo menos achar que eu me sinto errado.
Eu não sei se G estava falando a verdade ou só foi uma resposta pro V calar a boca, mas se ele também acha o V chato, pode ser um passo e tanto. Eu não quero colocar niguém como o C ou as outras pessoas do nosso antigo RPG no meio dessa minha treta toda, e acabo tendo medo de estragar minhas amizades com eles por ser muito chato e não jogar praticamente nada, ou por eu dar ficar de saco cheio do V e por eles serem amigos do V por mais tempo, achar por estinto que ele é o coitadinho, pelo o que eu vi, até agora eu sou o único saco de pancada emocional dele, mas se esse cara tentar mecher com o C ou com o G eu vou defender eles com unhas e dentes, por que é o mínimo que eu posso fazer.
Eu acho que gosto de uma menina que o V, la no passado disse que eu me daria muito bem, nós nos conhecemos brevemente pelo RPG e nós nos conversamos as vezes nas raras ligações que eu faço no grupo até hoje. Tenho medo de estragar com uma futura amizade já que somos somente conhecidos ou até mesmo do karma, mesmo já tendo passado por algo mil vezes pior do que seria a resposta do mesmo.

TL;DR: Vivi com um amigo tóxico do meu lado por 3 anos que me tratava como um saco de pancadas emocional, e depois de tanto tempo eu finalmente percebo no que ele me tornou e o modo que ele me tratava, e estou tentando consertar todas as besteiras que eu fiz enquanto estou caminhando num campo minado, aonde posso perder todas as futuras amizades em potencial que tenho se fizer qualquer besteira relacionada a elas, e aonde eu não posso esperar por muito tempo pois posso perder contato.
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2020.10.17 18:12 MenteConfusa Pensando em desistir

Esse desabafo foi extremamente necessário, feito por uma pessoa muito confusa com tudo, que não consegue colocar seus pensamentos em organização e alcançar suas metas e objetivos. Eu sei, ficou realmente grande, mas é uma forma de eu mesmo tentar me ajudar, colocando tudo o que dói pra fora, visto que não converso com ninguém sobre isso, o que talvez seja mais um problema que só percebi agora
Escrevam sobre o tópico que lhes interessa e já vai me ajudar muito, dificilmente alguém vai ter um bom conselho pra tudo
Sou um rapaz de 20 anos com muitos sonhos, muitas metas pro futuro mas que não consegue colocar tudo em prática. Não sei se o que me falta é foco, ação ou o que mais. Na verdade quando penso o que quero e preciso fazer minha mente gira por tantos assuntos que não consigo organizar meus pensamentos e metas, foi daí que comecei a escrever pra dar um rumo
Geralmente passo meus dias fazendo algumas coisas que vão dar resultado a longo prazo, como tentando cuidar da minha aparência, do meu corpo e fazendo as obrigações diárias. Acabei o ensino médio há um tempo e não encontrei nenhuma faculdade que tenha o que realmente quero. Eu vejo faculdade como uma encheção de saco gigante, eles colocam matérias só pra cumprir com o que o MEC pede e quem se fode é o estudante que perde muito tempo. Eu tava procurando alguma facul rápida por aqui que tenha a ver com gestão, administração, empreendedorismo, marketing, vendas, mas não encontrei ainda uma de qualidade que seja tecnólogo (2 anos e meio de graduação)
Todo o meu ensino até hoje foi público e de péssima qualidade. As vezes nem tinha aula e os professores lecionavam em áreas que não estudaram, o que tornava tudo ainda pior pra absorver. A estrutura era ruim, os professores eram ruim, os alunos eram ruins e você não tinha nada no que se espelhar. No fundamental sofri um pouco de bullying que foi o suficiente pra me traumatizar por um tempo, sempre que eu pensava em ir para a escola me dava calafrios. Se não fosse o meu melhor amigo, eu teria reprovado, ele era a única inspiração e motivação que eu tinha, fazíamos as atividades juntos e um se espelhava no outro, pois éramos os melhores da escola (título fácil de alcançar)
Minha família não é muito de conversar sobre os problemas, isso já é de muito tempo e é meio que cultural entre nós. Não converso sobre nada com meu pai, mas ele quase sempre me deu tudo o que preciso, é uma pessoa liberal, me deixando sair quando quiser e o tempo que quiser, só não gosta que eu mude minha aparência ou se envolva com cigarro ou coisa pior, beber pode. O que mais me deixa confortável é que ele não me pressiona de forma nenhuma sobre eu não estar trabalhando ou não dar nenhuma atualização sobre o que quero fazer, na verdade não sei nem se ele se importa tanto com o que quero, só com que eu consiga logo. Esse tempo é muito importante para um jovem que ainda precisa se decidir e precisa de tempo pra bolar algo que dê certo. Se não fosse pelo PS2 que ele me deu quando eu tinha uns 7 anos, eu não teria aprendido inglês cedo, o que prejudicaria muito das coisas que sei hoje e pior, eu procuraria lazer na rua, com amigos aqui da favela que seguiram por caminhos não convencionais de se ganhar dinheiro, e provavelmente eu faria o mesmo. Meu pai é a pessoa que eu mais amo no mundo, uma das minhas metas é ter uma boa relação com ele
Meu pai tem problemas de saúde como diabetes e pressão alta e não importa o que aconteça ele continua se alimentando mal, mesmo sabendo do pior. Eu sinto que ele pode morrer e se isso acontecer eu não vou me perdoar nunca. Eu fico puto pois passamos por um problema recente e ainda assim ele ainda não mudou, problema esse que vou citar agora
Recentemente minha mãe morreu, mas eu não me sinto confortável em contar os detalhes aqui. Meu pai foi essencial pra resolver toda a situação, mesmo os dois sendo separados há anos, ele tankou a maior parte da dor por mim e minha irmã.
Acredito que prevenir é a melhor coisa que existe pra viver bem com a própria mente, anotar todos os problemas e desejos e fazer eles o mais rápido o possível, para que você saiba que quando algo de ruim aconteça, você fez o possível. O problema é que não consigo, meu bloco de notas fica cada vez mais cheio, tem coisas de um ano atrás que não concluí ainda
O que mais me ajudaria agora é fazer dinheiro com algo que eu gosto. Prezo muito o tempo e sei que é a moeda mais valiosa que existe, então eu não gosto de gastar meu tempo com um trabalho que eu nao gosto, mas a ironia está em que eu gasto muito meu tempo com coisas inúteis no celular, quando poderia estar fazendo dinheiro com algo que não gosto. Sou burro
Sonho em ganhar dinheiro enquanto evoluo minhas próprias habilidades e coisas que eu gosto, ajudando pessoas e a mim mesmo. Talvez com assuntos políticos, religiosos, comunicativos, ajudando pessoas, evoluindo a mim mesmo, espiritualidade, jogos, lore, curiosidades, entretenimento, ajuda aos animais e blá blá blá. Uma plataforma que eu conseguiria fazer isso é o YouTube, mas preciso de um planejamento gigante e fico empacado no overthinking, sem agir de verdade. Outras formas de fazer money que eu amo é empreendendo, pois amo ser o dono do meu próprio negócio, odeio ter chefe e horário pra chegar em um lugar e valorizo meu tempo. Fazendo investimentos, pois em algum momento vou querer viver só de renda, e essa forma de fazer dinheiro junto com o empreendimento me permite ajudar muita gente mesmo, através de educação ou investindo nelas, talvez eu pense em seguir uma carreira política no futuro, visando evoluir minha comunidade, cidade, estado e região
No começo do ano eu sonhava em viajar pro exterior e trabalhar lá com programação, fazer muito dinheiro na Europa e voltar, mas aí eu pensei 'vou gastar anos trabalhando com algo que eu apenas gosto (não amo) sendo que eu posso fazer dinheiro fazendo algo que amo, evoluindo as áreas que amo com a consequência que vou demorar um pouco mais pra conseguir esse dinheiro? E decidi mudar de profissão desejada. Já fiz isso umas 6x esse ano, até que estou aqui. Só esse ano já mudei de faculdade desejada umas 10 vezes até desistir. Eu queria uma facul de empreendedorismo mas só tem no sul, porém acho que pego alguma de administração tecnólogo por aqui. Eu pretendo ser bem versátil, pra caso dê ruim no YouTube, empreendimento e investimentos, eu tenha um caminho de saída, uma porta de emergência, mas ainda estou MUITO confuso nessa área que é talvez a mais importante
Penso que se eu morar sozinho vou ter foco 100% em mim, pois um dos maiores problemas que vi é que as pessoas ao meu redor sugam o meu potencial. Desde que minha irmã voltou a dividir quarto comigo quando começou a pandemia, eu venho definhando cada vez mais, comprei The Witcher 3 pra passar a quarentena e todas as minhas metas e meu progresso foram por água a baixo, eu me viciei de novo em jogar mas ultimamente já resolvi. Ela suga minha mente, poluiu meu quarto com as coisas dela e eu não tenho mais espaço nenhum em casa pra fazer minhas coisas. Quando minha madrasta chega a noite eu fico 0% produtivo. O único momento que eu me sinto bem é de madrugada, quando todo mundo tá dormindo e eu consigo usar meu tempo de uma boa forma, ao menos conseguiria se eu não procrastinasse. Atualmente não estou acordando nesse horário pois meu sono está desregulado.
Ultimamente me apaixonei algumas vezes mas não passou de uns meses ficando. Tenho dificuldade pra conhecer pessoas novas, mais ainda de conhecer pessoas que eu me interesso, então acabo ficando carente por bastante tempo, até me apaixonar de novo. Tenho alguns traumas de relacionamentos então me sinto com o pé atrás de namorar de novo, mas queria muito arriscar, só falta a pessoa
Quero morar só, porém pra isso preciso de dinheiro, porém pra ter dinheiro preciso fazer dinheiro, pra fazer dinheiro preciso de espaço pra colocar minha mente no lugar, pra ter esse espaço preciso que minha irmã suma, ou que eu ative algum modo secreto onde eu consiga me esconder em uma bolha pra me desenvolver, ou me suicidar, ou que algum milagre aconteça... Eu não sei o que fazer... Talvez se eu apenas fazer, aconteça...
Como já falei, ainda não pude resolver esse problema familiar pois não costumamos conversar, pra piorar tudo ainda tenho que aturar o namorado dela que é um pé no saco, dormimos nós 3 em um beliche em um quarto de 2m², não vou entrar em mais detalhes pois aí envolve a vida particular dela
No mais eu sou uma pessoa extremamente feliz. Não fico triste com felicidade, as vezes só fico puto com facilidade. Tenho muita dificuldade em chorar, não sei se isso é um traço de frieza, de felicidade ou de pouco espaço pra tristeza, mas no geral as emoções que envolvem relacionamento me afetam muito. Odeio sentir ciúme, odeio me apaixonar e depois perder essa pessoa, são nesses poucos momentos que eu choro de raiva. Tenho alguns muitos amigos e o pico de dopamina produzido pelo meu cérebro é quando estou em festas com eles, me drogando e curtindo. Amo meus amigos demais, a maioria deles fiz na escola e foi a única coisa boa que tirei de lá
Talvez eu conseguisse progredir se simplesmente desistisse de tudo e levasse uma vida genérica. Talvez seria mais fácil se eu pensasse menos e desse menos importância pras coisas, o famoso 'deixa a vida me levar'. Talvez com o tempo minha mente se acostumasse e eu não me importaria mais
Escrever me ajuda muito, então mesmo que não tenha nenhum comentário aqui, isso me ajuda a organizar meus pensamentos
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2020.10.17 05:38 POL4RGTS • 𝗨𝗺 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗮𝘀𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗮𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗺𝗶𝘀𝘁𝗲𝗿𝗶𝗼𝘀𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹. 𝗥𝘂𝗶 𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼. •

No dia 4 de março de 1998, em Lousada, Portugal, Rui Pedro Teixeira Mendonça pegou a sua bicicleta após o almoço, por volta das 14 horas da tarde, e apareceu no escritório de sua mãe que ficava perto de sua casa. Ele foi até ela para perguntar se podia sair com seu amigo, Afonso Dias, um caminhoneiro de 22 anos. Sua mãe negou o pedido e disse para ele brincar no campo que era um terreno baldio que era usado para pista de cavalos, atrás de seu escritório.
Por volta das 17:09 da tarde, o tutor de Rui Pedro ligou para os pais porque a criança não compareceu à aula. Eles rapidamente começaram a procurar Rui, porque era estranho já que ele nunca havia faltado.
Após não acharem Rui Pedro pelo bairro, eles entraram em desespero e logo um grupo de busca foi formado. Um vizinho encontrou a bicicleta de Rui escondida atrás de arbustos no mesmo terreno baldio onde ele estava brincando mais cedo.
Como Rui Pedro havia dito à mãe que ele estava planejando se encontrar com seu amigo Afonso, a polícia então o questionou, perguntaram se ele havia visto Rui e ele disse apenas que não, de uma maneira calma. Mais tarde, algumas pessoas disseram que havia visto Rui Pedro conversando com Afonso no terreno baldio dentro de um carro Fiat Uno Preto.
O caro que Afonso estava era de seu irmão. Segundo ele, havia emprestado o carro para Afonso para ele ir ao hospital, mas mais tarde foi confirmado que ele nunca foi até o hospital pois passou o dia inteiro dirigindo pela cidade.
Afonso Dias estava em alterado estado emocional enquanto era interrogado e simplesmente respondeu que não sabia o paradeiro do garoto, mas que a polícia "deveria fechar as fronteiras, pois provavelmente ele estaria muito distante a caminho de outro país”. Alcina Dias disse que Rui estava extremamente nervoso e chorando quando saiu do veículo, dizendo que Afonso o havia forçado a encontrá-la.
Alcina acrescentou que ela tentou acalmar o garoto e perguntou se sua mãe sabia que ele estava lá, o garoto respondeu que não. Rui, em seguida, supostamente partiu no veículo de Afonso Dias. Ela tentou fazer seu depoimento, mas nunca conseguiu identificar Afonso pelo nome.
O padrinho de Rui lembra de ter recebido uma ligação específica de uma criança com a voz muito parecida com a de Rui chorando do outro lado do telefone, ele chamava desesperadamente pela mãe, mas a ligação caiu antes que ele pudesse falar algo.
Em abril de 1998, o comentarista político Nuno Rogério viajou para a Disneyland Paris com sua família. Durante a viagem, a família Rogério tirou várias fotografias enquanto passeava; uma dessas fotos mostra um garoto sentado atrás da família que se parecia muito com Rui Pedro.
Sentado ao lado do garoto está um homem de 40 anos vestindo uma jaqueta vermelha. A polícia portuguesa confiscou as fotografias para uma análise mais aprofundada, mas nenhum progresso foi feito em relação a esse avistamento.
Em 1 de setembro de 1998, policiais prenderam uma operação internacional de pornografia infantil chamada The Wonderland Club. A polícia confiscou mais de 750.000 imagens e vídeos, representando 1.263 crianças diferentes sofrendo abusos sexuais. 16 crianças foram identificadas no vídeo por parentes. Dentre essas fotos, supostamente estava Rui Pedro porém a polícia suspeitou que ele tivesse sido assassinado por seus sequestradores depois de ter sido abusado diante das câmeras por outros membros de um círculo de pedófilos.
Segundo algumas fontes, a mãe de Rui e a Interpol chegaram a falar que era realmente ele nos vídeos e nas fotos, mas a polícia portuguesa descartou essa evidência. Segundo algumas fontes, havia um pedófilo do The Wonderland Club que estava morando em Portugal naquela época.
Na Suíça, foi ouvido um garoto dizer em um restaurante em 2007: "Eu sou raptado de Famalicão e a mim ninguém procura". A polícia não informou, dizendo que a pista não era consistente. Também foi apontado que poderia ser Rui Pereira, desaparecido dois dias antes de Rui Pedro.
No primeiro dia do desaparecimento de Rui Pedro, diversos de seus amigos relataram na delegacia que Afonso estava obcecado com Rui. Ele sabia tudo sobre a vida do garoto, onde ele estava, com quem estava e o que faria no dia seguinte.
No primeiro dia do desaparecimento de Rui Pedro, diversos de seus amigos relataram na delegacia que Afonso estava obcecado com Rui. Ele sabia tudo sobre a vida do garoto, onde ele estava, com quem estava e o que faria no dia seguinte.
Mas a polícia acabou descartando, achando que eles estavam mentindo. Somente em 2011 essas crianças foram tidas como testemunhas confiáveis. No mesmo ano, Alcina Dias finalmente o identificou em um tribunal.
Um ano antes do desaparecimento de Rui Pedro, sua irmã chegou a relatar que Afonso tirou diversas foto dela e de Rui, algo que ele nunca tinha feito antes.
Em 3 de outubro de 2014, Afonso Dias foi condenado a três anos de prisão pelo sequestro do menor durante a tarde do seu desaparecimento, e não para o próprio desaparecimento. Em 18 de março de 2015, foi levado para a prisão por seu advogado depois do mandado de detenção.
Ele cumpriu uma sentença de três anos, que foi reduzida para dois anos por bom comportamento. Em Março de 2017, Afonso saiu da prisão em liberdade condicional após ter cumprido dois terços da pena.
“As pessoas já perceberam que nada tive a ver com o desaparecimento. Se eu fosse culpado, não conseguia viver em Lousada e ninguém gostaria de mim”, constata.
“Fui uma vítima neste processo. Aliás, eu e o Rui Pedro fomos as duas vítimas”, acrescenta, reafirmando a sua inocência e salientando que foi alvo de grande injustiça.
Em 28 de janeiro de 2020, Rui Pedro celebrou o seu 33º aniversário e a mãe, mais uma vez, recordou-o com saudade. Em uma carta arrepiante e cheia de emoção, Filomena Teixeira recorda o filho e deixa-lhe palavras de amor.
Uma carta dura, publicada no jornal ‘Terras do Vale do Sousa’, na qual a mãe manifestou o seu amor eterno por Rui: “E agora já com 33 anos, que aspeto tens? Como estás? Parabéns meu filho! Onde quer que estejas, recebe este abraço apertadinho tão nosso… e muitos beijinhos”.
Filomena Teixeira, mãe de Rui, relatou que o seu pai gastou todo o dinheiro que podia à procura do neto, para aliviar a dor da família, e que era chamada para ver vídeos de pedofilia. “Vi coisas horríveis. A partir das 4 horas da manhã é que se consegue ver os pedófilos atuar.
”Mostravam-me crianças a serem violadas e eles a terem prazer com o choro. Masturbavam-se à custa disso. Estava a ver as imagens, para ver se algum deles era o meu, e cheguei a um ponto em que não conseguia mais".
Rui Pedro continua desaparecido até nos dias de hoje, o caso criminal marcante, nunca teve uma explicação confirmada.
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2020.10.16 22:23 Creative_Oven_6350 Estou na minha segunda formação e há quase três anos procurando emprego. Não consigo nada. A frustração está acabando comigo há muito tempo.

Bem, antes de começar, essa conta é uma throwaway, já que pessoas próximas podem ver o post.
A questão é a seguinte: logo que saí do Ensino Médio, consegui entrar em uma universidade federal. Na época eu tinha algumas ideias do que queria fazer para a vida e decidi arriscar na que me parecia mais legal. Não me entendam mal, não é que eu me arrependa de minha escolha, honestamente se não fosse por ela eu não acho que seria a pessoa que sou hoje e não conheceria minha namorada (com quem tenho um relacionamento há 5 anos).
Para ser mais específico, eu entrei em Licenciatura e Bacharelado em História, na UFPR. Eu realmente gostei do curso. História sempre foi uma área que me fascinou e durante a formação pendi cada vez mais para a pesquisa. No entanto, claro que na metade da graduação percebi a falta de perspectivas de pesquisas nessa área no Brasil e comecei a pensar em alternativas de onde trabalhar.
Sempre gostei de dar aula, apesar de nunca querer ser professor do Estado. Então entrar em PSS não era uma opção. Antes da minha primeira graduação, durante e até um tempo depois, sempre trabalhei informalmente em negócios da família. Fui assistente administrativo no escritório de contabilidade dos meus pais. Ajudei na pequena gráfica digital que meu tio tinha, tanto no balcão quanto no setor de compras. Esses trabalhos me ensinaram muitas coisas e me deram muitas habilidades diferentes. Sempre sou elogiado por ser comunicativo, tenho habilidades avançadas no pacote Office completo, aprendi a mexer em estoque, arquivo, realizar trabalhos braçais etc.
Só que em certo momento percebi que precisava de um trabalho formal. Algo que estivesse registrado em minha carteira de trabalho. Aqui entra outra coisa que gosto muito: idiomas. Desde cedo sempre estudei outras línguas por conta própria. Sempre foi um hobbie meu. Me tornei fluente em inglês, consigo conversar em francês e japonês e tenho certo conhecimentos de espanhol e LIBRAS. Aproveitando essas minhas habilidades, consegui me tornar professor de inglês.
Mas a ideia de virar professor de inglês nunca me foi permanente. A falta de perspectiva de uma carreira nunca fez com que eu quisesse ser professor. Pesquisador sempre tive vontade. Por outro lado, vejo amigos meus com 30, 35 anos fazendo doutorado, pesquisas maravilhosas, mas precisando arrumar outros empregos para se manter e ganhar mais ou menos mil reais por mês. Não é uma vida que quero ter.
Estou com 23 anos no momento. Quando estava com 20, decidi que iria para outra área que sempre tive muito interesse: a parte comercial. Sempre fui bem com números. Não só enquanto trabalhava no escritório de contabilidade de meu pai, mas também participei e "ganhei" algumas Olímpiadas de Matemática enquanto estava na escola. A área administrativa também era interessante. Então pensei bastante e cheguei a conclusão que se conseguisse algo na área de Relações Internacionais ou Comércio Exterior, teria a carreira que sempre quis.
Isso se deu por volta do início de 2018. Achar estágio na área de História (em museus e coisas do tipo) nunca deu certo, tanto pela falta de vagas quanto pela carga horária diária do meu curso que nunca batia com o que eu achava. Consequentemente, fui procurar estágios e empregos em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Assim se deu o meu ano de 2018. Obviamente, sem nenhum resultado.
Eu mandava todo mês meu currículo para inúmeras vagas. Nunca recebi uma única resposta. Tudo bem. Bola pra frente. 2019 chegou e eu me formei na metade do ano. Mais 6 meses sem nenhuma resposta. Nesta época, eu já enviava o currículo semanalmente. Queria alguma oportunidade em RI ou Comex. Eu achei que História era um curso similar o suficiente. Pelo jeito, as empresas não concordavam.
Depois de minha formatura, há quase um ano e meio procurando, decidi investir em concursos públicos. Talvez eu conseguisse uma área no setor comercial ou administrativo do Estado. Não seria um problema se eu pudesse migrar posteriormente. Prestei vários concursos que fiquei três ou quatro vagas abaixo da linha de corte. A frustração era grande, mas eu continuava.
Enquanto isso, precisava me sustentar. Portanto, permaneci dando aulas de inglês. Não posso negar, sou bom nisso. Não muito bom, mas o suficiente para receber elogios esporádicos tanto de alunos quanto colegas. Quem sabe se em algum momento eu me dedicasse à área pedagógica, pudesse crescer e construir uma carreira ali.
Porém, eu sabia que investir na área pedagógica me afastaria completamente de RI e Comex. Então nunca fiz isso ou fui para esse lado. Em certo momento de 2019, passei no edital do IBGE para o Censo 2020. Meu nome foi homologado no Diário Oficial da União. Eu estava dentro. Tinha conseguido algo diferente, além de dar aula. A frustração parecia ter acabado. Só precisava esperar março de 2020 para ser chamado. Minha namorada chorou de felicidade por mim. Eu também estava transbordando por dentro.
Aí aconteceu que... a pandemia. Todos sabem. A verba do Censo 2020 foi cortada completamente nesse ano e transferida para o segundo semestre de 2021, isso se não for postergada mais uma vez. Depois, descobri que o concurso que tinha passado era PSS e mesmo eu estando dentro, não significava que seria chamado. Nisso já era metade do primeiro semestre de 2020 e eu também não havia parado de mandar currículo para RI e Comex. Se eu conseguisse um emprego nessa área, não ficaria no IBGE (pois o cargo era temporário de apenas um ano).
Extremamente frustrado, depois de muitas e muitas (e muitas) crises de raiva, tristeza e angústia, decidi investir em alguma coisa que fosse mudar tudo. Comecei uma segunda graduação. Moro em Curitiba e diante das possibilidades de cursos que poderia fazer nessa área, optei pela que me pareceu melhor: Comércio Exterior.
Minhas aulas começaram em julho desse ano. Desde o mês sete, tenho uma única rotina: todo dia da semana eu acordo, vasculho a internet, sites especializados, grupos de WhatsApp e Telegram, em busca de empregos para a área comercial, administrativa, financeira ou até logística. Existem muitas coisas em cada um desses setores com as quais eu adoraria trabalhar. Todo dia, literalmente todo dia mesmo, eu me inscrevo em média de uma até três vagas - tipo, todo dia.
Desde julho, sou rejeitado em umas 30/40 vagas mensalmente. Entrar em uma segunda graduação de Comércio Exterior realmente ajudou: agora sou chamado para entrevistas e provas. No entanto, sempre que me perguntam se eu faço alguma coisa, se ainda trabalho, digo que tenho o trabalho temporário de instrutor de línguas. Algo que quero largar assim que conseguir outro trabalho na área que quero, ou seja, na área para a qual estou me inscrevendo.
Só que é sempre nessa parte, é sempre nesse momento que vejo claramente que sou colocado de lado. Ninguém quer contratar alguém que precisou trabalhar como professor. Algo pedagógico, muito diferente do mundo comercial. Sempre elogiam minha curiosidade por línguas, acham legal meu contato com setores administrativos e financeiros no passado, mas por terem sido trabalhos informais, ninguém se importa. Sim, estou frustrado.
Dia após dia recebo e-mails falando que não foi dessa vez. Isso quando os recebo. A maior parte das inscrições por e-mail não são respondidas. As que realizo por sites diversos, estão marcadas 90% como "Rejeitado por falta de experiência". Todos estágios. É sério. Tenho mais de 40 vagas de estágio rejeitadas por "falta de experiência". Repito novamente porque estou frustrado: estágios.
Eu não consigo um único estágio. Em nenhuma área. Todo dia sou recusado. Não importa se é RI. Setor de compras. Setor administrativo. Setor financeiro. Setor de logística. Só preciso desse primeiro emprego na área. Aposto que os demais vão vir muito mais facilmente (porque mais difícil não tem como existir).
E receber constantemente, apesar do esforço diário de mandar currículos, atualizar informações em sites (sim, tenho perfil em LinkedIn e mais outros diversos sites de emprego), apenas me lembra do meu fracasso. Não tenho perspectivas nenhuma de que vou conseguir. Nenhuma perspectiva que vou mostrar para alguém quão esforçado posso ser. Quão dedicado. Eu só preciso de uma chance para a primeira oportunidade.
Estou nessa há 3 anos. Acumulo quase 100 rejeições totais desde que comecei minha segunda graduação. Cada vez me empenho mais para tentar. Cada vez tenho menos vontade e fico pior. Menos motivado. Antes que alguém fale alguma coisa (se alguém aguentou ler esse textão de desabafo até aqui), estou sempre verificando meu currículo: como apresentar informações, tirando, colocando coisas. Já contratei profissionais de currículos que analisaram e mudaram algumas coisas. Já apresentei pra muitos profissionais colegas e da família que deram algumas sugestões e elogiaram outras coisas. É algo que estou sempre tentando melhorar, mais e mais.
Pra encerrar, existe um fator nisso tudo que aumenta ainda mais a frustração comigo mesmo, a frustração com todo esse cenário. Minha namorada trabalha na área de tecnologia. Em 2019, decidiu arranjar um estágio. Se inscreveu para três e conseguiu um deles. Agora em 2020 decidiu ir para outro, se inscreveu em uma única vaga e foi aprovada. Não tenho raiva nem dela. O que mais me afeta é a diferença da facilidade de conseguir emprego em uma área comparada à outra. Ela é minha namorada. Amo ela e estou feliz que ao menos um de nós está tendo conquistas dessa área. Mas não consigo deixar de ficar pior, o problema sou eu? Nunca vou conseguir uma vaga simplesmente por causa da minha primeira formação? Porque precisei dar aulas para me sustentar? O problema é algum outro?
Enfim, esse é o meu desabafo. Desculpem pelo tamanho do texto e obrigado se alguém chegou até aqui.
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2020.10.16 03:54 leofreak66 Não aguento mais viver sem poder "pensar" no que estou vivendo

vou explicar
Não é novidade que no geral, ta tudo uma merda em quase todos os sentidos possíveis. E é TANTA desgraça ao mesmo tempo que é difícil lidar. O que mais escuto (e boto em prática) é evitar notícias, comentários ou coisas que remetam a estes problemas. De fato me ajudou um pouco, maaaass...
Parei de me informar diariamente sobre política, os escândalo diários não me faziam bem. Diminuí meu consumo de informações sobre a pandemia, pois aceitei que não tenho controle da situação, e ficar buscando informações não vai melhorar as coisas. Não vejo mais nada sobre a crise ambiental do brasil, tão pouco sobre a crise econômica, pois são coisas que aumentam minha ansiedade com o futuro. Pois bem, não aguento mais viver em um mundo onde para me preservar o mais prático a se fazer é literalmente fingir que nada está acontecendo.
Vivo em um país que teve uma péssima gestão da pandemia, com um governo de bosta, com um descontrole ambiental absurdo (ja vai fazer um mês que minha cidade não amanhece com o céu azul, é TANTA fumaça que você sente o gosto na boca dentro de casa nos piores dias, resultado das queimadas no Pantanal)...enfim, vivo atolado na merda, mas tenho que fingir que está tudo bem para minha própria sanidade mental, tem algo muito errado aqui.
Me sinto uma criança em uma sala de aula insuportável, onde te mandam calar a boca e aguentar firme. Sei que isso pode ser usado inclusive como instrumento de controle e dominação, me sinto TÃO apático, impotente e entorpecido, que praticamente qualquer coisa de ruim feita pelo governo não iria me despertar indignação. Se saísse no jornal amanhã que todos os reitores das universidades públicas serão substituídos por pastores ou militares eu ia ficar "ah ta". Se saísse amanhã que as queimadas no pantanal são legalizadas e a fiscalização está proibida eu ia ficar "ta bom"...acho que você me entendeu.
Eu tenho com o que ocupar meu tempo. Eu trabalho, leio, converso com minha família e amigos, jogo um pouco nas horas vagas, mas sempre sabendo que no fundo...laaa no fundo, existe um fantasma que eu não estou querendo encontrar, e cada dia ele cresce, e quanto mais cresce, mais eu finjo que ele não existe, isso não vai terminar bem.

Estou cansado disso.
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2020.10.15 06:09 GradeRevolutionary10 Tá tudo relativamente bem e continuo mau

A vida tá relativamente boa. Eu tenho menos de 16 anos e avancei dois anos do curso de inglês, tô falando um nível B2 indo para C1 e comecei a aprender latim pelo duolingo e tô gostando. Eu criei uma página de memes de história que pegou 1 mil followers em um mês mais ou menos.
Mas eu ainda me sinto meio.. angustiado. Eu não sei. eu me sinto assim desde os 12, e isso me afeta completamente. Eu não sinto muita vontade de comer a maior parte das comidas e eu não venho tendo animação pra fazer nem as coisas que eu gosto, e logo agora que eu tô estudando pra o exame do IF e a família tá puxando o meu saco por conta disso. Eu também sou MUITO esquecido e todo dia eu perco algo e sempre deixo luz acessa ou portas abertas, minha família diz que é por quê eu não quero prestar atenção ou porquê não me interesso por mudar, e agora eles brigam relativamente sério comigo por ter deixado uma porta aberta ou luz acessa. Eu não faço isso porquê quero. O argumento deles é que “se consegue aprender inglês sozinho, consegue se lembrar das coisas” — O fato é que eu notei que eu tô cada vez mais esquecido, e eu consigo me lembrar só de alguns dias do ano passado, por exemplo. Eu também tô agora mais angustiado pq to querendo aprender várias coisas que eu gosto (línguas, filosofia, história) ao mesmo tempo e acabo que eu fico indeciso e + aquela falta de animação, acaba que eu não movo uma palha o dia inteiro e tudo que eu quero mais é ficar deitado, e claro, eles me criticam por isso.
Eu tava até melhorando neste ano e até to melhor que ano passado, que foi o ano mais merda da minha vida. Eu tinha acabado de me mudar pra uma cidade nova e minha família começou a ter uns problemas financeiros, e meu padrasto ficou desempregado por 8 meses, e nesse espaço de tempo, ele começou a beber e aparecer embriagado no mínimo umas duas vzes por mês.
Um dia foi o ápice. Ele deixou eu e minha mãe na escola e na faculdade e foi beber, quando ele voltou pra me buscar na escola, um amigo dele tava dirigindo o carro e ele bêbado no assento do passageiro. Mais tarde iríamos saber que ele levou uma multa de 2 mil reais no carro novo que tínhamos comprado e subornou o policial com o dinheiro que íamos pagar a conta de luz para não apreender o carro, foi o que ele disse. Eu vi minha mãe ameaçar ele com uma faca pra ele ir embora, quase chamei a polícia. Fiquei muito assustado, não vou mentir.
Bom, nos mudamos daquela casa depois desse ano. Eles diminuíram as quantidades de brigas (brigavam quase todo dia antes) e meu tio passou pra faculdade desta cidade e veio morar com a gente. No início foi bom. Eles dividiam as contas e meu tio saia comigo comer fora e tal. Mas aí no início da pandemia foi o que deu: minha mãe tava com depressão profunda. Em partes por causa das brigas, em partes pelos problemas financeiros, e a faculdade que consome ela demais, presumo eu.
Bom, foi aí que deu. Meu tio e meu padrasto diziam que eu contribuía pra isso pq eu não ajudava em casa e não “facilitava a vida dela”. Isso me magoou muito. Com a pandemia, tudo ficou pela internet e resolvemos ir passar um tempo com nossos avós no interior. Lá eu melhorei um pouco, e foi relativamente bom. Mas cá estou de novo. Voltei a cidade que moramos e comecei a piorar de novo.
Desde o ano passado, minha mãe e meu padrasto entraram nessa coisa de terminarem o relacionamento e voltarem no outro dia. Ele trazia flores e tudo ficava bem. Aí esse ano, eles brigaram feio e finalmente terminaram, eles ainda se falam porquê ele tá pagando aquela multa e tentando reatar. Eu criei coragem pra pressionar minha mãe a terminar isso logo.
E ainda têm o lance do meu vô, que é a pessoa que mais chega perto de um pai pra mim, me botando pressão pra eu estudar e passar em Medicina. Na real, eu gostaria de ser professor de algo como História ou Filosofia. Mas ele não gosta disso e vive fazendo piadas sobre, e qualquer assunto que falamos juntos eles puxa pra algo relacionado a passar em Medicina ou ser médico.
Eu me sinto como um fardo pra eles, e de fato eu sou. Mas eu não sei como mudar isso e parece que a cada passo que eu vou, eu volto mais dois.
Além de tudo, eu perdi meu gosto por jogos online e por conta disso eu me afastei de meus amigos. A única pessoa que eu realmente falo constantemente é minha namorada, a única pessoa que me dá apoio e consigo conversar abertamente sobre esses problemas. É foda.
Enfim, tem outras merdas que aconteceram, mas isso é o principal. Desculpa pelo texto grande mas eu tive que tirar isso de mim em algum lugar.
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2020.10.14 19:38 igorgom3s Desabafei pro meu melhor amigo que gosto dele e pedi pra ficar com ele.. +18a

Eae galera entao, sou novo aqui e esse e meu primeiro post. Recentemente a uns 3 meses eu conheci um menino (q vamos chama-lo de J). Quando eu vi ele pela a primeira vez eu ja meio q gostei dele, e entao investi na amz pra la na frente tentar algo com ele. Só que oque eu nao poderia imaginar é que nossa amz cresceu mt rapido, e hj ele e como um irmao para mim um irmao mais novo q nunca tive. E minha mente ta uma bagunca de sentimentos.
Vou explicar um pouco sobre minha sexualidade. Eu nao consigo ainda saber oque sou, tipo gosto de mulheres, pretendo ter um relacionamento ao ponto de construir uma familia e talz... Mas tem vezes que gosto de meninos, mas nao qualquer um. Sou gordinho e sempre fui, e sempre que vejo um gordinho tipo eu eu acabo olhando de outra forma (tenho mais atracao por esse tipo de pessoa). ja tive relacoes com ambos. Mas nao me relaciono com a pessoa do mesmo sexo se nao conheco a pessoa ou se nao tenho o minimo de afinidade. Nao me vejo namorando uma pessoa do mesmo sexo, ao ponto de morar junto e viver junto. A nao ser que eu AMO de mais essa pessoa, que esta sendo o caso com esse J. Cara se alguem souber oq sou agradeco kkkkkkk.
Mas no decorrer da nossa amz eu me apaixonei por ele, pelo o seu jeito simples e humilde de ser, pela as suas brincadeiras... enfim. kkkkk Quando eu estou com ele eu me sinto o maximo, ele é meu porto seguro. Quando ele veio em casa a primeira vez, conversamos mt, zuamos junto e em um desses momentos ele sentou no meu pc e foi jogar um jogo... entao pedi para mecher no celular dele e sem querer querendo eu vi um nuds no cell dele e pronto. Fiz de tudo para pegar aquele nuds pra mim e deixar guardado. E fiquei pensando cmg mesmo se ele era.
No passar dos dias e semanas juntos a nossa amz foi crescendo rapido e cada vez mais, comecei a ficar com crises de ansiedade por ter medo de perde-lo, medo de perder nossa amz. Quando me dava essas crises eu ficava ruim, nao conseguia dormir e quando estava com ele ficava na bad, triste. Ele até tentava me ajuda conversando e me incentivando maaaas o medo era maior. Era uma inseguraca de nao ter mais ele. Sentei com ele e disse tudo q estava sentindo, disse q estava com medo de perder ele por saber oque ele significava pra mim, o quanto eu gostava dele como amg (nao disse q realmente gostava dele). Ele foi super amigo e disse para eu ficar tranquilo que nossa amz por parte dele nunca ia acabar pq eu tambem significava mt pra ele.
Com o passar do tempo isso uns 2 meses, tive momentos incriveis com ele, brigamos por coisas bestas, choravamos nas brigas, mas sempre se resolvendo. Mas foi crescendo dentro de mim um sentimento chato por assim dizer. Quase em todo os momentos junto com ele eu sempre me imaginava sendo algo alem de um amg, me imaginava tendo momentos quentes com ele. Não podia brincar com ele de lutinha q ficava com um Tzao do caralho ao ponto de ter que sair de perto pra ele não perceber. Mas não podia falar isso para ele por ter medo de perde-lo.
Um belo dia a noite dps de passar o dia inteiro com ele triste, resolvi abrir o jogo.. resolvi fala pra ele o pq que eu ficava triste do nada, ficava fechado. Disse tudo oque estava sentindo por ele e o quando ele mexe cmg. Mais uma vez ele foi super compreensivo e me disse que ele não curtia, disse que não ia rolar. Mas que me entendia, entendia q sentimento a gente não escolhe com quem vai ter. Também disse que nossa amz continuaria a mesma.
Comecei a gostar mais ainda dele, o jeito dele de ser, cara isso mexe cmg. A humildade dele a carisma, a inocencia dele, enfim. Hoje eu ja não tenho mais esse medo de perde-lo, medo da nossa amz acabar. Mas é eu pesar naquilo.. ou sonhar com aquilo... nos dois juntos. Fico mal, triste... meu dia acaba. Ontem acordei um caco, pra baixo, e fiquei o dia inteiro pensando em uma forma de falar pra ele que queria ficar com ele. Queria fala pra ele tentar pelo menos uma vez... dar uma chance.
Não consegui falar em palavras isso pra ele, entao escrevi um puta texto e mostrei pra ele no meu celular, disse pra ele ler até o fim e me dar a resposta. No texto eu dizia o quanto ele realmente mexe cmg e que tenho esses pensamentos e sonhos que acaba cmg. Pedi pra nos tentermos fazer algo.. relacionado a sexo, para que eu realmente enxergasse de vez oque sinto por ele, se e só tzao ou amor.
Ele leu o texto todo e me chamou pra conversar, disse novamente o quando eu significo pra ele e que ele não quer me perder, mas disse não a respeito do meu pedido. Disse novamente que não gostava que não tinha atracao e que me entendia. E bom mais uma vez eu to um lixo, pq eu realmente gosto dele realmente queria mt ter algo com ele seja so momentania... prazer... ou algo duradouro.
Desculpe pelo o jeito q escrevi... esta sendo tudo novo isso que estou passando com ele... essa explosão de sentimentos. Não quero perde-lo de jeito nenhum e não me vejo sem ele nos momentos felizes e tristes. Mas tambem não quero sobrecarregar nossa amz, não quero ficar mais triste cmg e na presenca dele... não quero que ele se canse cmg. Mas tambem não sei oque faco para tirar de vez esses pensamentos chatos q tenho.
obrigado por lerem ate aq. se quiser me ajuda com algo serei mt grato
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2020.10.14 02:49 Krahmukoslovisk Porque não sou feliz?? *aviso de texto enorme*

Sempre que começo a estabilizar ou estagnar sempre me surge um sentimento cruel, de que eu estou preso a algo ruim, que ficarei pra trás. Tenho um desejo incontrolado de sair e começar tudo do zero. Porém quando estou em um lugar novo sinto falta do conforto e do carinho, me fazendo querer desistir. Hoje estou fazendo mestrado, trabalhando em uma ótima clinica e mesmo assim sinto um vazio no peito, uma dor e uma angustia, seriam esses os sintomas tardios do termino? Da realização de um “fim”. Pois é, em 2017 voltando do meu intercambio dos estados unidos eu tive um relacionamento rápido coisa de 3 meses, terminei e pra mim foi tudo bem, não havia história e não havia amor verdadeiro. Alguns meses depois me veio a ruiva mais linda que eu já vi (apesar de não ser ruiva natural caia muito bem nela, e nem se podia notar), eu me apaixonei na hora, mas pensei “não sou cara pra namorar, não consigo me conectar’. Eu não podia estar mais enganado. Os primeiros meses foram difíceis, ela havia terminado um relacionamento que não tinha superado, não queria se envolver, muito menos eu, afinal estava na faculdade e queria curtir tudo na mais absoluta esbornia. Porém o cheiro, o carinho e aquele sorriso me quebrou de uma forma tão intensa que eu não quis acreditar, foram períodos de muita felicidade até o momento que tudo virou de cabeça pra baixo, terminamos pois estávamos muito estranhos e eu não entendi muito bem mas não tive objeção, só que algo não estava certo pra mim eu não conseguia esquecer ela.
Fui atrás e descobri da boca dela uma traição, e que ela estava sendo coagida, foi agredida e teve que sair de onde morava por causa do sujeito. Foi o momento 1 da minha mudança, pois sempre fui um cara que abominou traição e quando a pessoa trai uma vez vai trair de novo, só que eu não consegui, não consegui olha pra ela e dizer que não queria olhar pra ela nunca mais, porque eu queria ela do meu lado, então, foi quando eu deixei ela morar comigo, dividir a casa com quem me traiu e quebrou minha confiança, chorava toda noite, porém não conseguia mandar ela embora não estava certo pra mim, e que apesar do que ela fez pra mim, o que fizeram com ela foi pior, voltaram as amigas dela contra ela, as próprias meninas de republica não ajudaram ela nem mesmo na parte da agressão. Eu resolvi dar mais uma chance pra ela e ó Deus daria mais umas 20, porque depois disso não tive o que reclamar, sempre atenciosa, se preocupava comigo, fez questão de conquistar minha confiança pouco a pouco até eu pensar em casar com ela, porém veio o ponto da virada numero 2.
Final da minha faculdade estava passando por problemas com os professores, a ponto de quase ter que ir no ministério publico para resolver um conflito, meu TCC estava um caco e eu estava a um pingo de ser reprovado no meu ultimo semestre, e isso é claro refletiu no relacionamento, brigávamos sempre pois estava apático a tudo, só conseguia comer e jogar, ela (com toda razão) se sentia abandonada, e eu não sabia se queria continuar namorando pois tudo na minha vida estava triste. Terminamos novamente, me consultei com um psiquiatra que me passou medicações e tirei um tempo para ficar em casa, tive crises de pânico, mas quando as medicações começaram a fazer efeito eu consegui fazer tudo, e ela, mesmo depois de ter terminado continuou ao meu lado, me ajudando e segurando minha onda diversas vezes, e no final eu percebi que estava em um momento horrível e pedi para voltar, voltamos. Então se inicia 2019 (teve um salto grande eu sei) quando sai da cidade onde fazíamos faculdade e fui para vila velha e ela ficou lá, novamente as coisas começaram a ficar estranhas, ela é a definição de paixão pra mim, intensa, sem medo, faz o que o coração manda e passar por cima de tudo para fazer o que acha certo, e eu não, sou acomodado e fico sempre a mercê do que os outros fazem ou deixam eu fazer, sou passivo nas atitudes. A distancia era grande, eu tinha uma rotina pesada e não tinha tempo de conversar por mensagem, estava muito dedicado ao meu estagio e ela precisava de mim, precisava conversar e precisava do namorado dela ali do lado dela, então brigávamos constantemente, então novamente outro termino. Só que dessa vez fui tão cego que não vi o que ela estava passando, os problemas que tive de final de faculdade ela também teve, e eu egoísta que sou, não soube ver isso, e quando me toquei do que havia feito, tentei de alguma forma ajudar, mas ela não me atendia, e quando a gente se falava ela só sabia chorar, e eu tapado que sou não sabia o que fazer e como agir.
Então começa o ponto de virada 3, terminei o meu estagio, voltei pra casa e arrumei um emprego em um consultório veterinário perto de casa(interior do ES divisa com o RJ), e ela voltou pra cidade dela Pedro canário (norte do ES, divisa com a Bahia) estávamos terminados porem anos antes compramos um congresso de veterinária juntos e ela disse que mesmo que terminássemos ela ia disponibilizar a casa (o pai dela mora em Curitiba) dela para eu ficar. Foi chegando a data de ir e eu não sabia se aquilo estava valendo ou não, então quando menos esperava, depois de semanas sem se falar ela pergunta quando que vou, eu que nem tinha preparado nada, entrei em choque e comecei a ver data de voo, e na minha cabeça pensava “vou conquistar essa mulher de novo”, e como já dizia Rubel “se for preciso eu pego um barco e eu remo por 6 como peixe pra te ver”, ela ama Rubel. E fui, eu nunca tinha sido recebido tão friamente, era simplesmente era apática a tudo que era relacionado a mim, eu pensei “não vai dar” e já fui baixando a expectativa mas não desisti, e então em um belo dia a noite em casa, a gente ficou entre choros de saudade e tristeza, amor e ódio. Mais uma vez resolvemos tentar, sempre claro corrigir os erros do passado, para não se repetir. Ela fez comigo um teste de perseverança pois estava devastada com o que fiz com ela (deixar ela sozinha no fim da faculdade segurando uma barra desgraçada) Eu arrumei um estagio para ela numa indústria de laticínios na minha cidade e ela foi pra lá. Eu percebia que ela era muito grossa e sempre discutia por coisas bestas, eu sabia que era pra me testar, segui firme. Próximo do estagio acabar, meus pais (que aliás achavam que estávamos separados, na verdade só fingiam) perguntavam quando ela ia embora, e eu não sabia como tocar nesse assunto porque eu também não queria que ela fosse, queria ficar com ela, mas então em janeiro de 2020 ela foi embora, para Curitiba na casa do pai dela. E pra minha sorte o que houve em 2020? Pandemia, comércios fechados, aeroportos fechados, caos no mundo, e a única forma da gente estar junto e por whatsapp, e quem é o insensível que não consegue ser atencioso a distância? Eu mesmo e assim levamos por alguns meses, planejando nos ver em pleno a pandemia, mas eu não tinha dinheiro, recebia muito mal (menos que um salário mínimo) e pra ir ver ela teria que pegar dinheiro com meus pais, que com certeza não me emprestariam, então era sempre uma decepção porque ela sempre vinha com promoções de voos e formas da gente se ver, e eu sempre realista quanto a nossa situação, foi então que em junho desse ano ela me ligou terminando tudo.
Aceitei, foi uma conversa ate que longa, ficou muito claro nossos motivos, mas o principal foi a distância (eu não consigo ser eu mesmo por mensagem, não sei o que acontece, no dia eu só vou fazendo as coisas e depois que me toco de ver celular mas as vezes já e tarde). No mesmo mês fiz minha inscrição no mestrado em Vila Velha aonde havia estagiado meses antes, acabei passando, não recebo bolsa, e estou tendo que trabalhar para pagar o mestrado e as contas (quase 2500 reais no mês) até ter uma bolsa, se houver ela. Mês de setembro fiz plantão todos os finais de semana e terças-feiras, de segunda a sexta estava na rotina do Hospital para aprender a fazer coisas novas em anestesia e a noite aula. Foi um mês desgraçado, mas foi um mês que não senti falta dela, ai nesse ultimo feriado, alguns amigos me chamaram para ir para a praia em Guarapari (cidade próxima) pra gente da uma curtida, então eu fui, e realmente me diverti muito, e no domingo eu acabei ficando com a amiga da namorada de um amigo meu (complicado mas acho que deu pra entender) e nesse momento, meus amigos, só me vinha uma coisa na cabeça, a Ruiva. Eu só dei uns beijos nela e nada demais aconteceu mas no outro dia eu fui embora, porque não estava me sentindo bem com a situação, cheguei em casa triste, com uma dor no peito enorme, e acabei mandando mensagem para ela, conversamos de boa, falamos como estavam as coisas e então vem o momento da virada 4, a Ruiva, conversando com umas pessoas arrumou um emprego numa cidade pequena aqui no espirito santo, e essa cidade meus amigos, é 70 km de onde eu moro, e agora eu não consigo trabalhar, comer, estudar e nem fazer nada, só penso em ir lá e chegar dizendo que vim remando por 6 meses e só pude chegar agora. Porém meu medo é eu ser a pessoa que nunca está feliz, que quando está bom quer mudar e quando muda sente falta do conforto. Inegavelmente eu a amo, e ela me ama também (foi dito isso na conversa) mas tanto ela quanto eu sabemos que amor nunca segurou e nunca vai segurar relacionamento, fico me perguntando, com a possibilidade de ir vê-la a cada 15 dias e trabalhando pra me sustentar, podendo fazer planos de vida, se daria certo. Antes vivíamos em momentos diferentes, mas agora estamos vivendo no mesmo momento, trabalhando e sendo adultos que moram fora de casa. Meu coração e meu corpo doem de medo de ignorar o que todas as fibras dizem que é ir ver ela esse final de semana, mas ao mesmo tempo morro de medo de estar sendo o maior egoísta desse mundo e me deixar levar por esse sentimento e acabar descobrindo que não consigo mudar e que não da mesmo para estarmos juntos. Nunca fui muito religioso, mas já rezei para Deus para ter sucesso, para ter dinheiro pra pagar minhas contas, agora peço que ignore tudo e me uma luz para onde seguir.
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2020.10.13 23:22 TyllerZzZ Desabafando a minha adolescência

ola, acabei de entrar nesse reddit, gostaria de compartilhar algumas coisas com vcs.
Bom, eu tenho 17 anos e sou um pouco diferente dos demais adolescentes que pensam apenas em festas, bebibas e mulheres. Sou de poucos amigos, não converso com muita gente, meu whatsapp é super parado, não tenho tantas curtidas mas minha fotos do face ou do insta, na vdd eu não ligo muito pra esse tipo de coisa, adoro jogar e pra ser bem sincero essa é a coisa que eu mais tô fazendo no momento, minha rotina é basicamente, trabalhar e jogar, além das atividades online tbm. Nunca transei e sinceramente não me importo com isso, não me importo com oque as pessoas pensam sobre isso, mas já perdi meu BV (no início desse ano). Quando eu beijei outra boca pela primeira vez eu pensei que a situação iria mudar, eu finalmente iria ter mais amigos, mais garotas iriam querer me conhecer e eu ia mudar completamente, mas n foi bem assim. Enfim, eu realmente não ligo pra curtidas ou views nos status, mas minha mãe acha minha situação preocupante, eu n acho que estou depressivo, é apenas meu jeito, e eu NÃO VOU MUDAR MEU JEITO DE VIVER PRA AGRADAR OUTRAS PESSOAS, mas ao mesmo tempo eu penso em mudar completamente meu jeito, essa frase no meu ponto de vista é um pouco hipócrita, não sei dizer o motivo, mas na minha cabeça faz sentido, Quando eu digo pra outra pessoa que nunca consumi bebidas alcoólicas ou nunca transei, elas ficam em choque, como se fosse uma obrigação de todos fazer isso. Enfim, eu tô compartilhando isso pra saber se eu sou o único adolescente que vive dessa forma, e pedir alguns conselhos, não que eu esteja triste, eu amo a vida q eu tenho, mesmo sem nunca ter tido uma namorada ou nunca ter transado com ninguém, não sou daqueles que fica colocando frases moralistas ou indiretas para outras pessoas nos status, eu não diria que sou isolado, apenas não tenho tanta facilidade quanto outras pessoas de fazer amizades, eu não me acho feito, tenho uma boa alto estima,e sinto triste as vezes por ver outros adolescentes com suas namoradas ou com vários amigos rodeados, mas logo passa, sou meio introvertido. Tenho uma sensibilidade emocional, sou muito sensível, qualquer coisa eu choro pra krl kkkj (apenas uma curiosidade). É isso..
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2020.10.12 23:58 Sad-Jackfruit-40 Sobre o valor do dinheiro

Sobre o valor do dinheiro
https://preview.redd.it/4q9w22yrjqs51.jpg?width=1242&format=pjpg&auto=webp&s=5fab8fcc8e915681cec1490efd55c513b30d287d
Eu vi esses dias este post no Facebook de um amigo e, apesar de parecer ser uma coisa besta, as respostas me fizeram parar pra pensar um bom tempo sobre o valor que eu mesmo dou ao dinheiro.
Durante minha infância e adolescência meus pais viviam num descontrole financeiro total, o tempo todo no vermelho, fazendo empréstimos para pagar cheque especial, e empréstimos para pagar empréstimos, num ciclo infinito de problemas. Eventualmente eu e meus irmãos fomos ficando mais velhos e dando menos despesas, eles se organizaram, e quando eu estava no último ano da faculdade a vida deles estava de volta nos trilhos.
No entanto, o fato de eu ser o filho mais velho e ter assistido tudo que eles passaram afetou muito meu jeito de encarar as finanças. Desde cedo, sempre me organizei para guardar um pouco todo mês. Conforme os anos foram passando e minha renda aumentando, fui adequando meu estilo de vida e me sentia mais livre para gastar com lazer e supérfluos - só que no meio do caminho eu cheguei numa “barreira”. Em certo momento minha vida já estava boa o suficiente para mim, e eu não conseguia achar nenhum motivo para gastar mais.
Esta barreira não é algo que eu impus a mim mesmo ou que eu controle numa planilha excel. Simplesmente aconteceu naturalmente, e lendo este post do FB fez com que eu pensasse pela primeira vez nisso. A maioria dos comentários diz que guardaria um pouco mas acharia uma forma de gastar o resto, e realmente na minha vida pessoal eu estou cercado de pessoas que não importa quanto elas ganham, sempre acham uma forma de gastar tudo. Eu, no entanto, fiquei preso nessa mentalidade de que quanto mais eu tenho, menos disposto eu estou a gastar.
E não entendam isso como ser mão de vaca. Na verdade é quase o oposto, e é um paradoxo. Ter um bom valor investido me dá liberdade de tomar decisões sem ter que me preocupar ou fazer planejamentos, e isso distorceu totalmente minha relação com o dinheiro. Como, em geral, eu gasto muito menos do que ganho, para coisas mundanas o dinheiro simplesmente deixou de ter qualquer significado. Se num mês eu trocar de telefone, viajar para um hotel ou (principalmente agora na pandemia) gastar R$1500 de ifood, no final das contas é indiferente para mim. O meu problema está com gastos grandes o suficiente para afetar meu patrimônio.
Comprar um apartamento e reformá-lo para deixar do jeito que eu gostaria, por exemplo, ou comprar um carro mais bacana, são coisas que eu tenho vontade, mas quando coloco na balança simplesmente não consigo justificar. Pensar em pegar metade ou mais de tudo que juntei na vida inteira e gastar numa tacada só me dá a sensação de estar trocando minha liberdade financeira por algo que eu poderia viver sem. Se isso é bom ou ruim, ainda não decidi.
Enfim, acompanho bastante este reddit e fiquei com vontade de postar isso aqui e gostaria de saber o que os outros pensam sobre o assunto. Principalmente pelo foco aqui ser investimentos, acredito que muitos pensam igual a mim, mas certamente não é o normal.
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2020.10.11 06:38 MalalaBR Tenho uma família tóxica?

Oi, pessoal!
Essa é a minha primeira postagem no Reddit. Decidi criar um perfil depois de procurar por conselhos sobre minha situação no Google e achar uma ótima postagem nessa plataforma.
Enfim, quero desabafar e também quero conselho de quem possa me ajudar.
Eu estava escutando um podcast sobre relacionamentos tóxicos e fiquei refletindo: será que tenho familiares tóxicos?
Vou explicar pra vocês o que ando vivendo.
Estou namorando com um carinha faz mais de 2 anos, um amigo de infância. A gente chegou a terminar mas reatamos um ano depois. Foi um tempo bem difícil sem ele, pois nos damos bem em todos os aspectos.
O motivo do nosso término naquela época foi a minha família. Minha mãe simplesmente não aceita o relacionamento e fazia um inferno desde sempre. Na visão dela, o meu namorado não é o suficiente para mim.
Eu sou o orgulho da família: uma pessoa recém-formada em um curso "promissor" e esperando as coisas acalmarem (pandemia) para começar em um trabalho que tenho garantido. Mas mesmo assim, ela acha que vou "me perder" por conta desse namoro. Em parte eu entendo, pois ela casou cedo e engravidou muito nova (aos 16) e anos depois se divorciou. Mas eu não sou ela e não terei o mesmo destino: já tenho 22 anos, não penso em filhos e muito menos casar tão cedo (talvez seja um reflexo).
O meu namorado é vestibulando, pois se atrasou um pouco nos estudos por conta de questões familiares: ele não tinha apoio de ninguém. Eu entendo perfeitamente a situação em que ele está e enxergo todo o esforço dele para passar no curso dos sonhos. Tenho certeza de que ele conseguirá, pois estuda diariamente para isso.
Contudo, minha mãe não enxerga isso. Apenas vê uma parte dele: desempregado e vestibulando. Ela acha que ele é um vagabundo. Mas ele não é, pois ajuda o pai no trabalho sempre quando necessário e ganha alguns trocados.
Importante dizer que sou a mais velha dos filhos. E mais importante ainda dizer que o meu irmão mais novo jamais foi julgado como eu por estar com alguém que ama. E meu irmão não é bem um exemplo: não gosta de trabalhar, sempre teve um desempenho medíocre nos estudos e pede dinheiro a minha mãe sempre. Gosta de vida fácil. Já cheguei a pagar uma fatura do cartão de crédito dele porque ela me pediu. Já dá para entender que ela tem um favorito, né?
Esse desabafo vem depois de um episódio de uma piada de mal gosto e bem inconveniente: meu namorado estava aqui em casa (estou morando em uma cidade pequena com casos controlados da COVID) e eu me levantei para tomar um banho. Assim que saio do banheiro, meu irmão e minha mãe estão na sala de estar e começam a tirar onda da minha cara, perguntando de uma maneira jocosa se eu havia transado com ele (pois estávamos sozinhos por alguns instantes).
Eu não acreditei naquilo.
Respondi que não tinha dado liberdade a nenhum dos dois para me perguntar algo tão íntimo e sai da sala. Ao sair da sala, escuto minha mãe dizer que aquele assunto era de interesse dela. Rebati que não era, pois era pessoal. Ela respondeu dizendo que se algo acontecesse comigo, iria para as "costas dela". Ou seja, se eu engravidasse, ela quem iria ficar responsável por tudo.
Ledo engano. Eu faria de tudo, mas não pediria um centavo. Gosto da minha independência, estudei para isso. Só estou aqui, nesta cidade pequena onde ela mora, por conta da pandemia, mas logo mais voltarei para onde tenho um emprego na manga. E meu namorado com certeza não ficaria de braços cruzados, ele mesmo me disse que enxugaria gelo para sustentar um eventual filho.
Esse foi só um dos inúmeros episódios. Falar sobre todos daria um livro. Já fui chamada de tudo, menos de santa por manter e reatar esse relacionamento. Ela já passou duas semanas sem falar comigo por conta de uma briga que tivemos, e durante essa briga o meu aniversário passou em branco: não me desejou um simples parabéns. Enquanto isso, meu namorado fez de tudo para ser um dia especial, mas percebeu a minha tristeza naquele dia. Um verdadeiro inferno!
Desde que cheguei nessa cidade, para ficar com ela durante a pandemia, sofro com isso. Cada visita do meu namorado (que até evita vir aqui) é um sufoco.
Realmente não entendo esse comportamento. E não acho que sou uma adolescente que é cega pelo namorado, sei que sou nova, mas não tenho mais idade para ser tão boba. E não é a primeira vez: para ela, nenhum namorado meu era bom o suficiente.
Eu sinceramente acho que essa aparente preocupação da minha mãe vai bem além disso. Estou tentando levar ela ao psicólogo, mas ela se nega. Acho que ajudaria bastante para que ela enxergasse todos os comportamentos tóxicos não só comigo, mas com minha irmã mais nova (quem xinga e grita todo dia) e com o namorado dela também (que é feito de gato e sapato!). Ela realmente precisa de ajuda.
A minha utopia é de uma convivência pacífica: que meu namorado possa vir almoçar em família em um dia de domingo, participar de aniversários e churrascos, mas como falei, hoje isso é apenas uma utopia.
O que vocês me aconselham a fazer? A sinceridade é bem-vinda e agradeço a todos de bom coração!
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2020.10.11 02:50 euzinho_mesm0 O meu desabafo.

Buenas noches a todo. Vim retirar um pouco desse peso que carrego desde a infância. Talvez seja besteira, mas eu quero contar. Devo dizer também que só vi essa oportunidade depois de perceber que essa comunidade é bem receptiva.
Na quinta série eu finalmente tinha mudado de colégio, acontece que eu não imaginava que conseguir amigos seria difícil, na verdade eu sequer sabia que era tímido, estado acostumado a conversar sempre com o grupinho de crianças de meu antigo colégio. Naquela época eu tinha um forte ego pelo estudos e sinceramente, eu sequer estudava, eu apenas tirava boas notas pegando rápido o que aprendia na sala de aula. Bem, em 1 ano de ensino eu sofri bullying, também não falava com ninguém por ser tímido, desenvolvi uma forte miopia e fiquei anos sem falar para os meus pais já que a minha vontade de parecer um fardo já estava me consumindo e perdi a bolsa de estudo naquela escola. Chegando na outra escola as coisas foram um pouco menos piores, consegui ter alguém para falar ao menos, mas sempre me senti excluído da sala e ainda sofri um pouco de bullying. Isso persistiu até o ensino médio, onde de fato a minha vontade de fazer qualquer coisa era zero. Basicamente eu só tinha duas coisas para fazer ao dia: chegar na escola e voltar para casa e se entupir de vídeo-games. No ensino médio essa sensação mudou, eu senti como se não pudesse confiar em ninguém, como se ninguém mais fosse importante para mim, como todas as pessoas com quem eu convivia podiam desaparecer e eu provavelmente nem perceberia. Acredito que fiquei bastante tóxico até, onde desejar sofrimento para o outro me trouxesse um sentimento não de alegria, mas de êxtase, algo para eu não me sentir vazio. Fiz cursinho no ensino médio, passei numa facul pública" a qual eu não tinha nenhum interesse graças ao vazio, só entrei por entrar mesmo", sai da facul, fiquei 1 ano e meio dentro de casa enfurnado"isso mesmo, sem sequer precisar trabalhar, sem conversar com pessoas, há semanas em que eu acho que falo menos que 5 palavras"" e ainda hoje sinto esse vazio, essa falta de sentimentos que me consome. Uma das poucas vezes que eu tenho um sentimento é quando eu penso em alguma coisa que produz ódio e o êxtase volta.
Lendo um pouco alguns desabafos de pessoas contando suas histórias felizes me encheu com um pouco de felicidade genuina. Até que foi bom senti ela novamente. Fizeram meses, anos que eu não me senti assim. Rindo consigo mesmo de alguns besteirols. Apesar de eu ter me tornado um adulto sem o mínimo de interesse nas coisas e no meu próprio ser, a vida às vezes pode ser divertida. Acho que é isso. Só queria compartilhar mesmo.
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2020.10.10 19:10 pudimcaipira Mudar para o RJ

Minha mãe vai se aposentar em alguns anos e nós queremos vender tudo aqui e ir morar na região de Cabo Frio/Buzios/Arraial do Cabo. Nós moramos no interior de SP que é desenvolvido e todo mundo quer vir pra cá mas é muito quente, muito plano e sem belezas, só um monte de cana de açúcar, só tem shopping e parques. Eu e minha mãe somos pouco sociáveis, sem amigos, a família todos se odeiam e meu pai nos abandonou muitos anos atrás, a única amarra que tinha aqui era a vó que morreu ano passado e deixou um apartamento que somado ao nosso apartamento dá um dinheiro bem bom para comprar algo bem perto da praia, talvez até beira mar na região de Cabo Frio. Como ela vai estar aposentada muito bem no serviço público, na casa dos 5k, qualquer emprego de 2-3k que eu faça já dá uma renda bem confortável para nós, além de que só com o computador eu ganho um dinheirinho esporadicamente.
Eu andei pesquisando sobre diversos lugares para morar na praia, o nordeste e o ES parecem ótimos mas tem que ser um lugar que seja acessível a partir da nossa cidade em um dia de carro no máximo para não depender de avião se precisar voltar (Cabo Frio fica a menos de 8h de carro). Santos, Ubatuba, Angra são lugares ótimos mas que tem menos horas de sol anuais do que Londres (que fica na latitude 51!) além da muita muita chuva e umidade o ano inteiro que deixa o calor insuportável e escurece a pintura das casas em poucos meses. Cabo Frio é o lugar mais ensolarado e menos chuvoso em todo o litoral do sul e sudeste, além de ser o trecho mais bonito da nossa costa fora do nordeste, e tem infraestrutura. Todo mundo aqui odeia e quer fugir do RJ capital e eu inclusive não gostaria de morar lá mas a região dos lagos não é um inferno, muito pelo contrário. Só a segurança que é um problema mas nada impossível de lidar, principalmente perto da praia que é policiado e movimentado em Cabo Frio. Esse é o nosso sonho, daqui a alguns anos espero escrever de novo da sacada do meu apartamento na praia do forte!
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2020.10.10 14:16 TapperTotoro Os meses em que vivi na rua, toda a fome que passei e a bicicleta que mudou tudo para melhor.

Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 3/365
Uma espécie de diário aberto: Os meses
Olá ...
Hoje não devo escrever muito, e decidi partilhar uma prosa que escrevi nos meses que sobrevieram o meu divórcio (editado: escrevi mais do que achava que escreveria).
Para colocar em perspetiva: depois de sair da casa que era minha (comprada e que ficou para a minha ex-esposa e para os meus filhos) consegui alugar uma casa por alguns meses, mas não conseguia trabalhar por causa da profunda depressão, além de não receber respostas positivas por parte das empresas para onde mandava o meu curriculum e em poucos meses todas as minhas poupanças acabaram e acabei por ter de ir morar para a rua. Morar na rua implica passar fome - já passei noutros momentos da minha vida, pois durante grande parte da minha infância, o país em que nasci e vivi até antes de me ter mudado permanentemente para Portugal, viveu em guerra civil - felizmente Portugal é um país relativamente seguro, mas nada fácil principalmente para pessoas negras (acreditem, por mais inteligente e boas referências uma pessoa negra tenha aqui em Portugal, é muito difícil arranjar algum emprego que os próprios portugueses consideram "condigno", e todos os lugares em que trabalhei cá eram fora da minha formação - Estatística, Gestão, Informática e Administração, fora os conhecimentos de informática que tenho mas que infelizmente ainda não tenho um diploma para provar que tenho, mas em breve isso mudará. (lembra-se, estou a estudar e no final do próximo ano recebo um diploma de Desenvolvedor de Software).
Felizmente por causa do meu trabalho com as artes, conheço muita gente que apesar de não me poderem ajudar com a questão da casa, arranjavam-me algo para comer durante os meses em que vivi na rua e saí da cidade em que fui viver depois do divórcio, muita gente passou-me contactos que elas tinham e eu arranjei um emprego num bar (aos finais de semana e feriados de noite-madrugada) e com esse dinheiro eu conseguia comer e poupar para comprar uma bicicleta.
Porque uma bicicleta?
Simples: eu caminhava mais de 10 quilómetros todos os dias que voltava do trabalho no Bar, às 02:00 da madrugada. Nessa mesma altura em que comecei a trabalhar no bar, ia para um lugar em que tinha uma escola antiga que era usada como estúdio de ensaio para bandas e outras atividades culturais e recreativas, e lá ficava a preparar as minhas refeições e compor músicas (além de tratar da minha higiene). Felizmente, eu não preciso de dormir bastante ou consigo passar até uma semana sem dormir (literalmente) e também aproveitava o facto de que existia uma praia fluvial por perto para ir tirar uma soneca lá nos dias em que estava muito exausto. Infelizmente o dinheiro que ganhava no bar, mesmo com as gorjetas não servia para alugar sequer um quarto (mesmo tendo eu comida de graça no bar para jantar de noite e pequeno almoço de madrugada, e poupando algum dinheiro); então a bicicleta ajudar-me-ia e ajudou bastante a tanto poupar mais algum dinheiro que gastava com o autocarro para ir trabalhar, quanto poder me deslocar para mais entrevistas e futuros trabalhos.
Passado um mês depois de começar a trabalhar no bar, recebi uma resposta de uma das fábricas em que tinha mandado o meu curriculum e que ficava há mais ou menos 10 quilómetros do edifício em que tinha a sala de ensaio; depois de ir para a entrevista de dia, na tarde do dia seguinte eles ligaram-me a dizer que eu tinha ficado com o trabalho e que começaria já no dia seguinte (nota, faltavam alguns euros para poder comprar a bicicleta nesse dia e eu tinha de arranjar uma maneira de conciliar os dois trabalhos, pois um terminava às 02 da madrugada e o outro começava às 05:30 da madrugada, mas de forma rotativa - uma semana às 05:30, e outra às 13:30, e nas sextas feiras a hora em que saia de um era muito depois da hora em que eu tinha de entrar para o outro trabalho - bar e fábrica).
Essa incógnita dos dois trabalhos que não deram para conciliar. O que fiz?
Bem, uma coisa de cada vez. Primeiro, fui trabalhar para o bar numa quinta feira que era feriado e tinha de entrar para a fábrica na sexta feira, às 05:30, e como ainda não tinha a bicicleta, saí do bar e caminhei até à fábrica, estava super empolgado e feliz por ter um trabalho a tempo integral, e como sairia às 13:30, não havia nenhum problema em não ir para a praia fluvial tirar uma soneca. Nesse dia, lembro-me que não foi difícil aprender a trabalhar com as máquinas da fábrica (tenho essa facilidade aprendizado absurda); mas passei todo o turno de trabalho a pensar em como lidar com essa incógnita e cheguei à conclusão que somente ia trabalhar no bar (e não poderia trabalhar lá porque não tinha como mudar os meus horários de trabalho em ambos os lugares) até a conseguir comprar a bicicleta e calhar a sexta feira em que o meu horário de trabalho na fábrica terminava depois do início do meu horário de trabalho no bar (num terminava às 21:30 e noutro começava às 17:00).
Segundo, trabalhei nos dois lugares durante uma semana, falei com os meus empregadores e como não deu para mudar os horários, despedi-me do bar e fiquei a trabalhar somente na fábrica, e no meio disso tudo, comprei a bicicleta e todos os dias, de segunda à sexta, numa semana acordava às 03:45 da madrugada para pedalar por uma hora até ao trabalho e depois mais uma para voltar até ao estúdio às 13:30 e noutra entrava às 13:30 e às 21:30 pedalava eu até ao estúdio de ensaios para espairecer e criar alguma coisa artística e fazer a minha higiene pessoal, além da comida para o dia seguinte ...
A fome e a rua!
A fome: em menos de 4 meses eu saí dos meus 98 quilogramas de peso, para os 66 quilogramas. Isso para mim resume tudo, mas ainda assim consegui ter energias para caminhar e lembro-me de ficar pasmo que em menos de uma semana eu tinha caminhado mais de 100 quilómetros (gravei uma foto com isso e uso-a para lembrar-me sempre do quão forte sou capaz de ser nos momentos de maior adversidade. A fome nunca é só fome, é também propulsora de ansiedade, fragilidade psicológica além da física, desmotivadora . . . mas venci a fome com toda as forças que reuni quando decidi voltar a viver e lembro-me muito bem que sempre que eu ia trabalhar para o bar, e sorria, não era um sorriso para esconder as dores no estômago ou todo o caos da minha vida nos últimos meses, mas sim um sorriso cheio de esperança e motivação, pois como já disse, pelo que parece, sou muito bom a começar do zero e a além de sobreviver, viver. A rua ofereceu-me muito mais do que eu podia imaginar, não no quesito segurança contra todos os elementos da sociedade e natureza, mas na paz que mesmo lá, no fundo do poço do conceito da sociedade materialista, encontrei e que me ajudou a ter mais forças para superar tudo ...
Enfim, sempre que me referir ao mês de junho de 2019, será para falar do mês em que recomecei realmente a minha vida depois do divórcio e de superar a depressão, a fome e o viver na rua, pois nesse mês eu consegui um trabalho a tempo inteiro, comprei uma bicicleta, conheci a minha atual namorara (uma mulher incrível que muito amo) e voltei a viver entre as quatro paredes em que me encontro hoje. Cá fica um dos textos literários que escrevi num dos meses em que morei na rua e perdia de forma assustadora a minha massa corporal:

GRÃOS, LEGUMINOSAS, TUBÉRCULOS E FUNGOS
É assim que se destrói o homem, em atenção, não! Não apenas o ser portador do mastro sexual, mas o animal de espécie humana. O fumo varre o meu olhar entre a realidade num lado, e a minha mente do outro, o vidro duplo no meio, física transparente da janela; da direita para a esquerda, embriagado pelo vento, enquanto se dissipa o tempo. Mas não! É assim que desaparece a minha vida. Enquanto como arroz, ao acordar, mas somente depois de passadas seis horas. Até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da alface, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura, depois de se terem acabado as regalias de poder escolher comer tudo exceto carne.
Conto cada moeda e frequências que me restam. A dissolução do acordo fraternal, previsível e instável, levou tudo, depois de seis anos a negar o evitável; anos que se prenderam à todas as decisões tomadas, desde o momento em que os meus pais, acidentalmente, deram vida ao humano que me tornei, até milhares de dias atrás, minutos que antecederam a rutura. Mas não! Não é assim que se destrói, põe-se fim ao marco de toda uma tentativa de encontrar a felicidade e a paz, nos braços de quem só me teve por posse, como se de um escravo se tratasse a minha existência, tal como foram enjaulados os meus antepassados mais próximos, acorrentados e separados do que lhes era posse por direito de nascença, alguns dias antes do meu nascimento.
Ao olhar para o fumo que se dissipou por completo, vejo as arvores que ao de longe são menores do que o meu medo, mas ao de perto, são tão altas quanto ou mais do que a minha alma que clamou por ajuda, à minha mãe, se é que ainda a posso chamar mãe; à minha irmã, não tão adorada desde sempre; ao meu irmão, em quem me espelho inversamente; aos agiotas, que nunca soube onde encontrar; aos ladrões que guardaram o meu dinheiro todo, durante a vida que perdi; aos traficantes, de tudo e menos alguma coisa; aos assassinos, de sonhos e modos; aos meus amigos, envenenados pela mulher que me desposou outrora; aos que ajudei um dia, a troco de nada; e ainda assim, nem mesmo por não merecer um pingo de empatia, ainda assim, ninguém me estendeu a mão, exceto?
Exceto a única pessoa que em meio tempo passou a ver quem sou, e descobri que sempre foi tudo; o que se esconde por baixo da máscara, quem se esconde por baixo do olhar e dos sorrisos, muitas vezes falso, muitas vezes desnecessário, mesmo não podendo dar mais do que o último centavo que lhe resta, permaneceu aqui, ao lado, a segurar-me pela mão e pelo olhar, numa tentativa de reanimar o homem, mas não o que carrega entre as pernas a corda reprodutiva, e sim o humano que nunca deixou, e se nega a deixar de ser uma criança, a mesma que chora sempre que se lembra de todas as vezes em que quase morreu, e que também morreu um dia, mas voltou por ter encontrado a resposta para a continuidade da vida, a criança que tem, com o passar de cada ano, menos dias para chorar, enquanto se prepara para ser o motivo do choro de, talvez, menos pessoas do que consegue contar, com quatro dos seus cinco dedos da mão esquerda.
É assim que se destrói um homem. Enquanto como arroz, antes de me deitar e desejar acordar noutra manhã, até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da erva, a não psicoativa, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura. Porque quem jurou amar-me abandonou-me quando tudo ficou extremamente difícil e necessário. E todos os que me amam, ainda, os mesmos que deduzo que não sabem o que é amar, estão longe agora que estou mais perto da transcendência. E apesar de me ter afastado propositadamente, para desperdiçar comigo mesmo alguns poucos anos da minha vida, ainda assim, me sinto indigno de pena, dissociado de tudo o que é meu, não por direito de nascença, mas por direito de divindade, de criação, de clonagem da minha acidez desoxirribonucleica, e dos meus glóbulos falciformes, alimentados pelos açucares naturais do pouco que me resta para comer, e pela gordura, e músculos do meu sempre magro corpo.
E assim se mutila e assassina o homem, fazendo-o comer-se a si mesmo, do tutano dos ossos para fora, até que inclusive os sonhos se tornem o único alimento imaginável que lhe resta para adormecido energizar a vida.
Reinicia.
Com amor;
Aladino.
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2020.10.10 00:31 Mr_Libertarian A fraude chamada ‘estado’

Por: Hans-Hermann Hoppe
Murray Rothbard certa vez descreveu o estado como uma gangue de ladrões em larga escala. E se você observar bem verá que há um vasto esforço de propaganda feito pelo estado e por aqueles em sua folha de pagamento — ou por aqueles que gostariam de estar em sua folha de pagamento — para nos convencer de que é perfeitamente legítimo que uma organização essencialmente parasítica viva à nossa custa mantendo um alto padrão de vida, que ela nos mate (com sua polícia despreparada), que ela nos roube com seus impostos, que ela nos convoque compulsoriamente para o serviço militar e que ela controle totalmente nosso modo de vida.
A motivação fundamental daqueles que defendem o estado é saber que, uma vez na máquina pública, eles terão acesso a gordos salários, empregos estáveis e uma aposentadoria integral. Aqueles que estão fora do serviço público defendem o estado por saber que ele lhes dará vantagens em qualquer barganha sindical. Além desses cidadãos, há também empresários que defendem o estado. Estes estão pensando em subsídios e garantias governamentais, em contratos polpudos para obras públicas, em protecionismo, em regulações que afastem a concorrência, e no uso geral do governo para alimentar seus amigos e enfraquecer seus concorrentes. O estado, para eles, é garantia de riqueza.
Em todo e qualquer lugar, o estado sempre se resume a ganhar à custa de outros. Não houve qualquer avanço nessa realidade. Podemos mudar as definições e alegar que, porque votamos, estamos nos governando a nós mesmos. Mas isso não altera a essência do problema moral do estado: tudo que ele tem, ele adquire através do roubo. Nem um centavo do seu orçamento bilionário (trilionário, no caso dos EUA) é adquirido em trocas voluntárias.
Governos dilatados dividem a sociedade em duas castas: aqueles que dão compulsoriamente seu dinheiro para o estado e aqueles que ganham dinheiro do estado. Para manter o sistema funcionando, aqueles que dão têm de ser numericamente muito superiores àqueles que recebem. Foi assim nos primórdios do estado-nação e ainda o é atualmente. A existência de eleições não altera em nada a essência dessa operação.
Nos EUA, quando lemos os documentos escritos pelos pais fundadores, notamos uma grande preocupação em relação a facções. Por facções, os fundadores se referiam a grupos de pessoas em guerra entre si para decidir quem iria ter controle sobre o bolso da população. A solução para esse problema não foi abolir diferenças de opinião, mas, sim, manter o governo em um tamanho mínimo, de forma que as vantagens de se ganhar o poder fossem pequenas. Você limita o poder de uma facção limitando o tamanho do governo. Todos os mecanismos criados pelos pais fundadores — a separação de poderes, o colégio eleitoral, a Declaração de Direitos — foram instituídos como meios de se atingir esse objetivo.
Mas como foi que toda a distorção ocorreu? Como foi que os seres humanos permitiram que o estado atual existisse? Como passamos a permitir que ele nos governe dessa maneira despótica? E por que há alguns que o amam e até mesmo se inclinam perante ele, tomados por um sentimento quase religioso em relação a ele? Bem, se você pensar no argumento central a favor do estado verá que é muito fácil perceber um erro fundamental na sua concepção; e verá que é realmente um milagre que o estado tenha surgido. O argumento a favor da existência do estado é simplesmente este: há escassez de recursos no mundo, e por causa dessa escassez há a possibilidades de conflitos entre diferentes grupos de pessoas. O que fazer com esses conflitos que podem surgir? Como garantir a paz entre as pessoas?
A proposta feita por estatistas, desde Thomas Hobbes até o presente, é a que segue: como há conflitos constantes ocorrendo, os contratos feitos entre vários indivíduos não serão suficientes. Por isso, precisamos de um tomador de decisão supremo que seja capaz de decidir quem está certo e quem está errado em cada caso de conflito. E esse tomador de decisão supremo em um dado território, essa instituição que tem o monopólio da decisão em um dado território, é definido como sendo o estado.
A falácia dessa argumentação se torna aparente quando você percebe que, se existe uma instituição que tenha o monopólio da tomada suprema de decisões para todos os casos de conflito, então consequentemente essa instituição também vai definir quem está certo e quem está errado em casos de conflito nos quais essa mesma instituição esteja envolvida. Ou seja, ela não é apenas uma instituição que decide quem está certo ou errado em conflitos que eu tenha com terceiros, mas ela também é a instituição que vai decidir quem está certo ou errado em casos em que ela própria está envolvida em conflitos com outros.
Uma vez que você percebe isso, então se torna imediatamente claro que tal instituição pode por si mesma provocar conflitos para, então, decidir a seu favor quem está certo e quem está errado. Isso pode ser exemplificado particularmente por instituições como o Supremo Tribunal Federal. Se um indivíduo tiver algum conflito com uma entidade governamental, o tomador supremo da decisão — aquele que vai decidir se quem está certo é o estado ou o indivíduo — será o Supremo Tribunal, que nada mais é do que o núcleo da mesma instituição com a qual esse indivíduo está em conflito. Assim, é claro, será fácil prever qual será o resultado da arbitração desse conflito: o estado está certo e o indivíduo que o acusa está errado.
Essa é a receita para se aumentar continuamente o poder dessa instituição: provocar conflitos para, então, decidir a favor de si mesma, e depois dizer ao povo que reclama do estado o quanto eles devem pagar por esses julgamentos feitos pelo próprio estado. É fácil, então, perceber a falácia fundamental presente na construção de uma instituição como o estado.
E como temos visto uma aparentemente irrefreável expansão do poder do estado em absolutamente todos os países do mundo, é válido perguntar: há alguma esperança? O estado é de fato uma instituição tão poderosa contra a qual nada pode ser feito? Há alguma maneira de se opor a ele?
A primeira coisa a ser feita para se opor ao estado deve ser, é claro, compreender a sua natureza íntima. Por exemplo, é curioso que economistas, em todas as outras áreas da economia, se oponham a monopólios e sejam a favor da concorrência. (Eles se opõem a monopólios porque, do ponto de vista do consumidor, monopolistas são instituições que produzem a custos mais altos do que o custo mínimo e entregam um produto mais caro e cuja qualidade é menor do que seria em um ambiente concorrencial. Eles consideram a concorrência como algo bom para o consumidor porque empresas concorrentes estão constantemente se esforçando para diminuir seus custos de produção para poder passar esses custos mais baixos em forma de preços menores aos consumidores e, assim, superarem suas concorrentes. Além, é claro, de terem de produzir produtos com a maior qualidade possível sob estas circunstâncias). Entretanto, quando se trata da questão mais importante para a vida a humana — a saber, a proteção da vida e da propriedade — quase todos os economistas são a favor de haver um monopolista fornecendo esses serviços. Eles parecem imaginar que o argumento da concorrência não mais é válido. Eles parecem não entender que um monopólio desses serviços vai requerer gastos muito maiores e, da mesma maneira, a qualidade do produto — nesse caso lei, ordem e justiça — será menor.
Portanto, para iniciar qualquer tipo de recuo do estado temos de compreender claramente sua natureza íntima de monopolista e discernir os efeitos negativos que monopólios têm sobre todos os estratos da vida, particularmente na área da lei e da ordem. O que podemos desejar, na melhor das hipóteses — caso não consigamos abolir o estado —, é que o número de estados concorrenciais seja grande o suficiente. Um grande número de estados não permite que cada estado em particular aumente facilmente os impostos e as regulamentações porque as pessoas iriam, nesse caso, “votar com seus pés”, isto é, iriam mudar de estados (mudar de país). A situação mais perigosa concebível é aquela em que um governo mundial iria impor os mesmos impostos e as mesmas regulamentações em uma escala mundial, acabando com todos os incentivos para que as pessoas se mudem de um país para outro, pois a estrutura dos impostos e das regulamentações seria a mesma em todos os lugares.
Por outro lado, imagine uma situação em que houvesse dezenas de milhares de Suíças, Liechtensteins, Mônacos, Hong Kongs e Cingapuras. Nesse caso, ainda que cada estado quisesse aumentar impostos e regulamentações, eles simplesmente não lograriam êxito porque haveria repercussões imediatas — ou seja, as pessoas iriam se mudar das localizações menos favoráveis para aquelas mais favoráveis.
Quando pensamos em pensadores como Étienne de La Boétie, Hume, Mises, Rothbard etc., vemos que todos eles diziam que, por mais inexpugnável que o estado pareça, com todos os seus exércitos, com seu vasto número de empregados e com seu vasto aparelho de propaganda, ele na verdade é vulnerável porque, sendo o estado uma minoria que vive parasiticamente à custa de uma maioria, ele depende do consentimento do governado. Mesmo os estados mais poderosos — como, por exemplo, aqueles que vimos na URSS, no Irã sob o xá, e na Índia sob domínio britânico — podem se esfacelar. E essa ainda é uma esperança.
Novamente, a idéia é a seguinte: o presidente pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser aceita e executada por um general; o general pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser executada pelo tenente; o tenente pode dar a ordem, mas a ordem tem de ser executada em última instância pelos soldados, que são aqueles que terão de atirar. E se eles não atirarem, então tudo aquilo que o presidente — ou o supremo comandante — ordena passa a não ter qualquer efeito. Assim, o estado somente pode efetuar suas políticas se as pessoas lhe derem seu consentimento voluntário. Elas podem não concordar com tudo que o estado faça e/ou ordene que outros façam, mas, enquanto elas colaborarem, serão obviamente da opinião de que o estado é uma instituição necessária, e os pequenos erros que esta instituição cometa são apenas o preço necessário a ser pago para se manter a excelência do que quer que ela produza. Quando essa ilusão desaparecer, quando as pessoas entenderem que o estado nada mais é do que uma instituição parasítica, quando elas não mais obedecerem às ordens emitidas por essa instituição, todos os poderes estatais, mesmo o do mais poderoso déspota, desaparecerão imediatamente.
Mas para que isso seja possível, primeiro é necessário que as pessoas desenvolvam aquilo que podemos chamar de ‘consciência de classe’, não no sentido marxista — que diz que há um conflito entre patrões e empregados —, mas no sentido de um conflito de classes que opõe, de um lado, os regentes estatais, ou a classe dominante, e do outro lado, aqueles que estão sob o domínio do estado. Portanto, o estado tem de ser visto como um explorador, uma instituição parasítica. Só quando tivermos desenvolvido uma consciência de classe desse tipo é que haverá a esperança de que o estado, justamente por causa da difusão geral desse conceito, possa entrar em colapso.
Finalmente, o ponto de vista de Hobbes é interessante. Uma das coisas que mais ameaça o estado é o humor e a risada. O estado presume que você deve respeitá-lo, que você deve levá-lo muito a sério. Hobbes dizia que era algo muito perigoso o fato de as pessoas rirem do governo. Portanto, tente sempre seguir a seguinte regra: ria e zombe do governo o máximo possível.
A fraude chamada ‘estado’
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2020.10.10 00:19 Westa1995 Marcelo Rebelo de Sousa é Satânico - desafio qualquer um a mudar a minha opinião.

Boa noite meus caros.
Antes de mais, sim estou são e de excelente saúde, e espero que voçês estejam também. Estou a lançar este fio para efeitos de debate. Percebo que é uma suposição extravagante que coloquei no titulo mas garanto que é completamente honesta. Como sei que poucos a levarão a sério, escrevi bastante de modo a justificar o meu pensamento, mas sem esticar isto de modo a que ninguem leia. Posso tentar colocar links mais tarde, mas já fica tarde e acredito ter indicado bem o que é opinião e o que é facto ter indicado de modo a ser fácil de pesquisar portanto por agora é isto.

Primeiro para nos situarmos:

Acredito que política a sério é feita atrás de portas fechadas. Aquilo que é feito público pelos medias é pouco mais que teatro.
Não só em Portugal mas a um nível mundial, o clima geopolitico é completamente diferente daquilo que nos é vendido. É uma hierarquia composta por lideres políticos de vários paises na qual cada um tenta agradar mais a elite das elites que está no absoluto topo, através de tributos, submição e demonstrações de competências ditatoriais e de manipulação do público.
Todos os que estão dentro deste grupo têm como requesito serem fáceis de controlar e terem absoluta lealdade aos seus superiores, seguindo todas as ordens de modo diligente e sem consciência dos danos que causam à Humanidade.

De onde vem este ponto de vista:

Já uns anos atrás, vi uma entrevista de um senhor chamado Ronald Bernard, um investidor que subiu muito na pirâmide hierarquica e eventualmente foi convidado para um ritual satânico. De acordo com ele, o nome do jogo nessas posições altas é "chantagem". É preciso ser fácil de controlar de modo a poder entrar no grupo que constitui o topo da pirâmide económica.
Isto é consitente com o que outras pessoas disseram, como Isaac Kappy que denunciou celebridades como o Stephen Colbert e o Spielberg como sendo pedófilos uns meses antes de se "suicidar". É tambem consistente com personagens como o Jeffrey Epstein, tendo ele uma operação de tráfico Humano onde gente de perfil importante no mundo ia à ilha dele violar ou matar, ou qualquer outra coisa, a crianças. Operação a qual tambem só seria possível por gente com muito dinheiro, entre montar a ilha, os aviões necessários para transportar tudo isto, sobronar autoridades os custo já mais seriam possíveis de cobrir por alguem menos que gente como esta.
Devido a isto, é me indiferente se Trump ou Biden ganha, pois acredito solenemente que ambos respondem ao mesmo senhores. E a eleição de um ou de outro apenas iria acelarar ou desacelarar as intenções com as quais quem está a puxar os fios irá executar seja lá o que têm planeado. Hillary não foi presa, muralha com o México ainda não terminada não passa de uma vedação fácil de serrar e que já estava a ser construida no tempo do Obama, censura online só tem vindo a piorar, Julian Assange não foi perdoado, retirou dinheiro da OMS mas dou-o à Johnson&Johnson que por si doam à OMS, disse numa reunião para retirar as armas aos Americanos "sem processo devido" e que conveninete foi Trump ter apanhado o tal virus uns 33 dias antes da eleição. Biden tambem óbviamente não é capaz para a posição caso fosse uma posição verdadeira. Mas como disse, única diferença real seria a confiança com a qual a agenda seria executada. Trump? Ainda vai haver resistência, melhor esperar até 2025 ou assim. Biden? Já cairam todos na nossa teia, em frente com a nova USSR.
Estico isto até celebridades e outro multimilionários, dando exemplo de Elon Musk a fazer-se de polícia bom e Bill Gates de polícia mau. Todos a fingir oposição à frente das cameras mas perseguindo a mesma agenda, lentamente mas sem parar, na realidade.
Quem são esses tais que digo estão a puxar os fios? Especulo que sejam banqueiros, nomeadamente das familias Rothchild e Rockfeller e outros que desconheço ainda mais do que estas de que já sei pouco. Alegadamente são os donos de qualquer banco central no planeta, tanto da Reserva Federal nos EUA (a qual não pertence ao governo apesar do nome "Federal") como o banco central no Japão, tanto como o de Espanha, tanto como o de Portugal.

Pequena pausa

Percebo que estou a fazer grandes saltos em lógica em vários pontos pois é muita informação a qual não consigo colocar toda aqui. No entanto, acredito que esta perspectiva explique muitas das incosistencias e hipocrisias de gente em cargos de poder altos que tipicamente desculpamos como mêra estupidez.
Para quem está a ser exposto a estas ideias pela primeira vez, eu demorei anos até chegar a este ponto. Não foi algo súbito que decidi de um dia para o outro, é observação de várias situações e debates ao longo de pelo menos meia decada. Estejam à vontade para não acreditar hoje e me chamar maluco. É natural, tambem rejeitei sequer pensar nisto durante muito tempo por medo do efeito que contemplar isto teria em mim pessoalmente. Se me quiserem agora chamar cobarde, tambem aceito.
Mas por favor, leiam e invistiguem o que eu escrevi. Testem isto. Tentem prever ou explicar o que politicos, celebridades ou outros orgãos de poder vão dizer ou fazer ou disseram e fizeram com isto em mente e vão ver que encaixa mais vezes do que tem direito de encaixar. Óbviamente tambem aconselho a não se deixarem obsecar com isto, nem tudo é branco ou preto e conscientemente relacionado com isto. Portanto, como tudo na vida, é ter moderação.

Chegando agora ao ponto que quero fazer sobre Marcelo:

Que lógica teve proibir deslocações entre concelhos na Páscoa, e permitir de imediato a realização do 1º de Maio?
E esta é a pergunta fundamental que quero abordar. Já pensava em muito disto antes deste ano, e infelizmente previ que haveria uma tentativa de sabotar a Páscoa. "Se o Marcelo cancelar a Páscoa ele é parte deste grupo de satânicos" foi o que eu pensei uns meses atrás. O que de certa forma ocorreu, ao utilizar força policial para impedir deslocações entre concelhos. E continuando até hoje ao anunciar já uma iniciativa de sabotar tambem o Natal, dizendo que este terá de ser "repensado". Novamente- Porquê?
Dizer que foi para impedir o virus não faz sentido. Eu deslocar-me sozinho no meu carro ou mota na Páscoa para ir ver familia, num ambiente controlado em que todos nós nos conheçemos não espalharia o virus como encher autocarros de gente aleatória de vários pontos do pais para ir celebrar o 1º de Maio. Não deveriam ambas terem sido canceladas? Ou se apenas uma, não faria mais sentido o 1º de Maio?
Será porque pelo 1º de Maio já tinhamos informação sufeciente para concluir que o virus não é uma ameaça? Nesse caso porque continuamos em confinamento? E mais, porque está Marcelo agora a alastrá-lo para obrigar máscaras ao ar livre?
Paises como a Suécia que não confinaram nem forçaram máscaras já não têm mortes de covid. E noto que estou a falar de "mortes" e não de "casos".
Vários médicos e virulogistas já arriscaram a profissão para rejeitar a eficácia destas medidas, e se ainda acreditam em fontes "oficiais" - a própria CDC já publicou taxas de mortalidade para o covid de 0.002% para pessoas com mais de 70 anos. Para referência - gripe tem uma taxa de 0.1%.
Em vez de as acentuar, não deveriamos estar a levantar restrições agora que temos estes dados e exemplos?
Apartir da narrativa que é vendida - do presidente bacolas de Portugal que toda a gente adora e ignora a constituição para efeitos de "segurança". Lamento, mas genuinamente não consigo arranjar consistência na lógica entre estas medidas de proibir celebrações isoladas Cristãs e não festivais com factores ideais para o virus se espalhar
Nem de continuar, quanto mais alastrar, com as medidas após já termos "alisado a curva" coisa que tinha sido anunciada ser feita em poucas semanas e já vai em vários meses.
No entanto, peço que abram a mente por uns poucos minutos e apenas entretanham esta perspectiva:
Se Marcelo fizer parte de um grupo satanico que não serve os interesse dos Portuguese, então subitamente estas medidas são completamente lógicas e consistentes.
Claro que ele, sendo satânico e desprezando Cristianismo, iria sabotar celebrações Cristãs e humilhá-los ao permitir outras de modo claramente hipócrito.
Tal como Hitler, odiando Judeus, impediu as celebrações deles. Marcelo, sendo lider de um pais e portanto pertencendo ao mesmo grupo que outras figuras politicas relevates e o qual tem como requesito de entrada rituais satânicos, odeia Cristãos. E dou o exemplo da Hillary e o Obama chamarem Cristãos "veneradores de Páscoa" quando houveram atentados terroristas a uma igreja em Sri Lanka uns tempos atrás. Há vários outros exemplos melhores se começarmos a falar de medidas políticas, mas estou a apresentar este pois queria ilustrar isto a um nível mais pessoal possível. Nem num tweet teatral conseguiram esconder o ódio que têm a Cristãos, e é com este tipo de gente que Marcelo anda quando sai da praia e as cameras estão desligadas.
E é este desafio que estou a lançar - Que outra perspectiva, senão esta, traz lógica a todas as medidas de Marcelo?
Sem levantar os ombros e dizer "é palerma". Porque eu já não consigo imaginar mais nada.
Tambem podemos usar isto para racionalizar suspeito do caso de pedófilia da Casa Pia, um senhor Ferro Rodrigues, ainda ter presença como presidente de assemblei. E muitos outros casos, nos quais o Marcelo ficou indiferente ao sofrimento dos Portugueses, como em Pedrogão, ou foi cúmplice da corrupção, como recentemente ao deixar passar a expropriação de propriedade privada por membros de governo ou o Costa poder despedir juizes por telefone.
Mas eu quero manter isto simples para evitar variáveis. Portanto vamos deixar-mo nos com a hipócrisia de que celebrações podem ou não ser restritas.

Extra:

Isto que escrevi até agora foi o meu foco principal, mas já que estou aqui aproveito só para acrescentar um pouco mais de especulação.
Assumindo estar certo, não sei quão alto o Marcelo, Costa, vários outros ministros e Rui Rio estão nessa pirâmide. Não muito imagino, pois não aparentavam saber acerca do plano do covid no ínico. Com o Marcelo refugiando-se como o cobarde que é, e deixando a DGS falar verdades de que "o virus não é perigoso" e de que "máscaras não funcionam" durante uns meses.
Parece que não foram informados pelos seus amigos e chegaram tarde à festa, mas eventualmente lá lhes disseram e começaram então as medidas dictatoriais.
E mais, acredito que estão a tentar subir na posição que têm na pirâmide. Fazendo doações ou tributos à China, que certamente está mais alta que eles neste esquema, com a desculpa dos ventiladores, os quais nunca apareceram - pois não foi uma "compra". E tentando subira tambem, mostrando-se ditadores competentes tais como o Whinnie Poo Chinês ao conseguirem subjugar Portugal com máscaras permanentes, mais empobrecimento, controlo de todos os orgãos de poder, fraude eleitoral e destruição do Cristianismo.

Conclusão:

Se tiveram o incómodo de ler isto tudo, agradeço. Se me conseguirem fazer mudar de ideias, agradeço ainda mais.
Se for apenas para chamar nomes de que sou conspiracionista e afins, bom, compreendo e lamento. Compreedo pois tambem já estive desse lado naive. E lamento pois ser chamado conspiracionista ou paranóico já perdeu muito do efeito quando temos reporters da TVI a escrutinar o Trump descer umas escadas ou gente a conduzir sozinha com máscara, viseiras e luvas.
Este sub tem sido bastante amigável à liberdade de expressão, portanto apenas peço não ser censurado. Nem que nenhuma das resposta que me dêem sejam, independentemente do quão perceptivamente construtivas ou não.
Já estou farto de escrever por agora e haverei de demorar tempo a responder, mas vou tentar o mais possível durante o fim de semana.
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2020.10.09 20:51 Mr_Libertarian A fraude chamada ‘estado’

Por: Hans-Hermann Hoppe
Murray Rothbard certa vez descreveu o estado como uma gangue de ladrões em larga escala. E se você observar bem verá que há um vasto esforço de propaganda feito pelo estado e por aqueles em sua folha de pagamento — ou por aqueles que gostariam de estar em sua folha de pagamento — para nos convencer de que é perfeitamente legítimo que uma organização essencialmente parasítica viva à nossa custa mantendo um alto padrão de vida, que ela nos mate (com sua polícia despreparada), que ela nos roube com seus impostos, que ela nos convoque compulsoriamente para o serviço militar e que ela controle totalmente nosso modo de vida.
A motivação fundamental daqueles que defendem o estado é saber que, uma vez na máquina pública, eles terão acesso a gordos salários, empregos estáveis e uma aposentadoria integral. Aqueles que estão fora do serviço público defendem o estado por saber que ele lhes dará vantagens em qualquer barganha sindical. Além desses cidadãos, há também empresários que defendem o estado. Estes estão pensando em subsídios e garantias governamentais, em contratos polpudos para obras públicas, em protecionismo, em regulações que afastem a concorrência, e no uso geral do governo para alimentar seus amigos e enfraquecer seus concorrentes. O estado, para eles, é garantia de riqueza.
Em todo e qualquer lugar, o estado sempre se resume a ganhar à custa de outros. Não houve qualquer avanço nessa realidade. Podemos mudar as definições e alegar que, porque votamos, estamos nos governando a nós mesmos. Mas isso não altera a essência do problema moral do estado: tudo que ele tem, ele adquire através do roubo. Nem um centavo do seu orçamento bilionário (trilionário, no caso dos EUA) é adquirido em trocas voluntárias.
Governos dilatados dividem a sociedade em duas castas: aqueles que dão compulsoriamente seu dinheiro para o estado e aqueles que ganham dinheiro do estado. Para manter o sistema funcionando, aqueles que dão têm de ser numericamente muito superiores àqueles que recebem. Foi assim nos primórdios do estado-nação e ainda o é atualmente. A existência de eleições não altera em nada a essência dessa operação.
Nos EUA, quando lemos os documentos escritos pelos pais fundadores, notamos uma grande preocupação em relação a facções. Por facções, os fundadores se referiam a grupos de pessoas em guerra entre si para decidir quem iria ter controle sobre o bolso da população. A solução para esse problema não foi abolir diferenças de opinião, mas, sim, manter o governo em um tamanho mínimo, de forma que as vantagens de se ganhar o poder fossem pequenas. Você limita o poder de uma facção limitando o tamanho do governo. Todos os mecanismos criados pelos pais fundadores — a separação de poderes, o colégio eleitoral, a Declaração de Direitos — foram instituídos como meios de se atingir esse objetivo.
Mas como foi que toda a distorção ocorreu? Como foi que os seres humanos permitiram que o estado atual existisse? Como passamos a permitir que ele nos governe dessa maneira despótica? E por que há alguns que o amam e até mesmo se inclinam perante ele, tomados por um sentimento quase religioso em relação a ele? Bem, se você pensar no argumento central a favor do estado verá que é muito fácil perceber um erro fundamental na sua concepção; e verá que é realmente um milagre que o estado tenha surgido. O argumento a favor da existência do estado é simplesmente este: há escassez de recursos no mundo, e por causa dessa escassez há a possibilidades de conflitos entre diferentes grupos de pessoas. O que fazer com esses conflitos que podem surgir? Como garantir a paz entre as pessoas?
A proposta feita por estatistas, desde Thomas Hobbes até o presente, é a que segue: como há conflitos constantes ocorrendo, os contratos feitos entre vários indivíduos não serão suficientes. Por isso, precisamos de um tomador de decisão supremo que seja capaz de decidir quem está certo e quem está errado em cada caso de conflito. E esse tomador de decisão supremo em um dado território, essa instituição que tem o monopólio da decisão em um dado território, é definido como sendo o estado.
A falácia dessa argumentação se torna aparente quando você percebe que, se existe uma instituição que tenha o monopólio da tomada suprema de decisões para todos os casos de conflito, então consequentemente essa instituição também vai definir quem está certo e quem está errado em casos de conflito nos quais essa mesma instituição esteja envolvida. Ou seja, ela não é apenas uma instituição que decide quem está certo ou errado em conflitos que eu tenha com terceiros, mas ela também é a instituição que vai decidir quem está certo ou errado em casos em que ela própria está envolvida em conflitos com outros.
Uma vez que você percebe isso, então se torna imediatamente claro que tal instituição pode por si mesma provocar conflitos para, então, decidir a seu favor quem está certo e quem está errado. Isso pode ser exemplificado particularmente por instituições como o Supremo Tribunal Federal. Se um indivíduo tiver algum conflito com uma entidade governamental, o tomador supremo da decisão — aquele que vai decidir se quem está certo é o estado ou o indivíduo — será o Supremo Tribunal, que nada mais é do que o núcleo da mesma instituição com a qual esse indivíduo está em conflito. Assim, é claro, será fácil prever qual será o resultado da arbitração desse conflito: o estado está certo e o indivíduo que o acusa está errado.
Essa é a receita para se aumentar continuamente o poder dessa instituição: provocar conflitos para, então, decidir a favor de si mesma, e depois dizer ao povo que reclama do estado o quanto eles devem pagar por esses julgamentos feitos pelo próprio estado. É fácil, então, perceber a falácia fundamental presente na construção de uma instituição como o estado.
E como temos visto uma aparentemente irrefreável expansão do poder do estado em absolutamente todos os países do mundo, é válido perguntar: há alguma esperança? O estado é de fato uma instituição tão poderosa contra a qual nada pode ser feito? Há alguma maneira de se opor a ele?
A primeira coisa a ser feita para se opor ao estado deve ser, é claro, compreender a sua natureza íntima. Por exemplo, é curioso que economistas, em todas as outras áreas da economia, se oponham a monopólios e sejam a favor da concorrência. (Eles se opõem a monopólios porque, do ponto de vista do consumidor, monopolistas são instituições que produzem a custos mais altos do que o custo mínimo e entregam um produto mais caro e cuja qualidade é menor do que seria em um ambiente concorrencial. Eles consideram a concorrência como algo bom para o consumidor porque empresas concorrentes estão constantemente se esforçando para diminuir seus custos de produção para poder passar esses custos mais baixos em forma de preços menores aos consumidores e, assim, superarem suas concorrentes. Além, é claro, de terem de produzir produtos com a maior qualidade possível sob estas circunstâncias). Entretanto, quando se trata da questão mais importante para a vida a humana — a saber, a proteção da vida e da propriedade — quase todos os economistas são a favor de haver um monopolista fornecendo esses serviços. Eles parecem imaginar que o argumento da concorrência não mais é válido. Eles parecem não entender que um monopólio desses serviços vai requerer gastos muito maiores e, da mesma maneira, a qualidade do produto — nesse caso lei, ordem e justiça — será menor.
Portanto, para iniciar qualquer tipo de recuo do estado temos de compreender claramente sua natureza íntima de monopolista e discernir os efeitos negativos que monopólios têm sobre todos os estratos da vida, particularmente na área da lei e da ordem. O que podemos desejar, na melhor das hipóteses — caso não consigamos abolir o estado —, é que o número de estados concorrenciais seja grande o suficiente. Um grande número de estados não permite que cada estado em particular aumente facilmente os impostos e as regulamentações porque as pessoas iriam, nesse caso, “votar com seus pés”, isto é, iriam mudar de estados (mudar de país). A situação mais perigosa concebível é aquela em que um governo mundial iria impor os mesmos impostos e as mesmas regulamentações em uma escala mundial, acabando com todos os incentivos para que as pessoas se mudem de um país para outro, pois a estrutura dos impostos e das regulamentações seria a mesma em todos os lugares.
Por outro lado, imagine uma situação em que houvesse dezenas de milhares de Suíças, Liechtensteins, Mônacos, Hong Kongs e Cingapuras. Nesse caso, ainda que cada estado quisesse aumentar impostos e regulamentações, eles simplesmente não lograriam êxito porque haveria repercussões imediatas — ou seja, as pessoas iriam se mudar das localizações menos favoráveis para aquelas mais favoráveis.
Quando pensamos em pensadores como Étienne de La Boétie, Hume, Mises, Rothbard etc., vemos que todos eles diziam que, por mais inexpugnável que o estado pareça, com todos os seus exércitos, com seu vasto número de empregados e com seu vasto aparelho de propaganda, ele na verdade é vulnerável porque, sendo o estado uma minoria que vive parasiticamente à custa de uma maioria, ele depende do consentimento do governado. Mesmo os estados mais poderosos — como, por exemplo, aqueles que vimos na URSS, no Irã sob o xá, e na Índia sob domínio britânico — podem se esfacelar. E essa ainda é uma esperança.
Novamente, a idéia é a seguinte: o presidente pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser aceita e executada por um general; o general pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser executada pelo tenente; o tenente pode dar a ordem, mas a ordem tem de ser executada em última instância pelos soldados, que são aqueles que terão de atirar. E se eles não atirarem, então tudo aquilo que o presidente — ou o supremo comandante — ordena passa a não ter qualquer efeito. Assim, o estado somente pode efetuar suas políticas se as pessoas lhe derem seu consentimento voluntário. Elas podem não concordar com tudo que o estado faça e/ou ordene que outros façam, mas, enquanto elas colaborarem, serão obviamente da opinião de que o estado é uma instituição necessária, e os pequenos erros que esta instituição cometa são apenas o preço necessário a ser pago para se manter a excelência do que quer que ela produza. Quando essa ilusão desaparecer, quando as pessoas entenderem que o estado nada mais é do que uma instituição parasítica, quando elas não mais obedecerem às ordens emitidas por essa instituição, todos os poderes estatais, mesmo o do mais poderoso déspota, desaparecerão imediatamente.
Mas para que isso seja possível, primeiro é necessário que as pessoas desenvolvam aquilo que podemos chamar de ‘consciência de classe’, não no sentido marxista — que diz que há um conflito entre patrões e empregados —, mas no sentido de um conflito de classes que opõe, de um lado, os regentes estatais, ou a classe dominante, e do outro lado, aqueles que estão sob o domínio do estado. Portanto, o estado tem de ser visto como um explorador, uma instituição parasítica. Só quando tivermos desenvolvido uma consciência de classe desse tipo é que haverá a esperança de que o estado, justamente por causa da difusão geral desse conceito, possa entrar em colapso.
Finalmente, o ponto de vista de Hobbes é interessante. Uma das coisas que mais ameaça o estado é o humor e a risada. O estado presume que você deve respeitá-lo, que você deve levá-lo muito a sério. Hobbes dizia que era algo muito perigoso o fato de as pessoas rirem do governo. Portanto, tente sempre seguir a seguinte regra: ria e zombe do governo o máximo possível.
A fraude chamada ‘estado’
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2020.10.09 18:13 TapperTotoro Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 2/365

Uma espécie de diário aberto: Antes de quase me afogar na 'escuridão', escrevi um livro para o meu primeiro filho; e agora curado, comecei a escrever o segundo livro para o meu segundo Príncipe, dando continuidade à história inicial.
De notar que esse segundo texto é um tanto comprido (1,98 metros de altura do autor se justificam aqui).
Antes de escrever mais para essa série motivada pela minha vitória na luta contra a depressão, quero agradecer à todas as pessoas que partilharam comigo um pouco do seu tempo para ler e comentar, além de todos os "prémios" que a minha primeira publicação recebeu (e continua a receber) e todas as pessoas que também começaram a seguir-me lá no meu humilde canal de Youtube.
Olá (quem leu a primeira publicação dessa "série" entende esse 'olá').
Pois bem; há quase que exatamente 5 anos atrás, quando as coisas ainda não estavam tão más para a minha existência, decidi escrever um livro para o meu primeiro - e possível na altura, único - filho. É para mim a história mais bonita que já escrevi e o primeiro livro infantil também, e a ideia na data era imprimir todas as páginas em folhas A4 em duas duplicatas e fazer eu mesmo as capas para os livros à mão.
- Além de ter escrito o livro, porquê é que não publiquei com uma editora (ainda)?
Bem, além de querer que 100% dos direitos da obra fossem para o meu pequeno Príncipe e não querer que a mesma tenha nenhum vínculo com uma editora, é como já disse, queria fazer somente duas cópias de forma manual e oferecer a primeira (a que considero 'original') para o meu filho (na altura só tinha e queria ter um, mas surgiu o segundo e amo 'pacas' os dois), e a segunda ficaria guardada como cópia física de segurança. A história basicamente é sobre eu e ele, e a nossa imaginação fértil, mas acabei por quase eliminar o manuscrito (juntamente com todos os outros textos meus) quando cheguei ao ponto em que se não tomasse uma decisão, não estaria vivo hoje.
Foi uma questão de mudança de último segundo a existência desse manuscrito e há alguns dias atrás voltei a lê-lo e decidi que além de publicar a história de forma totalmente independente por e para eles (agora os meus Príncipes são dois, lembra?), farei as duas cópias de forma manual como era planeado no início e guardarei para quando ambos forem adultos receberem como prenda de maioridade. Também sou motivado a não fazê-lo agora ou antes da maioridade (os livros físicos e entregar para eles) pelo facto que a minha ex-esposa destruiria os livros se eu entregasse para ela guardá-los (lembra-se da relação afetiva que tive e quase me matou? Pois bem, eu fui casado por 7 anos com ela), visto que ambos os Príncipes são muito novos ainda.
Para colocar em perspetiva: O divórcio e os meses que se seguiram ao divórcio foram um autêntico inferno, com ela a fazer de tudo para me afastar dos Príncipes (mentindo inclusive para a justiça ao dizer que eu abandonei os Príncipes quando na verdade eu não tinha onde morar - e ficou provado isso - não tinha dinheiro tampouco meios de transporte para visitá-los - ou um telemóvel para ligar para eles - e estava há mais de 30 quilómetros da casa deles; com isso e por ter ficado provado que eu não abandonei os Príncipes ela criou outros processos jurídicos absurdos que se arrastam até hoje somente com intuito de tirar mais e mais do que eu tenho conseguido alcançar aos poucos depois de sair da rua ...).
Foi tudo tão difícil pois como já tinha dito, acabei a morar na rua sem nada pelo simples facto de eu não querer dividir os bens que obtivemos durante a duração do nosso casamento ou levar nenhum bem material no final da relação, deixando tudo com ela para os meus filhos, pois mais do que eu, os eles precisam de um lugar para viver e eu sempre me virei muito bem ou sou muito bom a recomeçar a vida do zero. Valeu a pena esse sacrifício? Sim, e muito!
Mas mesmo tendi isso sido um inferno, ainda existe a parte mais difícil e que muitos pais (divorciados ou não) se irão rever, possivelmente:
Desde fevereiro que só falo com os meus dois Príncipes por videochamada por causa de toda essa questão da pandemia (e outros pontos que prefiro não expor por eles, para preservar o futuro da imagem da mãe deles, ou não ser eu influência no moldar dessa imagem caso aconteça) e decidi que mesmo estando as coisas "mais amenas" aqui em Portugal (mas a piorar agora com o espreitar do inverno), só estaria com eles quando for encontrada a cura ou se provar efetiva a obtenção de imunidade à doença; por nada desse mundo quero colocá-los em risco por uma coisa que o meu sacrifício pode evitar, afinal de contas, eles são o que de mais importante tenho nesse mundo todo ...
Voltar a ler o livro que escrevi para, agora eles, (escreverei entre esse e o próximo ano um segundo livro para dar continuidade à história e incluir o meu segundo Príncipe) despertou algumas ideias que já tenho colocado em prática e a partir de amanhã, publicarei uma página do livro por dia (inserirei o link aqui!) como tenho feito com esses textos novos e outras formas de arte que crio. Como não quero ter mais do que duas cópias físicas de cada livro, não tenho a certeza se vendo os e-books e crio uma conta poupança para os Príncipes com o dinheiro da venda das cópias digitais ou se publico somente no site que estou a construir e uso a monetização por meio da publicidade embutida nas páginas para esse fim (esse é o modo mais apelativo para mim, porque assim mais gente tem acesso aos livros e contribuem mesmo que não tenham condições financeiras para comprar um exemplar).
Digam-me o que vocês acham sobre qual é a melhor opção :)
Eis um trecho do livro e a página de abertura de 'O rei e o grande minúsculo', o livro que escrevi para os meus dois filhos:
Eu sou o Narrador e esta é a história sobre um minúsculo rapaz que vive dentro do pequeno universo que existe no meu umbigo. Neste mundo, ninguém possui um nome, apenas características físicas únicas e marcantes.
O rapaz que conheci tem uma particularidade muito semelhante à uma que tenho. Ele é alto, tão alto, que por este motivo não existe qualquer outro rapaz da sua idade com a altura próxima à dele e é inclusive muito mais alto do que todos os adultos deste tal mundo. Se o tornarmos proporcional à altura das pessoas humanas, este rapaz terá três metros enquanto a altura média de todas as pessoas é de um metro e setenta centímetros.
Conheci-o num dia em que estava eu a descansar ao sol, deitado na relva com uma camisola sem mangas, enquanto brincava com o meu microscópio imaginário e despertou em mim a curiosidade de espreitar com aquilo para o meu umbigo. Para a minha total surpresa, a primeira coisa que vi foi um amontoado de cabelos crespos pretos cheios de caracóis que parecia estar preso a um poste azul acastanhado, só que, depois de poucos segundos o poste se mexeu e assustei-me, afinal, os postes não podem andar. Ou podem?
– Olá gigante! – disse uma voz que não conseguia perceber de onde vinha.
– Estou bem aqui. – continuou ela. Levantei-me da relva e olhei à minha volta. Por mais certeza que tivesse sobre ter ouvido aquela voz, tudo apontava para o facto de estar eu sozinho ali. Corri para o muro da minha humilde casa, trepei-o para espreitar às casas dos meus vizinhos casmurros e vi que ninguém se escondia do outro lado.
– Acho que estou a sonhar acordado, novamente. – disse para mim mesmo em voz alta.
– Não gigante, não estás a sonhar. A propósito, porque é que trepaste para cima dos muros se em pé és maior do que eles? – continuou e perguntou aquela voz misteriosa. Corri para dentro da minha casa, tranquei todas as portas e janelas, fui às pressas e assustado para o meu quarto, apaguei as luzes e escondi-me na segurança que existe por baixo dos meus grandes e quentes amontoados de lençóis de seda, mantas polares e cobertores de todas as cores.
Depois disso, não voltei a ouvir aquela voz naquele dia e acabei por adormecer. Sonhei com milhares de coisas maravilhosas, entre elas doces e chocolates pois sou um narrador um tanto guloso; sonhei com os infinitos momentos de diversão com os meus amigos, com o meu pequeno Príncipe e por fim, para não fugir à regra, sonhei que dormia também ...
Espero que quando os meus Príncipes lerem essa história que escrevi em especial para eles, sintam o que queria transmitir nessa altura em que pouco conseguem entender dos sentimentos humanos e para que encontrem nas minhas palavras tornadas ficção, a voz deles que muito me tem ajudado nessa luta e nova fase da minha vida. E que essa voz os ajude nas fases mais difíceis da vida, e relembrem também os momentos mais felizes.
Também espero que você que me lê novamente hoje, goste de tudo o que pretendo partilhar e se que se existir alguém importante para você, use-a como motivação para lutar contra todas as coisas que não fazem bem, e que esses livros que publicarei inspirem alguém a criar e mudar o mundo, mesmo que o mundo seja só para uma pessoa :)
Com muito amor;
Aladino.
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2020.10.09 15:24 Young_Gouda Que curso tiraram e em que trabalham agora? Em que medida o vosso trabalho é vos gratificante e ajuda a comunidade à vossa volta?

Ora boas tardes a todos!
Durante esta pandemia tive muito tempo para reflectir na minha vida e no que é mais importante para alcançar aquela sensação estranha de felicidade e "fulfillment", e tenho a certeza que não estou sozinho nesta busca visto que somos todos humanos. Acho que em Portugal existe muito a mentalidade de que se tivermos um bom carro, uma boa casa, dinheiro no banco e filhos tamos bem na vida, e embora isso possa ser verdade para muita gente, eu sinto que não me aguentaria feliz sem saber que o que me dá dinheiro para pagar as contas também me traz felicidade. Até porque depois desta crise quem diz que as próximas gerações vão ter esses luxos todos, não é?
Com tantas opções de caminhos de vida a escolher torna-se no entanto cada vez mais difícil de ter a certeza que estamos na direcção certa, e se é para tirar um novo curso é agora que ainda tenho tempo para tal.
Por isso gostava de lançar um desafio a todos que lerem este post, no âmbito de alargar os conhecimentos e explorar novas ideias, como o título diz:
- Que curso tiraram?
- O que fazem de trabalho agora?
- Em que medida esse trabalho vos permite ajudar os outros (amigos, família, comunidade) ?
- O que acham gratificante no vosso trabalho?
Agradeço desde já a todos os que responderem a estas perguntas com sinceridade :)
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